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Presença digital: 20 coisas que aprendi em 20 anos

PorBruno Rodrigues em

Você vê de tudo em uma década. Basta olhar para trás (exato, estou falando com você!) e notar que dez anos é muito tempo para um século acelerado como o nosso.

Sabemos que acompanhar mudanças não é para iniciantes, embora nós, brasileiros, tenhamos talento nato para lidar com cenários que mudam a um piscar de olhos. O que ninguém – e neste caso, no mundo inteiro – ainda se acostumou (é difícil, mesmo) é lidar com o dia a dia e não se agarrar a certezas absolutas.

Viver em meio a transformações com humildade – ‘o ego pendurado atrás da porta’, como costumo dizer – é um desafio. Para mim não é nada fácil; imagino que o mesmo aconteça com você. Observar, apenas, tentando aprender será sempre um desafio.

Quando o cenário não é apenas uma década, mas duas, o cuidado a tomar deve ser ainda maior – no meu caso, todo o tempo de vivência no mercado digital.

Vi muitas marcas surgirem na web e desaparecerem em poucos meses. Empresas adotarem blogs corporativos que sairiam do ar em semanas. Companhias embarcarem nas recém-criadas mídias sociais só porque os concorrentes faziam o mesmo. E, mais recentemente, grandes corporações olharem para novas ferramentas como o Instragram Stories e cismarem que poderiam fazer o mesmo que os outros em seus perfis (nem sempre podem).

Em 20 anos, aprendi que os fracassos – não apenas os nossos, mas os dos outros, também, infelizmente – servem para mudar o curso que nos levam às vitórias (afinal de contas, é lá que queremos chegar, não é?).

Por isso, listei abaixo os pontos essenciais para lidar com um jogo de tabuleiro em eterna turbulência, em que as peças trocam de posição a todo instante. A estratégia principal – lembre-se! – é a humildade, e o primeiro passo é esquecer o ego por alguns instantes.

Boa sorte!

  1. Você é uma marca, não um adolescente que precisa fazer tudo o que seus amigos fazem. Portanto, se não sabe exatamente o porquê de estar no meio digital, não o faça.
  2. Perceba o momento certo de fincar bandeira no território online. Criar justificativas aparentemente ‘estratégicas’ é meio caminho andado para dar errado.
  3. O meio digital não é como uma lanchonete, em que você pede um combo tipo ‘fan page no Facebook + conta no Twitter + Instagram’. Nem sempre dá para abraçar o mundo com as mãos – aceite.
  4. Especialmente em momentos de crise, você precisa de uma equipe grande para cuidar de cada um dos canais digitais. Entenda: gente que produza conteúdo.
  5. Monitorar é bem diferente de cuidar. Quem cuida produz (conteúdo); quem monitora analisa (reações).
  6. Monitorar é interagir. Traduzindo: responder a ‘cada-uma-das-questões-que-cada-um-dos-usuários-levantou’.
  7. Não, não é moderno ou descolado deixar de responder a ‘cada-uma-das-questões-que-cada-um-dos-usuários-levantou’.
  8. Não, o usuário não precisa entender que você, por ser uma marca ocupada (insira um emoji com óculos escuros aqui), não pode interagir com ele.
  9. Se você não responde a ‘cada-uma-das-questões-que-cada-um-dos-usuários-levantou’, é porque você não tem dinheiro para colocar gente que possa interagir com o público, simples assim. Ou então não entende nada de presença digital – neste caso, volte duzentas casas.
  10. Produzir conteúdo para mídias sociais não é criar ‘carimbos’ pré-fabricados e meticulosamente agendados para entrar tal dia, em tal segundo. Sério: seu público reconhece um conteúdo sem alma. ‘Que tal um Chamanitto para enfrentar esta segunda-feira? #Tamojunto’ (não faça isso: existe vergonha alheia de uma marca, e multidões se divertem com esses micos; eu, por exemplo).
  11. A web não surgiu ontem. De certa maneira, todos os seus amigos e parentes são Analistas de Mídias Sociais. Hoje, todos querem que as marcas os surpreendam. Inclusive você.
  12. Sim, sites e portais ainda existem e são muito úteis e acessados.
  13. Um site (ou um portal) é um ambiente estruturado, perfeito para conteúdos fixos.
  14. Mídias sociais são ambientes não estruturados, feitos para conteúdos flutuantes. Não viu, passou, morreu.
  15. Os dois podem conviver, com televisão e web. Ou até se misturarem de vez em quando. Mas um não mata o outro (nem precisava dizer isso, mas a gente diz).
  16. Ter personalidade não é criar personagens para interagir no Twitter, apenas. O pinguim do Ponto Frio – um dos maiores clichês de papo de mesa de chope sobre mídias sociais de todos os tempos – não acontece todo dia, e isso não significa que você não pode inovar (duvida? releia o número 10).
  17. Tenha vergonha de fazer benchmarking antes de começar um projeto. É feio olhar para o que o coleguinha fez antes mesmo de você pensar no que vai fazer. Isso fala mal – bem mal – de você. Tenha coragem, gafanhoto, primeiro pense e depois (mas só depois) olhe para o lado.
  18. O mundo digital não será o mesmo daqui a três anos, assim como não era há três. Não pense que ‘entende o mercado’ apenas porque sua marca está inserida nele.
  19. Dinheiro aplicado pressupõe resultados. É fácil falar, mas difícil pensar no dia a dia. Imagine cada post precisando gerar retorno. É horrível, mas that’s life (não, a gente não pensa assim o tempo todo, apenas de vez em quando).

