Carreira Dev

13 mai, 2019

The Velopers #22 – Camila Campos

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No The Velopers #22, a desenvolvedora Camila Campos participou de um bate-papo descontraído e cheio de informação com Rodrigo Pokemao, Community Manager do iMasters.

Camila é Software Engineer da Creditas, Organizadora Rails Girls São Paulo e Women Dev Summit. Ela falou sobre o começo na profissão, desafios, comunidade e muito mais.

A seguir, você acompanha parte da entrevista transcrita. Mas se quiser, assistir ao bate-papo completo, basta acessar o vídeo do canal do The Velopers no YouTube, no final da página.

O Bate-papo

Pokemao – Como você começou com programação?

Camila – “Foi bem aleatório. Eu fazia ensino médio em escola técnica. Eu sabia apenas que iria fazer um ensino técnico nesta mesma escola, depois do ensino médio. Tinha várias opções, incluindo informática. Como eu já passava muito tempo no Orkut, uni o útil ao agradável.  Prestei o vestibulinho, passei e na primeira aula me apaixonei por programação.”

Pokemao – Hoje em dia você só pensa em qualidade de código. Isso veio na ápoca de faculdade?

Camila – “Não. Foi lá no trabalho. Na faculdade, a gente não aprende nada de código limpo. Na Creditas, a gente tem uma cultura bem forte de código de qualidade e de teste. Então, fui pegando gosto por isso quando eu estava trabalhando.”

Mercado

Pokemao – Quando a gente entra no mercado, a gente não está preparado. O que você fala para as pessoas que também não se sentem preparados? Você também começou bem crua e hoje em dia você domina.

Camila – “É. Eu entrei lá e não sabia quase nada. Não sabia fazer um join direito no SQL. Com o tempo, você vai evoluindo. É uma questão de entender que ninguém sabe tanto assim. E tem muita coisa para aprender.”

“Claro, se você está no começo da sua carreira, você vai saber menos do que uma pessoa que tem 4, 5 ou 10 anos de experiência. Mas, mesmo essa pessoa que tem 30 anos de carreira, tem muita coisa para aprender ainda.”

“E pode ser que uma pessoa que tá começando agora aprenda algo que aquela com 30 anos de carreira não sabe. Todo mundo tem muito para evoluir e para aprender. Está todo mundo no mesmo barco. Qualquer profissional tem aquele momento de pensar ‘eu não sei nada’, independentemente do tempo de estudo.”

Rails Girls

Pokemao – Como surgiu o Rails Girls na sua vida?

Camila – “Foi muito por acaso. Eu já estava trabalhando na Creditas, na época. Eu e a Bárbara, que trabalha comigo, tínhamos acabado de comprar ingresso para a Rubi Conf de 2015. Tinha umas 20 palestras confirmadas e só uma mulher palestrando.”

“A gente ficou inconformada. E a Barbara já conhecia a Rails Girls, comentou como organizar na cidade da gente. E decidimos fazer. Já tinha tido Rails Girls em São Paulo em 2012, mas não teve mais. E estamos desde 2015 organizando.”

“É muito bom estar participando de comunidades e estar perto das pessoas. Tem várias, focadas para mulheres. E tem os meetups também, que você sempre faz networking. Ir em eventos e participar de comunidades é imprescindível. Todos deveriam partiicipar, principalmente em começo de carreira. Ajuda bastante.”

Pokemao – Quem está começando e não tem ninguém por perto para tirar dúvidas, deve fazer o que?

Camila – “Dá para recorrer às pessoas online. Tem muitos grupos no Telegram sobre tudo. Tem grupos só de Devs, que são lugares bem tranquilos de você perguntar coisas, trocar ideia, tirar dúvidas de como resolver um determinado problema. Acho que dá, também, para tentar estudar sozinho. Acho meio difícil, mas dá. Tem bastante recurso online, principalmente para quem sabe inglês ou está aprendendo. Tem vários cursos grátis online.”

Palestras

Pokemao – Aí, veio essa questão de você palestrar. Como surgiu isso?

Camila – “Foi mais ou menos junto ao Rails Girls. Na primeira vez que eu palestrei, eu tinha levado um meetup para a Creditas, sobre Rubi. Um dos organizadores tinha pedido alguém da Creditas para palestrar e a minha empresa me indicou. Eu achei que não tinha ficado muito bom, mas tive vários feedbacks positivos.”

“E eu percebi como isso era bom para eu superar minha timidez e conhecer mais gente. Era bom para a Creditas, pois trazia mais evidência para a empresa. É bom para a empresa e bom para mim. Ano passado eu comecei a palestrar fora da cidade de São Paulo, no interior e outros estados.”

Pokemao – Você sempre focou a maioria das suas palestras em assuntos muito técnicos e eu acho que você é umas melhores palestrantes do Brasil. Você gosta muito disso. Mas você já teve algum feedback negativo por fazer palestras tão técnicas.

Camila – “Não, nunca falaram nada. Já me orientaram que estava meio confuso e que precisaria melhorar. Mas nunca recebi nada sobre serem palestrar técnicas. Eu sempre tento dar um pouco de contexto antes.”

“E eu tenho duas palestras não muito técnicas. Uma que eu fiz principalmente para mulheres que estão começando, onde eu conto um pouco da minha carreira. Eu falo como comecei, que eu não sabia nada.”

“E se eu comecei e não sabia nada, e em quatro anos consegui chegar em algum lugar, eu acho que dá para conseguir. Claro que tem outras variáveis e, talvez, para algumas pessoas, demore mais ou menos em relação à mim, mas é uma palestra que eu tento incentivar mulheres.” 

“E eu fiz outra palestra sobre recrutamento. Acabei falando mais sobre dicas do que fazer em entrevistas. Duas palestras que eu tive feedbacks muito legais.”

The Velopers

Se você quiser assistir ao bate-papo completo com Camila Campos, basta clicar no vídeo abaixo, do canal do The Velopers no YouTube.