O que você precisa saber sobre futuros web standards (que estão fazendo a Internet melhor)

PorManish Singh em

Há 40 anos, era apenas um experimento, mas a Internet se tornou uma parte muito importante de nossas vidas. Pense sobre quanta influência ela tem hoje sobre áreas como educação, negócios, comércio, ciência e tecnologia. Para lidar com demandas de tráfego e aspectos como velocidade e segurança, alguns web standards e protocolos têm sido utilizados e melhorados com o tempo. Muitos deles estão sendo implementados enquanto você lê este texto. Recentemente, o criador da web, Tim Berners-Lee, falou sobre as mudanças que temos visto na Web recentemente. Vamos ver o que são essas coisas novas que temos observado na Internet hoje e como esses novos web standards se mostrarão de agora para frente.

HTTP2 e SPDY

Quando acessamos um site, é preciso usar o “http://“. Você já pensou por que motivos essas duas barras estão aí? Bom, para surpresa geral, o próprio Tim Berners-Lee falou que foi apenas um erro!

O HTTP2 provavelmente vai tirar essa redundância, mas não é isso o que realmente importa. Há alguns anos, o Google lançou o SPDY, um projeto com variações do HTTP. Logo a Microsoft entrou em um projeto similar. No entanto, a organização responsável escolheu a projeção do Google, e não a da Microsoft. HTTP2, junto com SPDY, traz melhorias significantes na velocidade de renderização de uma página web.

Apesar de a maioria dos browsers já oferecerem suporte para o SPDY, isso não é, infelizmente, o suficiente para que ele funcione. Para carregar uma página web mais rapidamente, o site precisa utilizar a mesma tecnologia. Sites populares como Google, Facebook e Twitter já possuem essa capacidade, mas a grande maioria ainda precisa fazer a mudança. Durante este ano, veremos implementações e deploys do HTTP2.

WebRTC

WebRTC

Os navegadores estão mais inteligentes a cada dia. Não apenas se tornando mais seguros e estáveis, mas, nos bastidores, algumas ferramentas estão sendo implementadas para substituir aquelas proprietárias que são necessárias e instaladas separadamente. Uma dessas ferramentas “caseiras” é o Web Real Time Communication (WebRTC), que permite aos usuários fazerem conversas de vídeo sem utilizar um serviço de VoIP, como o Skype. Tudo que é necessário para isso já está embutido no browser. Chrome e Firefox já suportam WebRTC. Você pode testar isso na página de demo do WebRTC.

SRCSET

As pessoas têm milhares de gadgets para acessar a web. Um pode usar um iPad Mini, enquanto outro pode utilizar um Nokia Ash para navegar. Alguns desses dispositivos possuem telas de alta resolução, mas outros não. O desafio aqui é oferecer a imagem na resolução ideal para o usuário. Como fazer isso?

A resposta é o Source Set (SRCSET). É uma extensão do padrão HTML5 que permite a web designers setar diversas versões do mesmo arquivo de imagem. Então, de acordo com o tipo de equipamento que o usuário tiver, o site vai encontrar a resolução perfeita. Neste momento, a utilização ainda não é maciça, mas é uma das formas mais proeminentes de resolver esse tipo de problema.

Web design responsivo

Responsive-Web-Design

Assim como o SRCSET, design responsivo é algo que muitos web designers já começaram a utilizar. Os usuários podem acessar um site por diversos dispositivos, e fazer com que as páginas de um site mudem de acordo com o tamanho da tela é importante. Ethan Marcotte fez uma descrição bastante sucinta aqui.

Atualmente, muitos sites já usam técnicas de deploy como grids fluidos, imagens flexíveis e media queries para que ele seja ajustado a qualquer tamanho de tela.

HTML5 e CSS3

HTML5 já tem sido muito discutido. A linguagem é responsável pela criação e aparência de uma página web. A nova versão permite o embed de conteúdos em vídeo e áudio em um site sem a necessidade de ferramentas de terceiros, como Silverlight e Flash. Além disso, pode trazer informações baseadas em localização, e também suporte para acesso offline de web apps. Essa feature já foi aprovada, mas está aguardando a recomendação do W3C.

CSS3-and-HTML5

Depois de uma década, a terceira versão do CSS finalmente saiu. A maior diferença entre o CSS3 e as versões anteriores está na separação de módulos. Nas anteriores, tudo precisava ser escrito em um mesmo documento, enquanto o CSS3  traz módulos separados, cada um com uma capacidade específica.

IPv6

IPv4

Quando a Internet estava sendo criada, seus inventores atribuíram a ela 4.3 bilhões de endereços – basicamente, os pontos pelos quais os dispositivos se conectariam à web. Mas, à medida que mais dispositivos móveis e computadores foram surgindo, os 4.3 bilhões de endereços que pareciam que nunca seriam totalmente utilizados se tornaram insuficientes para as necessidades atuais. A nova versão, Ipv6, que já foi adotada por grandes sites como Google e Facebook, oferece 340 “trilhões de trilhões de trilhões” de endereços. É seguro dizer que mesmo se todos os planetas do nosso sistema solar entrassem na Internet, se conectando da Terra, ainda teríamos endereços suficientes e de sobra.

Clientes nativos

clientes-nativos

Como todas as nossas necessidades computacionais têm seguido para a nuvem, nossos browsers têm ganhado mais poder. Graças ao Google e à Microsoft, temos diversos web apps nativos e portáteis que podem rodar no próprio navegador. Google Drive e Office Online são ótimos exemplos. Até alguns meses atrás, esses apps nativos não poderiam rodar em um aparelho Android e outros dispositivos móveis, mas alguns aperfeiçoamentos recentes do Google fizeram com que agora haja suporte em dispositivos com processadores que não Intel.

Para onde vamos?

Alguns dos web standards mencionados ainda não estão sendo largamente utilizados. Ainda não são mainstream. É um processo contínuo, e a adoção de todos, por todos, leva algum tempo. Todos os dias novas coisas são adicionadas à lista, e os velhos códigos não tão bem otimizados são eliminados. Muitas empresas de pesquisas têm trabalhado para construir novos protocolos e para melhorar os atuais. A Web como conhecemos está mudando. Para acompanhar essa mudança, nossos browsers também estão utilizando novas tecnologias.

Algo que podemos garantir é que a Internet está se tornando melhor.

Artigo traduzido e republicado com permissão de Make Tech Easier. O original está em http://www.maketecheasier.com/future-web-standards/

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  1. Também gostei muito dos artigos, vou ficar mais conectado e atento a novos dentro desta forma rápida e resumida sobre os assuntos em questão

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