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Mulheres na TI: codando a igualdade

PorRedação iMasters em

A gente não precisa nem falar de Grace Hopper ou Dana Ulery para provar a tese. Está aí Um-An Chiou para não nos deixar mentir: a mulherada domina código, sim, senhores. E adora colaborar, tem sistema biológico pronto para a multitarefa. Mesmo assim, as diferenças salariais só crescem, e encontrar mulheres nos times de desenvolvimento (quem dirá em cargos importantes) é coisa rara.

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Não precisamos citar a fundadora da Tecnologia da Informação – afinal, vocês leitores são nerds de quatro costados. Mas, em algum momento, os códigos saíram das mãos de mulheres e homens e se tornaram assunto “masculino”. Como isso aconteceu não importa. Importa é que a TI, principalmente a brasileira, precisa muito das mulheres.

O que está acontecendo agora, na segunda década do século 21, é outro movimento, com raízes muito mais práticas do que pode imaginar a divisão de gênero. A questão é que falta mão de obra. E o mercado perde, por preconceito, metade de sua força produtiva – sim, exatamente as mulheres, conta a coach Patrícia Andrade, que trabalha em São Paulo.

Sim, há uma virada – provocada pela falta de gente qualificada e pela facilidade que as moças têm de estudar e se dedicar a muitas tarefas ao mesmo tempo. Desde o lançamento de Faça Acontecer, da poderosa Sheryl Sandberg (aka Facebook COO) no começo de 2013, o assunto está em destaque tanto dentro como fora da rede. No mundo, como no Brasil, os grupos de conversas, apoio e discussão onde só entram mulheres ganham destaques e suas ações ficam mais visíveis. E as conversas por lá têm, na grande maioria, servido para que elas consigam dar apoio umas às outras e conquistar o mercado de TI.

O movimento, entretanto, é mais antigo do que se imagina. A lista de discussão Systers, fundada pela Dra. Anita Borg, foi criada em 1987 – e funciona até hoje, com milhares de mulheres que trabalham em TI de todo o mundo. Para quem não sabe, a Dra. Anita é tema, inclusive, de uma bolsa do Google – e criou o prêmio Grace Hopper.

Para vocês terem ideia, na lista de 100 mulheres mais poderosas do mundo, feita pela Forbes, 16 são de TI. No Brasil, entretanto, a situação é bem diferente. Entre os executivos de TI, temos apenas Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, e Carly Florina, que comandou a HP entre 1999 e 2005. Entre as empreendedoras, o destaque é Bel Pesce, que conquistou o mundo com o seu Lemon e contou tudo em “A Menina do Vale”.

Chicks – sim, as moças sabem programar

Mas nem só de estrelas se faz o mundo. Os destaques, na verdade, são resultado das muitas mulheres que integram o ecossistema de produção da TI. A regra geral entre as mulheres que sobrevivem por aqui – e são algumas – é: flexibilidade e firmeza. Elas têm que se provar muito mais que os homens, mesmo com qualificação e profissionalismo, e suportar um ambiente abertamente hostil à sua presença.

Hoje, estão em atividade no Brasil pelo menos seis grupos específicos para mulheres que trabalham com tecnologia: LinuxChixs, RubyGirls, Mulheres na Computação, Mulheres na Tecnologia, RodAda Hacker e Geek Girls Dinners Brazil. Cada um tem algumas centenas de mulheres que conversam entre si, compartilham dificuldades, soluções e conquistas. São esses grupos que atraem mais mulheres, dão apoio nas situações críticas e ajudam a desenvolver mais talentos para o mercado.

O Mulheres na Tecnologia (/MNT) funciona principalmente em Goiânia – e tem uma representante em São Paulo. Aos poucos, o grupo amplia sua atuação, cria programas e ações para criar oportunidades para meninas e moças que têm interesse na área.

Danielle Oliveira, do /MNT (Mulheres na Tecnologia) comenta: “um fator que mostra a discriminação são os salários muito díspares. Na função com maior remuneração, a diferença é 90% no teto salarial masculino em relação ao feminino, enquanto em funções de menor remuneração a diferença se torna um pouco mais igualitária, ficando em média em 6%”.

