Cisco

17 mar, 2010

Cisco quer mudar a Internet com o novo CRS-3

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A Cisco apresentou, na última semana, uma solução pioneira para a “Internet de nova geração”: o roteador CRS-3 (Carrier Routing System) com 12 vezes mais capacidade de tráfego do que o sistema mais parecido, o seu irmão mais novo, CRS 1.

O slogan de apresentação desta nova tecnologia questionava “O que é possível quando as redes ganham um jato de adrenalina?”

Tirando toda a euforia do lançamento de mais um novo equipamento da Cisco, o que podemos ver de real neste lançamento é notável.

Conforme tabela de capacidades abaixo vemos que o novo equipamento vem para acompanhar o enorme crescimento de banda na internet.

As previsões de crescimento do tráfego na Internet apontam para um crescimento de mais de 525%  até 2013, sendo que o consumo estimado por utilizador é de cerca de 15TB/mês. Como exemplo de aplicações, temos os seguintes desafios nos próximos anos:

Media Streamers (162 GB/mês) – YouTube, Netflix, Hulu (162 GB/mês)

3DTV / HDTV (13 TB/mês) – O 3D TV está em alta, começando a surgir no mercado de consumo. Caso não saiba, a nossa tv digital e HD também usa largura de banda.

Smart Phones (500 MB/mês) – Temos o exemplo do iPhone e da Blackberry, que nos permitem acessos a conteúdos incluindo vídeo.

Tablets / eBooks (1 GB/mês) – Começaram a entrar forte no mercado, com o recente lançamento do iPad da Apple.

TelePresence (2 TB/mês) – A Cisco anunciou o lançamento da Consumer Telepresence, que irá permitir ter chamadas de vídeo em alta definição e com uma experiência final próxima da presença física.

Gaming/Jogos (45 GB/mês) – Estas e outras aplicações aumentam o consumo de banda larga e atingem valores “agregados” (soma de todos os clientes) muito elevados, colocando novos desafios no que se refere à internet “atual”. As operadoras precisam constantemente aumentar a largura de banda para atender a demanda de novos serviços.

Nos últimos anos tenho trabalhado com roteadores de alta capacidade de fabricantes diferentes como Cisco, Alcatel e  Juniper, e me envolvido com projetos de 3G, e recentemente 4G, e acredito que esta nova tecnologia demore um pouco a chegar ao Brasil, mas as operadoras têm se preocupado muito com a demanda de largura de banda, mas não conseguem ainda atender a constante demanda, pois o crescimento é muito alto.

Aposto nessa nova tecnologia, mesmo sabendo que demorará um tempo para ocorrer a lapidação e aperfeiçoamento desta evolução para a prática no mundo real das operadoras.

Até a próxima.