Design & UX

27 set, 2018

Ter um UX Designer na sua empresa já não é mais escolha, e sim necessidade!

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O UX Designer já não é um profissional desconhecido ou reconhecido apenas em nichos específicos. Pelo contrário esse é um profissional necessário nos mais diversos setores como comunicação, marketing, tecnologia e tantas outras áreas. O termo UX Design vem do inglês “User Experience Design”, e sua grande diferença para o Design Gráfico é o desenvolvimento que abrange todos os aspectos que têm relação com os usuários.

Em vez de focar no resultado e na experiência final do produto, essa vertente do design busca tornar a experiência do usuário inesquecível em toda a sua composição. Para isso, é preciso atender às necessidades básicas do cliente do início ao fim, provendo uma boa experiência.

É comum confundir os termos UX e UI Design, afinal, além de semelhantes na escrita, eles são realmente correlacionados. De forma simplificada, podemos dizer que enquanto o UI Design se preocupa com a forma (interface), o UX Design está mais preocupado em definir qual será a sensação (experiência) vivida pelo indivíduo.

Resumindo, o profissional UX, ao criar um aplicativo, por exemplo, também se preocupa com o modelo e a interface do produto final, mas sabe que é a interação que esse app proporciona ao usuário que impactará decisivamente na sua avaliação final.

Por que ter um UX Designer na empresa?

Embora o foco do UX Designer seja na experiência do cliente, seu trabalho não é exatamente o que o usuário quer, mas, muitas vezes, entregar o que ele nem imagina que precisa. Com isso, esse profissional se torna parte essencial para converter as vendas finais do produto ou serviço oferecido, afinal, de certa forma, ele fica responsável por criar uma experiência cativante ao cliente.

E resultado em vendas é o que toda empresa mais quer, certo?

O profissional deve estudar e avaliar como os usuários se sentem sobre um sistema, levando em consideração aspectos como a facilidade de uso, percepção de valor e eficiência na execução, além de sempre propor a melhor solução para um determinado problema.

Também é necessário que o UX Designer tenha uma visão ampla de todas as disciplinas que envolvem sua atividade. Nesse gráfico desenvolvido pelo especialista Dan Saffer, temos uma ideia mais geral de como o UX é uma junção de todas as áreas que culminam na experiência final do consumidor.

O que é essencial a um UX Designer?

Ser um UX Designer é ser um designer do futuro. E, por isso, é essencial pensar à frente. Como profissional que mudou do Design Gráfico para o UX Design, posso garantir que é preciso muito estudo para se aperfeiçoar no desenvolvimento, além de evitar que antigas práticas e pensamentos que faziam sentido para os trabalhos gráficos não acabem contaminando os projetos digitais.

É claro que o Design Gráfico ainda é relevante para muitos setores, mas não podemos negar que a tecnologia e a automação dos processos também chegaram a esse setor, tornando muitas técnicas e práticas até mesmo obsoletas. Diferente de muitos profissionais que já começam pelo Web Design e têm mais familiaridade com o mundo digital, quem migra do Gráfico para o UX deve ter o cuidado não apenas de estudar, mas também de se acostumar com um modelo muito mais completo de trabalho.

Em minha experiência de migração, comecei manipulando ferramentas simples do digital e, principalmente, deixando de “criar tanto” para “organizar mais”. Passei a analisar e a entender mais o que o usuário queria e precisava. E confesso que achei isso desafiador, assim como experimentar novas ferramentas de trabalho e as diferentes logísticas de funcionamento delas.

Experimentei diferentes resultados no decorrer da criação dos sites, e as “sacadas” de venda ou interação se faziam diferentes para cada segmento. Os primeiros passos foram pura experimentação mesmo, além da familiaridade com esse segmento. Outro detalhe que faz uma grande diferença é a atualização constante do UX Designer. Estar por dentro das novidades que estão sempre surgindo é de extrema importância para nós.

Particularmente, gosto de acompanhar dicas e debates sobre o assunto em alguns lugares como o grupo Experts Brasil, a FanPage UI Lab e o blog UX Collective Brasil. Existem muitos outros sites, blogs, fóruns e páginas especializadas no tema e que são ótimas fontes tanto para quem está pensando em migrar para o UX Design, quanto para quem já é um profissional da área.