Ela não inventou os números. Eles estão na PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, de 2009. Vejam só as diferenças de salários por cargo: analistas de sistemas mulheres, salário inicial de R$ 2.972,54, podendo alcançar até R$ 10.000,00. Para homens: começam com R$ 3.333,29 e podem chegar a 19.000,00.

Danielle sentencia: também falta mulher. E, claro, salário é muito importante, porque todo mundo quer ganhar dinheiro. Além da diferença no contracheque, as que ficam na carreira precisam saber viver num ambiente machista, em que o reconhecimento exige esforço constante e triplicado.

Segundo Danielle, o melhor jeito para reverter o quadro – e conseguir ter mulheres no comando, como já acontece nos Estados Unidos e na Ásia, onde mulheres também são fundadoras e presidentes das empresas de TI – é agir. E a ação que dá resultados tem que começar cedo. Além de precisar vencer a luta “menina é rosa e menino é azul”, é preciso incentivar as meninas a programar e agir nas áreas de “exatas”, tradicionalmente dominadas pelos homens aqui no Brasil.

“As crenças das próprias mulheres as atrapalham”, conta Danielle. Por isso mesmo, o grupo investe em projetos como o Meninas Digitais, que ensina programação no Ensino Médio, e no Programando Preconceitos, que, através de lista de discussão, eventos, site e redes sociais, ajuda a desconstruir a questão e a fazer a mulherada continuar na codificação.

Discriminação global, ações locais

Fora do Brasil, a questão também chama a atenção. Tanto que a ThoughtWorks, fundada em 1993, tem como um de seus princípios fundamentais estimular a diversidade em seus escritórios. Presente em diversos países (Austrália, Inglaterra, África do Sul, Índia, China e Brasil, entre outros), a empresa tem como pilares um negócio sustentável, produzir excelência em software e promover justiça social e econômica.

Conversamos com três mulheres da empresa, que estão no escritório de Porto Alegre: Gabriela Guerra (Analista de Negócios), Desiree Santos (Desenvolvedora) e Juliana Dorneles (Designer). Desiree soltou a frase mais divertida: você precisa ver a cara dos homens quando abro a mochila, tiro a bolsinha de lacinho e de dentro sai o ferro de solda. Porque não basta ser desenvolvedora, também tem que ser apaixonada por robótica!

O jeito de lidar com a discriminação é o que as moças mais sabem: ser muito melhores que os pares homens, ignorar heroicamente os comentários e seguir em frente. Na ThoughtWorks Brasil, entretanto, isso não é necessário.

Por lá, é cultura da empresa respeitar todos. Mais que isso: fazem questão de recrutar mulheres, negros, diversas orientações sexuais, o maior número de “diferenças” possíveis. A ideia, segundo Gabriela Guerra, é contagiar todo o mercado. “Aqui na empresa conseguimos 28% a mais de mulheres nos escritórios em 2013”, conta a analista.

Como? Diante da falta de mão de obra feminina, o jeito é usar o recrutamento ativo: eles buscam os candidatos Brasil afora, focam em currículos de mulheres, lideram o RailsGirls, fazem palestras em escolas… tudo para estimular o mercado a ter mais mulheres. O foco sempre é quem não está na área.

Como o foco não é só dentro, mas o entorno, a TW não deixa barato. Faz questão de colocar mulheres em todas as posições, coloca as moças nas reuniões com clientes e tenta contaminar o mercado da melhor forma possível. Se você gosta dos projetos da empresa e sabe tudo de metodologia ágil, preste atenção nas entrevistas: além do conhecimento, a empresa busca valores, quer saber como você pensa, age, qual o seu background cultural. A razão é simples: “aqui tudo é discutido abertamente – e as piadinhas são muito mal vistas”, conta Gabriela.

E o detalhe: a ThoughtWorks não está sendo boazinha. Ela acredita no experimento social que pratica. A ideia é que a empresa tem que ser tão diversa como o mundo. “Para pensar fora da caixa, ter ideias novas e uma cultura de respeito, é preciso começar em casa”, conta Juliana.

São três os pilares da TW: excelência, ser e manter o negócio sustentável e buscar justiça social e econômica. “Por isso, aqui a gente pensa o mundo sempre do ponto de vista do mais fraco”, conta Gabriela. E se discute tudo: gênero, homofobia, qualidade de software e pessoas…

Lá dentro, também há um grupo para discussão de assuntos de tecnologias, o TW-Woman, do qual os homens também participam. Os assuntos? Mulheres e tecnologia, desenvolvimento de líderes, aumento da licença paternidade. A empresa tem até um programa para ajudar os mais sêniores a crescer na carreira, que acontece duas vezes por mês.

