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Gestão de carreira: desenvolvimento de competências

PorRafael Matsuyama em

No artigo anterior, apresentei algumas estratégias para mapear as competências conhecidas (ou desconhecidas) e possibilitar a migração destes para um quadrante onde essas competências possam ser desenvolvidas.

Relembrando apenas o framework aplicado nos últimos dois artigos, ele é composto por quadrantes que determinam características sobre o seu nível de conhecimento ou desconhecimento sobre determinadas habilidades, uma explicação mais detalhada é encontrada nos artigos anteriores sobre o tema.

Neste artigo, apresentarei alguns aspectos mais práticos sobre o desenvolvimento de competências, envolvendo primeiramente as formas de adquiri-las e depois sobre o nível de importância no seu uso no dia-a-dia.

Formas de desenvolver competências

Ao contrário do que ocorre no ambiente escolar e universitário, um profissional possui uma gama muito maior de possibilidades para seu desenvolvimento profissional, dentre elas:

  • Cursos e treinamentos;
  • Uum mentor (no caso de orientação mais específica);
  • Um coach (no caso de orientação mais generalista);
  • De forma autodidata.

Note que a lista está por ordem crescente de incerteza em relação ao plano de desenvolvimento da competência, partindo desde cursos e treinamentos, que possuem um formato bem definido de tópicos, até a forma auto-didata, que é a forma na qual se constrói uma competência que está no estado da arte em um momento onde não existe ainda um especialista ou material estruturado sobre o assunto.

Planejamento das competências

Para isso, é necessário elaborar um planejamento, que será um mapa ou roteiro de como será feito o desenvolvimento de cada competência.

Sugiro que, inicialmente, sejam feitas as seguintes perguntas para cada competência:

  1. O quanto conheço deste assunto?
  2. Preciso de material ou conhecimento prático sobre o assunto?
  3. Tenho especialistas no assunto no meu networking?
  4. Até que nível de profundidade é necessário desenvolver essa competência?

Com as respostas, é possível ter uma noção da prioridade para a competência. O autor sugere que seja escolhida no máximo 3 competências como principais para um ciclo.

A partir das competências principais, elaborar um plano com objetivos concretos e na medida do possível, atividades pequenas diárias para tornar esse desenvolvimento como algo rotineiro e contínuo.

“The illiterate of the 21st century will not be those who cannot read and write, but those who cannot learn, unlearn, and relearn. ” ― Alvin Toffler
“The illiterate of the 21st century will not be those who cannot read and write, but those who cannot learn, unlearn, and relearn. ” ― Alvin Toffler

Framework SMART

Uma forma interessante para desenhar esse planejamento é definindo metas SMART, uma sigla que é composta pelos seguintes itens:

  • Specific: deixar a meta bem clara e com escopo definido;
  • Measurable: a meta deve ser mensurável, com algum indicador quantitativo;
  • Assignable: deve ser definido quem irá fazer;
  • Realistic: realismo na meta é importante para evitar sobrecarga de trabalho;
  • Time-related: definir o horizonte de tempo e/ou o prazo para a meta.

Ao atender os cinco itens, o planejamento fica bem mais claro e factível para realizar a segunda etapa do planejamento, o break-down em micro-atividades.

Estudo de caso

O que eu identifiquei foi uma necessidade de melhorar o domínio da língua alemã para uma comunicação mais eficiente com alguns clientes europeus. Respondendo ao questionário mencionado acima:

1. O quanto conheço desse assunto? Nada.

2. Preciso de material ou conhecimento prático sobre o assunto? Os dois: material para ganhar domínio gramatical, e ter um determinado grau de fluência na prática para conseguir conversar verbalmente com os clientes.

3. Tenho especialistas no assunto no meu network? Nenhum professor de alemão no meu networking, mas tenho a minha namorada e também uma sócia que são fluentes em alemão.

4. Até que nível de profundidade é necessário desenvolver essa competência? Nível intermediário a avançado.

Baseado nessas respostas, defini uma meta SMART para desenvolver essa competência:

  • Aprender alemão até o nível avançado (specific);
  • Passar até o nível avançado no Duolingo e conseguir manter uma conversa fluida de 15 minutos com um nativo sobre assuntos corriqueiros (measurable);
  • Eu sou o responsável pela meta (assignable);
  • Estudar meia hora todos os dias (realistic);
  • Em 18 meses (time-related).

Com isso, foi possível desenhar uma linha do tempo para começar a aprender alemão e ter um norte claro para sentir progressos no domínio do idioma.

Ainda falta um componente para completarmos esse plano: e o operacional, ou seja, o dia-a-dia? Esse será o temá do próximo artigo.

Conclusões

Neste artigo foi apresentado um aspecto mais prático para elaboração de um plano para desenvolvimento de competências, trabalhando na parte tática de definir um planejamento para obter a competência. No próximo artigo, tratarei sobre o dia-a-dia de desenvolver a competência, com o aspecto operacional.

Pretendo continuar uma série de artigos falando sobre carreira. Caso tenham dúvidas ou propostas de temas interessantes, é só mandar um e-mail para: me@rafaelmatsuyama.com

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