Vale também ficar sempre de olho em nomes conceituados desse nicho, como Jakob Nielsen, um dos precursores da User Experience, o designer britânico Jonathan Ive e o empreendedor e visionário Elon Musk. E por falar em visionário, pode até parecer clichê no mundo do Design e da Tecnologia, mas aprender com o inesquecível Steve Jobs também é necessário, afinal, ele é o responsável por criar a Apple, uma marca que tem como principal caraterística a experiência que proporciona ao usuário.

Entender alguns conceitos também é fundamental. O UX Design é fruto da linha de pensamento que originou o Design Thinking, que nada mais é que uma forma de abordagem tomada do campo do design e adaptada às empresas e corporações. Já o Lean UX é uma metodologia para processos de Design que preza pela rapidez, quase sempre colaborativo e com foco na experiência que está sendo projetada.

O Design Sprint, desenvolvido pelo Google, é uma maneira de conceituar e tangibilizar de forma prática e ágil uma ideia, um produto, suas implementações e funcionalidades. Tudo isso no menor espaço de tempo possível. Por fim, a Gamification é uma novíssima faceta do Marketing Digital, que ajuda a divulgar a marca e a captar novos clientes através de uma estratégia de interação entre pessoas e empresas, sempre com base no oferecimento de incentivos que estimulam o engajamento do público. Basicamente, para entender uma, é preciso entender todas essas linhas de pensamento. E para ser um bom UX Designer é necessário, em algum momento e/ou projeto, aplicar todas elas.

As mulheres como UX Designers

Felizmente, o mercado UX não é rude com as mulheres e há diversas profissionais inspiradoras e que estão entre os melhores profissionais do mundo. É interessante analisar também o quanto as mulheres têm mais facilidade de se adaptar às diversas etapas desenvolvidas simultaneamente, além garantir a organização desses métodos e a compreensão do percurso de toda a experiência.

O blog UX Collective Brasil listou algumas das mulheres UX Designers mais influentes do mundo, destacando nomes como o de Brenda Laurel, cofundadora da Purple Moon, a primeira empresa de software americana a produzir games para meninas entre 8 e 14 anos.

Entre as brasileiras, Amyris Fernandez é um destaque com mais de 30 anos de experiência profissional, liderando times de marketing e UX e desenvolvendo pessoas na área acadêmica. Não poderia concordar mais com a lista do UX Collective Brasil, por isso deixo o link como indicação:

Ainda que tenhamos facilidade em dar conta de todos os processos que englobam o UX Design, os estudos e os aperfeiçoamentos são sempre necessários.

Entre os cursos que mais agregaram à minha carreira, destaco três:

  • UX & Design Thinking: Experiência do Usuário nos Negócios
  • Design Sprints: da Ideia ao Teste com Usuários em uma Semana
  • Lean UX: Experiência do Usuário em Times Ágeis – Completo

Todos são cursos da Udemy e ministrados por Leandro Rezende, experiente UX Designer há quase 20 anos. Em todos foram abordadas práticas como “Estruturação do problema”, “Entrevista em campo com usuários”, “Pesquisas online”, “Jornada do usuário”, “Service Blueprint Roadmap”, “Prototipação”, entre tantas outras.

Garantir a experiência e a jornada de uso do usuário é incrível, mas ninguém disse que é moleza!

O UX Design na prática

Agora que você já sabe um pouco mais sobre como funciona o UX Design e os processos que compõem essa vertente moderna do Design, nada melhor do que ver um exemplo prático da profissão. Entre os meus trabalhos preferidos está o site do Social Bauru, cujo layout foi construído para que os leitores pudessem navegar pelo site com mais facilidade e eficiência. O projeto levou em consideração a análise da experiência do usuário (User Experience) para compreender o ambiente do usuário e desenvolver soluções para otimizar a navegação.

Com este artigo, fica mais fácil entender que investir em um UX Designer nas empresas é garantir um design de fácil compreensão e que proporciona uma boa experiência para o usuário, fazendo com que ele volte a acessar o site.

Além disso, o UX é um dos fatores que o Google leva em consideração para o ranqueamento no site de buscas, ajudando o site a aparecer logo nas primeiras páginas do buscador.

Para empresas e marcas que desejam aparecer e ter resultados, o UX Design é mais que necessário. É indispensável.

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Artigo publicado na revista iMasters, edição #26: https://issuu.com/imasters/docs/imasters_26_v6_isuu