Além disso, uma vez por ano, eles reúnem os funcionários de todo o Brasil num hotel, onde eles falam de diversos temas, escolhidos pela própria comunidade da empresa. Para evitar que as mesmas pessoas “de sempre” (sim, lá também existem favoritos) fossem escolhidos, em 2013 publicaram-se só os temas. A surpresa: 40% das palestras foram feitas por mulheres.

Para Desiree, organizadora de robótica do TDC (The Developers Conference, Brasil), o mais bacana é ter quatro horas semanais disponíveis para projetos. É assim que elas conseguem organizar o RailsGirls, criar projetos e inovar. “Claro que a gente também usa tempo extra e horas de almoço”, contam as três.

Segundo Mario Areias, colega de trabalho das três, a TW é puro aprendizado. “Os homens não fazem ideia da dimensão das piadinhas para as mulheres. Aqui aprendi muita coisa sobre a questão”, conta. “A cultura corporativa e seu jeito de lidar com as situações não é saudável. A gente aprende junto e começa a usar fora da empresa”, diz. E completa: “a gente não deveria ganhar prêmio por isso (eles ganham), só estamos fazendo a coisa certa. Esse deveria ser o padrão no mercado”.

Resumo da ópera

As mulheres estão aí programando, sim. Se ainda não são 50% das rodas e grupos, como são da população, a responsabilidade é dos próprios grupos – e de todos nós. Está na hora de acabar com o clichê de menina brincando com boneca, toda de rosa, e deixar os talentos brotarem. Se a gente parar de olhar para o físico e prestar atenção no conteúdo, a contribuição da mulherada já está na roda. Há muito tempo.

***

Artigo de autoria de Lucia Freitas, para a Revista iMasters de fevereiro.

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Comentários

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    1. Acordo mais cedo hoje pensando se fiz certo cursar TI e me deparo com o que me desanimou por todo esse tempo, homens machistas, sem respeito, achando que podem levantar a vós, passar a perna, ofender mulheres.Como colega disse acima respeito na computação é quase tão raro quanto mulheres. Como disse pra uma das minhas amigas que largou TI no meio do caminho, o problema não está na quantidade que entra mas a que sai. Se vcs pegarem da universidades a lista de cancelamento de matricula ou trancamento vão ver que na de TI é 90% composta de mulheres. Acho que a mulher escolhe o curso que quiser e por serem criadas de forma diferenciada acabam criando afinidade com outras areas. Mas como a TI quer que o numero de mulheres aumentem se quando entramos lá, nos sentimos discriminadas? A TI mal consegue segurar aquelas famosas “2” mulheres que entram no curso. Vi várias amigas minhas saírem porque perdeu a graça ser chamada de burra – quem ensinou que pode levantar a voz e chamar uma mulher de burra ? – ou que pode cantar ela? – quem ensinou que cantar mulher é bonito e respeitoso? – muitos outros e assim por diante. Saiu da faculdade tristemente pelas amigas minhas que não vão colar grau, que vi sair da faculdade chorando por causa de comentários, que até hoje sentem de não “poderem estudar TI pois me dizem que mal conseguem pisar do bloco de computação, por mim também que já passei por isso e muitas outras que devem ter vergonha ou se omitem a pequenos fatos que fazem grandes diferenças na nossa vida e depois de anos de faculdade perde a graça, o sentido e você percebe que esses pequenos atos/falas/gestos vem de algo maior, que infelizmente não tem haver com vocação/área mas com gênero sim. Perto de me formar sei que não vou ter mais os livros e conteúdos que me motivaram a chegar ao final e penso que deveria ter feito outro curso porque não quero passar ou ser discriminada no mercado de trabalho é uma desilusão grande demais pra carregar saber que o que escolheu pra sua vida vai ser reprovado por várias pessoas desde o momento da sua entrevista, desde o momento que você começa a trabalhar e talvez ter que carregar isso durantes anos e anos de trabalho? é um peso que considero grande e que muitas como eu não veem saída a não ser largar a TI pra trás.

