Hoje contamos com alguns servidores HTTP (web) tais como Apache, lighttpd, Nginx, TUX, Cherokee e outros. O desenvolvimento deste artigo é para explicar melhor como trabalhar com Python e desenvolver coisas novas para as necessidades do dia a dia.
Vou explicar qual foi a necessidade do meu cliente para que eu escrevesse este software:
O Cliente tinha um sistema rodando com Ruby On Rails e o desenvolvedor como não sabia configura o Ruby para processar juntamente com o servidor web (Apache); ele rodou o servidor web do próprio Ruby On Rails com a porta 4000.
Como teria que mexer no sistema e não sou programador Ruby, fiz uma contra-proposta para desenvolver o sistema novamente (porque tinha muitos erros) em Python (pois é a linguagem que eu sei programar). O cliente aceitou e dei start no desenvolvimento.
Ao terminar o software, queria que ficasse transparente para o usuário final (para ele acessar da mesma forma que acessava); testei alguns servidores web como Nginx e lighttpd, só que ele estava comendo recursos desnecessário no servidor, lembrando que eu só queria colocar um HTML com uma meta tag para redirecionar para o sistema novo. Bom, resolvi desenvolver uma solução própria em Python, e achei a biblioteca BaseHTTPServer.
A estrutura que montei é a seguinte:
avelino@program-8:~/python/httpd$ ls<br />htdocs httpd.pyO daemon que vamos usar é o httpd.py, vamos para a parte de código.
Vamos usar as seguintes bibliotecas:
import sys,os<br />import string,cgi,time<br />from BaseHTTPServer import BaseHTTPRequestHandler, HTTPServerVamos escrever uma classe para tratar o POST e GET (Não usei o POST na minha necessidade, mas para quem quer fazer um servidorHTTP simples pode precisar):
class http(BaseHTTPRequestHandler): <br /><br /> def do_GET(self):<br /> try:<br /> if self.path.endswith(".html"):<br /> f = open(DocumentRoot + self.path)<br /> self.send_response(200)<br /> self.send_header('Content-type','text/html')<br /> self.end_headers()<br /> self.wfile.write(f.read())<br /> f.close()<br /> return<br /><br /> if self.path.endswith(".esp"):<br /> self.send_response(200)<br /> self.send_header('Content-type','text/html')<br /> self.end_headers()<br /> self.wfile.write("hey, today is the" + str(time.localtime()[7]))<br /> self.wfile.write(" day in the year " + str(time.localtime()[0]))<br /> return<br /><br /> return<br /><br /> except IOError:<br /> self.send_error(404,'File Not Found: %s' % self.path)<br /><br /> def do_POST(self):<br /> global rootnode<br /> try:<br /> ctype, pdict = cgi.parse_header(self.headers.getheader('content-type'))<br /> if ctype == 'multipart/form-data':<br /> query=cgi.parse_multipart(self.rfile, pdict)<br /> self.send_response(301)<br /><br /> self.end_headers()<br /> upfilecontent = query.get('upfile')<br /> print "filecontent", upfilecontent[0]<br /> self.wfile.write("<html>Post OK. <br /><br />");<br /> self.wfile.write(upfilecontent[0]);<br /> self.wfile.write("</html>")<br /><br /> except:<br /><br /> passOs nomes das def do_GET e do_POST são padrões do BaseHTTPRequestHandler. O do_GET usamos para renderização de qualquer arquivo. Por exemplo, temos uma index.html em nossa pasta htdocs, ele vai trabalhar pegando o arquivo index.html (/home/avelino/python/httpd/htdocs/index.html) e renderizando o html dele.
Vou criar uma função para chamar as declarações da classe:
def main(NameVirtualHost):<br /><br /> try:<br /> virtualhost = string.split(NameVirtualHost,":")<br /> if virtualhost[0] == "*":<br /> virtualhost[0] = ""<br /> <br /> server = HTTPServer((virtualhost[0], int(virtualhost[1])), http)<br /> print 'Start server HTTP IN %s' % NameVirtualHost<br /> server.serve_forever()<br /><br /> except KeyboardInterrupt:<br /> print 'Shutting down server HTTP'<br /> server.socket.close()A var NameVirtualHost é onde vamos passar IP e PORTA para o servidor HTTP, exemplo.
Liberar só para acesso local: localhost:8000
Liberar para qualquer IP que estiver configurado na maquina: *:8000
Na biblioteca BaseHTTPServer temos uma função onde o mesmo server, para rodar o servidor, recebe dois parâmetros: o primeiro é IP/PORTA, e o segundo é a classe onde estão os métodos (GET, POST etc) que, no nosso caso, é a classe html.
Agora vamos chamar a def que fizemos:
if __name__ == '__main__':<br /> DocumentRoot = "%s/htdocs/" % os.path.realpath(os.path.dirname(__file__))<br /> PORT = "8000"<br /> HOST = "localhost"<br /><br /> try :<br /> main(sys.argv[1])<br /> except :<br /> main("%s:%s" % (HOST,PORT))- DocumentRoot = Pega a pasta local que estamos e concatena com “/htdocs/”
- PORT = Porta padrão do servidor
- HOST = Host padrão do servidor
Temos uma TRY que vamos tratar o que vem por parâmetro (argv), caso ele tenha valores errados chamará o HOST/PORT declarado do software.
Rodando o servidor:
avelino@program-8:~/python/httpd$ python httpd.py *:8000<br />Start server HTTP IN *:8000
Agora, para matar o processo, é como qualquer outro:
avelino@program-8:~/python/httpd$ python httpd.py localhost:8000<br />Start server >HTTP IN localhost:8000<br />localhost - - [14/Sep/2010 09:42:05] "GET /index.html >HTTP/1.1" 200 -<br />localhost - - [14/Sep/2010 09:42:54] "GET /index.html >HTTP/1.1" 200 -<br />^CShutting down server >HTTP<br />avelino@program-8:~/python/httpd$ Se olharmos o LOG acima, ele mostra tudo que foi processado com LOG de Apache ou qualquer outro servidor HTTP.








