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10 jun, 2026

Como transformei meu celular em webcam no Fedora usando DroidCam e Zoom

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Depois de muita tentativa, finalmente consegui usar meu celular como webcam no Fedora usando o DroidCam.

A ideia parecia simples:

instalar o DroidCam no celular, abrir o cliente no Linux, conectar e usar no Zoom.

Mas na prática, principalmente em Fedora moderno com kernel recente, alguns detalhes fazem muita diferença.

O problema principal não era o DroidCam em si. Era fazer o vídeo do celular aparecer como uma câmera reconhecida pelo sistema e liberada corretamente para o Zoom.

Neste artigo, vou mostrar o fluxo que funcionou comigo.

Obs: Apesar do artigo ter sido escrito por mim baseado em um problema real que tive que resolver, parte da informação desse artigo foi implementada com ajuda de ferramentas como: Qwen.ai (resumo / documentação) e ChatGPT 5.5 (revisão e correção sintática).


O problema

Ao tentar usar o DroidCam no Fedora, alguns cenários podem acontecer:

  • o celular conecta, mas o Zoom não mostra a câmera;
  • o DroidCam abre, mas não encontra um dispositivo de vídeo válido;
  • o cliente recomendado não funciona bem no seu ambiente;
  • o plugin do OBS não resolve o caso de uso no Zoom;
  • scripts antigos de instalação falham em kernels recentes;
  • a conexão via Wi-Fi não funciona por bloqueio de firewall;
  • o Zoom não lista a câmera virtual criada pelo sistema.

No meu caso, o objetivo era simples:

usar a câmera do celular como webcam no Zoom, rodando no Fedora.

A solução envolveu quatro pontos principais:

  1. instalar a versão correta do DroidCam Client;
  2. testar primeiro o caminho simples;
  3. garantir um dispositivo de vídeo virtual com v4l2loopback, se necessário;
  4. selecionar a câmera virtual dentro do Zoom.

Ambiente testado

Este foi o ambiente onde o procedimento funcionou:

  • Sistema: Fedora 43
  • Kernel: 6.19.x
  • Gerenciador de pacotes: dnf5
  • DroidCam Client: 2.1.3 GTK
  • Zoom: Instalado via pacote .rpm
  • Driver virtual: v4l2loopback

Observação: este guia é baseado no ambiente que funcionou comigo. Em outras versões do Fedora, os nomes de pacotes ou o comportamento do kernel podem variar.


Antes de começar: qual versão do DroidCam usar?

Um ponto importante: o site oficial do DroidCam recomenda o uso do plugin do DroidCam para OBS.

No meu caso, essa abordagem não foi a ideal.

O plugin para OBS pode ser útil se o objetivo for usar a câmera apenas dentro do OBS, mas pode causar conflitos ou confusão quando a intenção é usar o celular como webcam em outros aplicativos, como o Zoom.

Também testei alternativas mais recentes/beta do cliente, mas encontrei problemas de compatibilidade e comportamento instável.

A versão que funcionou melhor no Fedora foi o DroidCam Client GTK, instalado manualmente a partir do pacote oficial.

O processo foi:

cd ~/Downloads
wget -O droidcam_latest.zip https://files.dev47apps.net/linux/droidcam_2.1.3.zip

unzip droidcam_latest.zip -d droidcam-install
cd droidcam-install

sudo ./install-client

Se o unzip não estiver instalado:

sudo dnf install unzip

Depois disso, o cliente gráfico do DroidCam ficou disponível no sistema.

Neste artigo, o foco é usar o DroidCam como webcam do sistema para aplicações como Zoom. Por isso, optei pelo cliente GTK em vez do plugin específico para OBS.


Caminho mínimo: teste primeiro o DroidCam Client

Antes de mexer em módulos e driver virtual, vale testar o caminho mais simples.

No celular:

  1. instale o app DroidCam;
  2. abra o aplicativo;
  3. veja o IP exibido na tela;
  4. confirme se a porta está como 4747.

Exemplo:

IP: 192.168.0.100
Port: 4747

No Fedora, abra o DroidCam Client.

No cliente:

  1. selecione conexão via Wi-Fi / LAN;
  2. insira o IP exibido no celular;
  3. mantenha a porta 4747;
  4. marque Enable Video;
  5. clique em Connect;

Se a prévia da câmera aparecer no app depois dossp, é um bom sinal:

  • o celular está acessível na rede;
  • o app está enviando vídeo;
  • o cliente do DroidCam está funcionando.