  1. Discordo, achei bem útil, parabéns ao iMasters pelo conteúdo diferenciado e diversificado, isso que faz de vocês referência em conteúdo na web brasileira.

    1. A diferença é que nós fomos estimulados desde cedo. Exemplo: Quando você era criança seus pais lhe deu um quebra cabeça ou um cubo mágico, e sua amiga ganhou a cozinha da barbie. Com certeza ao crescer seu gosto por exatas irá ser bem maior que o dela.

  2. Já cursei em duas faculdades diferentes de TI, a grande maioria das pessoas não sabia nem oque é realmente feito nessa área, só estão ali porque o papai disse que ele ou ela deveria fazer para se dar “bem”, rsrs. Francamente esses números de mulhers aumentando nessa área, nada mais é do que a popularizaçãozinha de merda da TI, agora todo emo que se veste de hipster diz que é da “informática” e acha que ta conquistando o mundo…

    1. Querido Henrique Matos Junior, tenho 2 faculdades na área de informática e 2 pós graduações e estou cursando agora o MESTRADO, seu comentário é inútil de uma popularizaçãozinha de merda da TI como você que se acha(como vc disse), Muitas pessoas entram na faculdade sem saber como funciona o curso, mais isso não se aplica somente na informática,qualquer faculdade que a pessoa deseja cursar, ela não sabe nem 10% do que vai aprender,porque se soubesse não precisaria de faculdade.

      1. 2 faculdades na área de informática e 2 pós graduações e estou cursando agora o MESTRADO,
        faculdade 1 = tecnólogo em analise de sistemas
        faculdade 2 = tecnólogo em redes
        pos 1 = analise de pn
        pos 2 = anlise de pn2
        mestrado? em ser otária…
        tão qualificada e nunca fez nada pelo mundo tecnológico, grande merda!

      2. As pessoa precisam aprender a ter um pouco de educação antes de opinar sobre um assunto. Só acho…
        Não importa se você discorda ou não discorda, seja educado ao dar sua opinião. Isso é básico.

  3. na semana que vem o imaster deve fazer uma redação dizendo que os travestis e gays estão cada vez mais entrando na área de TI… Grande Postagem. Deveriam ganhar um prêmio por tanta inteligência… //ironia mod off

  4. Male tears everywhere…
    Rindo lendo esses comentários escrotos. O preconceito ainda é grande sim, aceitem que as mulheres estão conquistando seu espaço e podem programar até melhor que vocês.

    1. “[…] aceitem que as mulheres estão conquistando seu espaço e podem programar até melhor que vocês.”. Meio sensacionalista/feminista essa parte, né? Com certeza existem mulheres que programam melhor que nós, mas afinal, o que isso tem a ver com sexo? A capacidade intelectual de vocês com relação à nossa é par. Se todos se esforçarem, teremos ótimos códigos. Eu acho que essa de propagar efeito-conspiração-contra-a-mulher é mais uma questão de batalha contra nós do que realmente uma expressão pelos seus direitos na nossa área.

      1. “[…] direitos na nossa área.”. Isso aí sôou como se os nossos direitos fossem diferentes do de vocês – o que sabemos que nem de longe é verdade. Eu acredito nisso: cada um prova do que é capaz que espaço e/ou oportunidades não faltam. Simples assim.

  5. Não é preconceito Kamilla, apenas penso eu que no mercado existem mais homens no mercado tecnológico por causa de interesse, apenas isso, não existe essa conspiração de que o homem não que a mulher nessa área.

    1. O cenário está mudando, ainda bem, mulheres podem e devem entrar na área de TI, elas com certeza só iram acrescentar, mulheres são cuidadosas e naturalmente mais organizadas, com certeza seus códigos serão mais legíveis e agradáveis – Espero.

      1. Típico comentário de quem se acha coitadinha injustiçada, tadinha fez tantas faculdades, pos e agora mestrado? rsrs. É tão inteligente, qualificada, que precisa falar que mulher não tem lugar no mercado. Hipócrita lixo. Por esse pensamento inútil que vces ainda estão na merda, pqe querem ser “iguais” aos homens só que melhores e com mais direitos.

