Cloud Computing

23 abr, 2026

Serviços na nuvem e IA aumentam a importância da rede de longa distância gerenciada por software

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A crescente dependência da conectividade nas empresas

As atividades produtivas estão cada vez mais dependentes da conectividade. Independentemente do setor, empresas precisam de redes estáveis para atingir seus objetivos.

Segundo a pesquisa TIC Empresas 2024, o uso de tecnologias baseadas em conexão cresceu de forma consistente. Entre 2019 e 2024, o percentual de empresas que utilizam processamento em nuvem subiu de 23% para 33%. Além disso, nas grandes empresas, esse número avançou de 37% para 53%.

Ao mesmo tempo, outros serviços também cresceram. O uso de softwares de escritório em nuvem passou de 27% para 34%. Já o e-mail em nuvem subiu de 39% para 52%. Além disso, o armazenamento de arquivos ou bancos de dados em nuvem cresceu de 38% para 49%.

IoT e o avanço da digitalização

Além da nuvem, a Internet das Coisas (IoT) também ganhou espaço. Entre 2021 e 2024, o uso de IoT subiu de 21% para 28% nas empresas médias. Já nas grandes empresas, 37% afirmam utilizar dispositivos conectados.

No Brasil, estima-se que mais de 70 mil empresas utilizam IoT. Esse crescimento mostra que a digitalização não para de avançar.

Por outro lado, esse cenário traz novos desafios. Cada dispositivo conectado gera dados continuamente. Portanto, a infraestrutura precisa acompanhar esse volume crescente.

A nova demanda: IA física e dispositivos conectados

Além disso, novas tecnologias estão ampliando essa pressão. A chamada IA física já está presente em robôs, drones e veículos autônomos.

Esses dispositivos não apenas consomem dados. Eles também enviam grandes volumes de informação. Por isso, a demanda por upload cresce junto com o download.

Tradicionalmente, as redes foram projetadas para consumo de conteúdo. No entanto, agora precisam lidar com produção constante de dados.

Consequentemente, empresas devem repensar sua infraestrutura. Não basta garantir acesso. É necessário garantir desempenho bidirecional.

O papel estratégico do SD-WAN

Diante desse cenário, o SD-WAN ganha relevância estratégica. Essa tecnologia permite gerenciar diferentes conexões de forma centralizada.

Além disso, o SD-WAN prioriza aplicações conforme regras de negócio. Dessa forma, aplicações críticas recebem mais recursos.

Outro ponto importante é a resiliência. Em caso de falha, o tráfego é redirecionado automaticamente. Assim, as aplicações continuam funcionando sem interrupções.

Portanto, o SD-WAN melhora a experiência do usuário e aumenta a confiabilidade da rede.

Mais velocidade, menor latência e maior eficiência

Com o aumento da demanda, empresas precisam investir em diferentes tipos de conexão.

Por exemplo:

  • fibra óptica para alta velocidade
  • redes móveis para mobilidade
  • satélites LEO para áreas remotas

Essa combinação permite maior flexibilidade. Além disso, melhora o desempenho geral da operação.

Entretanto, não basta ter múltiplos links. É essencial gerenciá-los de forma inteligente. Nesse ponto, o SD-WAN atua como orquestrador.

Ele analisa critérios como:

  • latência
  • jitter
  • perda de pacotes
  • disponibilidade

Com base nisso, escolhe a melhor conexão para cada tarefa.

Priorização inteligente do tráfego

Nem todas as aplicações exigem o mesmo desempenho. Por isso, a priorização é fundamental.

Por exemplo, videoconferências precisam de baixa latência. Já tarefas como acesso a arquivos antigos podem usar conexões menos prioritárias.

Nesse sentido, o SD-WAN distribui o tráfego de forma eficiente. Assim, otimiza recursos e melhora a performance geral.

Roteamento inteligente e conectividade híbrida

Além disso, a conectividade moderna exige integração de múltiplas tecnologias.

Empresas com operações distribuídas precisam combinar:

  • internet dedicada
  • redes móveis
  • conexões via satélite

Com o SD-WAN, essa integração se torna possível. Ele cria uma estratégia unificada de conectividade.

Consequentemente, reduz diferenças de desempenho entre localidades. Além disso, melhora a experiência do usuário.

Infraestrutura adaptável e orientada ao futuro

Atualmente, não basta atender à demanda atual. É necessário preparar a infraestrutura para o futuro.

Por isso, a arquitetura de rede deve considerar:

  • localização geográfica
  • criticidade da operação
  • disponibilidade de infraestrutura
  • escalabilidade

Além disso, deve ser flexível. Ou seja, capaz de se adaptar rapidamente a novas demandas.

O impacto do crescimento de dados e IoT

Com mais dispositivos conectados, o volume de dados cresce exponencialmente. Isso aumenta a complexidade da gestão de redes.

Portanto, monitoramento contínuo se torna essencial. Além disso, segurança passa a ser ainda mais crítica.

Nesse contexto, redes definidas por software oferecem vantagens claras. Elas permitem visibilidade, controle e escalabilidade.

Conclusão

A conectividade deixou de ser suporte. Hoje, ela é parte central da estratégia das empresas.

Com o avanço da nuvem, IoT e IA, a demanda por redes eficientes só tende a crescer.

Portanto, investir em uma arquitetura moderna não é mais opcional. É essencial para garantir desempenho, segurança e continuidade do negócio.

Por fim, tecnologias como SD-WAN permitem transformar a conectividade em vantagem competitiva.