Agora abra o Zoom e verifique se a câmera aparece em:

Configurações → Vídeo

# ou inicie uma nova reunião

Se aparecer, ótimo. Você pode parar aqui.

Se o DroidCam “funciona”, mas o Zoom não lista a câmera corretamente, aí entra o próximo passo.


O que é o v4l2loopback?

O Linux precisa enxergar a câmera do celular como se ela fosse uma webcam comum.

É aí que entra o v4l2loopback.

Ele cria um dispositivo de vídeo virtual, algo como:

/dev/video0

ou

/dev/video1

Depois disso, o DroidCam envia a imagem do celular para esse dispositivo, e aplicações como Zoom, OBS ou outros programas conseguem usá-lo como câmera.

Sem esse dispositivo virtual, o Zoom pode simplesmente não encontrar nada, mesmo que o DroidCam esteja funcionando.


Passo 1 — Instalar ferramentas e o driver virtual

Primeiro, instale as ferramentas de vídeo:

sudo dnf install v4l-utils

Depois, habilite o RPM Fusion, caso ainda não esteja habilitado:

# Importante: Adapte essa parte segundo a distro que estiver usando

sudo dnf install \
  https://mirrors.rpmfusion.org/free/fedora/rpmfusion-free-release-$(rpm -E %fedora).noarch.rpm \
  https://mirrors.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-$(rpm -E %fedora).noarch.rpm

Agora instale o v4l2loopback;

sudo dnf install v4l2loopback akmod-v4l2loopback

A ideia aqui é usar o pacote mantido pelo sistema, em vez de depender de scripts antigos ou compilações manuais.


Passo 2 — Carregar o módulo

Depois da instalação, carregue o módulo:

sudo modprobe v4l2loopback

Agora verifique se o dispositivo virtual foi criado:

v4l2-ctl --list-devices

Uma saída esperada seria algo parecido com:

Dummy video device (0x0000) (platform:v4l2loopback-000):
    /dev/video0

Anote o caminho exibido, por exemplo:

/dev/video0

Esse é o dispositivo que será usado no DroidCam Client.


Passo 3 — Configurar o DroidCam Client com o dispositivo virtual

Depois de instalar o DroidCam Client GTK e carregar o v4l2loopback, abra o cliente gráfico do DroidCam.

Na própria janela do aplicativo, ele deve mostrar na parte inferior algo parecido com:

Client v2.1.3, Video: /dev/video0, Audio:

Esse trecho indica qual dispositivo de vídeo o DroidCam está usando.

No meu caso, o client detectou automaticamente o /dev/video0, então não precisei selecionar manualmente o dispositivo em nenhuma tela de configuração.

Na tela principal do DroidCam Client:

  1. selecione WiFi / LAN;
  2. insira o IP exibido no app DroidCam do celular;
  3. mantenha a porta 4747;
  4. marque Enable Video;
  5. clique em Connect.

Se tudo estiver correto, a prévia da câmera do celular deve aparecer no app do DroidCam no celular.

Conteúdo do artigo

Se o DroidCam não usar o device correto

Em alguns ambientes, pode ser necessário abrir o DroidCam Client pela linha de comando especificando o dispositivo de vídeo manualmente.

Primeiro, confirme os dispositivos disponíveis:

v4l2-ctl --list-devices

Depois, abra o DroidCam apontando para o device correto, por exemplo:

droidcam -v /dev/video0

ou, se o device criado for outro:

droidcam -v /dev/video1

O número pode variar conforme webcams físicas, placas de captura ou devices virtuais já existentes no sistema.


Passo 4 — Abrir o Zoom e selecionar a câmera virtual

No meu caso, o Zoom estava instalado via pacote .rpm, então ele conseguiu acessar o dispositivo de vídeo normalmente depois que o DroidCam criou a câmera virtual com v4l2loopback.

Abra o Zoom e vá em:

Configurações → Vídeo

No campo de câmera, procure por algo como:

Dummy video device

ou:

v4l2loopback

Selecione essa câmera.

Se tudo estiver funcionando, a imagem do celular deve aparecer no Zoom em tempo real.


Observação para quem usa Zoom via Flatpak

Se você instalou o Zoom via Flatpak, ele pode não enxergar a câmera virtual por causa das restrições de sandbox.