    2. To falando por experiência própria, já vi empresa que simplesmente não contrata mulheres pra programação, sem nenhum argumento. Já vi nego rir quando eu falo que sou programadora, até com professores eu já vi essa merda acontecer. O problema do preconceito no mercado de trabalho não é só em TI, não é só nem no mercado, é em tudo, a sociedade é machista e é fudida demais por isso.
      Só pontuando, lembro do meu primeiro período em Ciência da Computação, só tenho a dizer que todas as mulheres que entraram ainda estão no curso, então não venha me falar que “não tem interesse e entra só pq o papai falou que vai se dar bem”, porque o tanto de moleque babaca que eu já vi nesse curso é incontável.

  6. 1 – Pode ate existir diferença salarial na area de TI, mas não é por genero é por quem tem a certificação X ou não;

    2 – Vem fazer graduação, não tem experiencia com nada e quer competir com quem tem. Infelizmente na area de TI o que o dono da empresa quer é quem faça e não quem tem o diploma.

    3 – Sou mulher, não tenho graduação e ganho melhor do que mto marmanjo graduado. Apenas pq tenho 4 anos de experiencia e 2 certificações na area. Então, verifique um pouco mais as mulheres e homens que vc está entrevistando pra depois fazer uma materia dessas.

    ^^

  7. Acredito que esse preconceito realmente existia há 10 anos atrás. Na minha turma de ciência da computação, os homens não aceitavam mulheres e deixavam isso muito claro. Hoje, 2014, não vejo mais esse preconceito. Acredito que a discrepância salarial está presente em todas as áreas e não apenas em TI. Mas não pelo gênero! Além do mais, os salários de TI estão baixos para homens, mulheres e afins. Trabalhei em uma empresa de TI em que 95% do efetivo eram mulheres. E a mulherada mandava muito bem!!!

  8. Caraca!
    Altos palavrões aqui em um portal de profissionais de T.I, calmae gente! Pelo jeito o Marcio Campelo deve ter lido o artigo até o fim pra depois criticar!

    Abraços,
    Leandro.

    1. Achei o post da iMaster, bem interessante e eu concordo plenamente, temos que diversificar a TI, com pessoas de todas as raças, culturas e sexo.

      Não consegui compreender o motivo de tanto preconceito, apresentado nesses comentários, possivelmente não há mais mulheres na TI por falta de interesse, o que é visível nas faculdades, mas com as atitudes mostradas em alguns comentários nota-se que não há tentativa de motivar as mulheres a entrar nesse mundo.

      Antes de criticar as pessoas, se olhe no espelho e veja se suas atitudes poderão trazer resultados positivos para o mundo.

  9. Na moral, eu acho que o grande ponto dessa falta de mulheres no TI é sim o desinteresse e a falta de conhecimento sobre de que se trata o curso. Minha turma por exemplo, começou com 21 alunos, dentre eles apenas 2 mulheres, atualmente estamos em 8( só homens -.-‘ ). Ao menos aqui no sul, é só ir checar os cursos de Design e Odontologia por exemplo, 85/90% são mulheres…

  10. A TW tem COTA pra mulher e todo mundo sabe disso, é riduclo as vezes entra uma guria q nao sabe nada de poo, tdd e o básico que um programador de qualdiade tem de saber ao invés de colocarem um homem lah dentro, sempre soh pela “justiça social”.

    Uma empresa q soh usa mac e possui cotas específicas me veem falar de justiça social e economia, soh rindo.

    1. Pedro, se você duvidar da qualidade de qualquer uma das nossas desenvolvedoras, é melhor ter provas disso. Elas são tão boas quanto qualquer outra pessoa aqui. Te convido a falar com a gente antes de ficar falando coisas erradas na internet :)

      1. Mário, discurso clichê de quem se apoia no terceiro pilar. Quer uma boa prova? olha para o grade de dev. Agora explique porque quanto maior o grade maior o percentual de homens? E não adianta tentar mascarar os números com BA, QA, PM. O assunto é Dev. Ops, parece que vocês não são tão iguais assim né? :)

  11. As pessoa precisam aprender a ter um pouco de educação antes de opinar sobre um assunto. Só acho…
    Não importa se você discorda ou não discorda, seja educado ao dar sua opinião. Isso é básico.

  12. Baboseira. Puro vitimismo. Uma lidinha no guia politicamente incorreto da economia esclarece muita coisa. Trabalho como desenvolvedor há 12 anos e sei que a maioria dos programadores gosta quando mulheres passam a integrar as equipes.

    “bouxit”!

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