20. Parabéns! Você chegou ao final da primeira etapa do ciclo de 147 etapas para entender o meio digital. Força, foco e fé, você chega lá!

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2 comentários

Comentários

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Comentando como Anônimo

  1. Olá Bruno, gostei do texto, porém acho que você entrou em contradição em certos momentos.

    Por exemplo, no começo você fala “Em 20 anos, aprendi que os fracassos – não apenas os nossos, mas os dos outros, também, infelizmente – servem para mudar o curso que nos levam às vitórias”

    Mas abaixo, no item 17 da lista você escreve “Tenha vergonha de fazer benchmarking antes de começar um projeto. É feio olhar para o que o coleguinha fez antes mesmo de você pensar no que vai fazer. Isso fala mal – bem mal – de você. Tenha coragem, gafanhoto, primeiro pense e depois (mas só depois) olhe para o lado”

    Na primeira passagem você fala para aprender não só com os nossos, mas com os fracassos dos outros e nesse item 17 você diz que antes mesmo de analisar a concorrência, você precisa criar seu projeto.

    Eu acho o contrário. Uma das coisas legais de se fazer benchmarking além de ver o que a concorrência está fazendo que está atraindo resultados é olhar o que eles estão fazendo que não estão surtindo efeito, ou seja, seus fracassos.

    Resumindo, é ver suas falhas e não cometê-las e encontrar o que tem de bom e fazer melhor ainda.

    1. Oi, Marcus, que bom que você gostou do texto :-) Sobre aprender com os erros dos outros, quem dera a maioria dos profissionais que usa o benchmark tivesse o olho no que não deu certo – seria uma forma de ‘aprender com o fracasso dos outros’, como eu escrevi. A questão é que a razão de ser do benchmarking é procurar por cases de sucesso, e raramente o mercado expõe o que ‘não deu certo’. Em busca apenas do que funcionou e fez sucesso, o profissional ‘copia e cola’ perde a chance de ousar, de criar e dar vida a novos cases ;-) Há uma diferença enorme entre analisar seriamente a concorrência e usar o benckmark como ferramenta constante de trabalho. Muitos, como nós dois, utilizamos a primeira opção e é um recurso bem eficaz :-)

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