Nesse caso, você pode liberar acesso aos dispositivos do sistema com:

flatpak override --user --device=all com.zoom.Zoom

Depois disso, feche e abra o Zoom novamente.

Essa etapa não foi necessária no meu ambiente, pois o Zoom estava instalado via .rpm, mas fica como alternativa para quem usa Flatpak.


Se não conectar via Wi-Fi

Se o DroidCam não conseguir conectar pelo IP do celular, verifique o firewall do Fedora.

O DroidCam normalmente usa a porta:

4747/tcp

Para liberar essa porta:

sudo firewall-cmd --add-port=4747/tcp --permanent
sudo firewall-cmd --reload

Depois, tente conectar novamente pelo DroidCam Client.


or que evitar scripts antigos do DroidCam?

Durante a configuração, você pode encontrar tutoriais recomendando scripts como:

install-video

ou:

install-dkms

O problema é que alguns desses scripts tentam compilar variantes antigas do driver, como v4l2loopback-dc.

Em kernels modernos, isso pode falhar por mudanças nas APIs do V4L2.

Por isso, no Fedora atual, a abordagem mais limpa foi usar o v4l2loopback disponível via pacotes do sistema.

Isso reduz problemas com:

  • kernel recente;
  • DKMS quebrando;
  • recompilação manual;
  • incompatibilidades depois de atualizações.

Criando um dispositivo com nome personalizado

Se quiser criar um device dedicado com nome mais claro, você pode carregar o módulo assim:

sudo modprobe v4l2loopback devices=1 video_nr=1 card_label="DroidCam"

Isso pode facilitar a identificação no Zoom, OBS ou outros aplicativos.

Exemplo esperado:

DroidCam:
    /dev/video1

Resumo do caminho longo

No fim, o caminho mais longo é:

  1. instalar o DroidCam Client GTK;
  2. testar a conexão simples pelo IP do celular;
  3. instalar v4l-utils;
  4. instalar v4l2loopback e akmod-v4l2loopback, se o Zoom não enxergar a câmera;
  5. carregar o módulo com modprobe;
  6. confirmar o /dev/videoX com v4l2-ctl;
  7. configurar esse dispositivo no DroidCam Client;
  8. conectar o celular via Wi-Fi;
  9. selecionar a câmera virtual no Zoom;
  10. se estiver usando Flatpak, liberar acesso aos dispositivos do sistema.

Conclusão

Usar o celular como webcam no Fedora com DroidCam funciona bem, mas alguns detalhes precisam estar corretos.

O primeiro passo é testar o caminho simples com o DroidCam Client GTK. Se isso já funcionar no Zoom, ótimo.

Mas se o Zoom não enxergar a câmera, o ponto central é garantir que o sistema tenha um dispositivo de vídeo virtual funcional.

Esse papel fica com o v4l2loopback.

No meu caso, como o Zoom foi instalado via .rpm, bastou selecionar a câmera virtual nas configurações de vídeo. Para quem usa Zoom via Flatpak, talvez seja necessário liberar acesso aos dispositivos do sistema com flatpak override.

Depois que essas peças encaixam, o processo fica simples:

DroidCam envia o vídeo → v4l2loopback cria a câmera virtual → Zoom usa essa câmera.

Foi assim que consegui fazer funcionar no Fedora.


Observação: Por que não usar o plugin do DroidCam no OBS?

Uma alternativa comum é usar o plugin do DroidCam no OBS e, a partir dele, expor a câmera virtual para outros programas.

Na prática, isso funciona.

O problema é que essa abordagem adiciona uma camada intermediária (OBS), o que pode causar conflitos ou comportamentos inesperados em aplicações externas.

No meu caso, por exemplo, o recurso de desfoque de fundo do Zoom ficou distorcido ao usar o OBS como intermediário.

Isso acontece porque o Zoom deixa de receber a imagem “crua” da câmera e passa a trabalhar sobre um stream já processado, o que interfere em algoritmos de segmentação de imagem.

Além disso, reproduzir funcionalidades como desfoque diretamente no OBS exigiria configuração adicional com plugins e filtros, aumentando a complexidade do setup.

Por esse motivo, optei por usar o DroidCam Client GTK diretamente, sem passar pelo OBS.

Assim, a imagem é enviada de forma mais “pura” para o device de vídeo (/dev/videoX), garantindo melhor compatibilidade com o Zoom e outros aplicativos.

Menos camadas no pipeline → menos pontos de falha.

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