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Super banner é seu amigo, vai salvá-lo do perigo!

PorLuigui Moterani em

Desde sua primeira
aparição
, em 25/10/1994, quando a AT&T
pagou à HotWired para veicular o primeiro banner da história,
ele se tornou um elemento comum em praticamente todos os sites
na internet.

Como se não bastasse o formato original, agora chamado
de full banner, foram criados diversos novos que incluem o super
banner, half banner, vertical banner, layer banner, skycrapper,
button, square button e uma infinidade de outros formatos catalogados,
padronizados (ou nem tanto) e oferecidos pelos portais.

Independente do formato, tecnologia, local onde é veiculado, produto, serviço, marca ou qualquer outra coisa que alguém consiga pensar em colocar em um banner, a intenção é sempre
a mesma: VENDER.

Mas, até onde esse formato de propaganda é viável?
Ele proporciona realmente o retorno esperado?

Em 1997, quando a internet ainda engatinhava, o CTR médio
de um banner chegava facilmente aos 5%. N ão era preciso
ser criativo nem nada. Bastava colocar o banner e as pessoas clicavam.

No entanto o tempo passou e a velha fórmula não funciona
mais.

Hoje o CTR médio de um banner varia entre 0,5% e 1% e precisa ser muitíssimo bem produzido e chamativo para que as pessoas se dêem
ao trabalho de clicar.

Isso acontece basicamente por duas razões:

. Na web, as pessoas não
lêem como na vida real (linha por linha, parágrafo
por parágrafo). Elas simplesmente correm os olhos através
da página inteira, procurando "pistas" de algo
que possa interessá-las, para então tomar uma decisão
de clicar, ou continuar procurando. A não ser que um banner
seja extremamente interessante as pessoas simplesmente não
vão notá-lo.

. Assim como na vida real, as pessoas não gostam de ser interrompidas. Tome como exemplo os comerciais da televisão, ou do rádio. Ninguém gosta de ter sua música, seriado, filme ou jornal interrompido para ficar escutando sobre como o produto anunciado é maravilhoso. Na web é a mesma coisa. Se você quiser comprar algum produto ou contratar algum serviço, você sabe onde pode encontrá-lo. Ou, se não souber, pode sempre utilizar um mecanismo de busca. É exatamente por isso que os anúncios de texto do Google funcionam tão bem. Eles só aparecem quando a pessoa realmente quer vê-los.

Então, numa tentativa de reverter o declínio do velho banner, qual foi a idéia mais óbvia?

Vamos aumentar o tamanho do banner! Talvez as pessoas não
estejam vendo os anúncios! Ao invés de míseros
468×60 pixels, vamos fazê-lo com 728×90 pixels. Um aumento
de mais de 130% na área deve funcionar! Certo? Errado!

A impressão que se tem de que os banners funcionam é só porque os anunciantes trabalham com números muito grandes. Investem dezenas de milhares de reais comprando milhões e milhões de impressões.

Um pacote de 1.000 impressões em um portal nacional, custa
em média R$ 75,00 (valor de tabela) e gera aproximadamente
5 cliques (1000 impressões x 0.5% CTR). Ou seja, cada
clique custou R$ 15,00.

Com os mesmos R$ 15,00 que foram gastos para conseguir apenas 1 clique no banner você conseguiria, por exemplo, bancar 30 cliques em um anúncio de link patrocinado (considerando um valor de R$ 0,50 para cada palavra-chave).

Qual a possibilidade de que a única pessoa que clicou no banner compre seu produto?

Qual a possibilidade de que alguma das 30 pessoas que clicaram no seu link patrocinado compre seu produto?

A menos que seu produto seja relevante para quem você está anunciando, ele passará despercebido, pelo simples fato de que as pessoas somente enxergam aquilo que querem comprar e não aquilo que você quer vender.

Banners apenas são interessantes quando inseridos em determinados contextos, como um canal para um público alvo específico, ou então quando produzidos por pessoas extremamente competentes e criativas, como por exemplo os banners premiados nos festivais de Cannes, One Show, Clio Awards, entre outros.

Antes de anunciar, ou oferecer uma divulgação através de um banner para seu cliente, pense em estratégias alternativas, campanhas diferenciadas e soluções inovadoras, afinal de contas, não existe nada de inovador em algo que foi criado há mais de 10 anos atrás.

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Comentando como Anônimo

  1. Olá Luigi, tenho acompanhado sempre seus artigos sobre publicidade on line, assunto que me interesso muito. Gostaria de aproveitar o assunto e fazer uma pergunta. No site Imasters tenho observado um novo tipo de “publicidade” se assim podemos chamar, trata-se de algumas palavras que se encontram sublinhadas e ao clicar sobre elas abre uma janela com maiores informaçoes, como vc pode ver no site http://www.imasters.com.br/artigo/4740/css/agilizando_o_desenvolvimento_com_o_css_browser_selector/ as palavras LINUX , CSS, JAVASCRIPT aparecem sublinhadas e ao clicar sobre elas abre informações. Tenho visto alguns sistemas de advertisement, sponsored links, “links patrocinados” que tem usado este sistema, inclusive o admarket usa também. Eu me interessei muito sobre este sistema e gostaria de saber se existem scripts, como o usado no IMASTERS que podemos implementar em nossos sites para tanto usar como links patrocinados, ou ainda para linkar para outras seções do site, como é o caso do IMASTERS.

  2. Olá Ivan! Obrigado pelo seu comentário!
    Com relação aos links, creio que seria possível implementar um script que, ao publicar um conteúdo, automaticamente faria com que determinadas palavras-chave previamente cadastradas incluissem um link para as respectivas seções. No entanto, desconheço a existência de algum script já pronto para ser instalado. Espero ter ajudado =)

  3. Para béns pela matéria Montenari. Bem postado a respeito da comparação banner vs links patrocinados.
    Sabe onde posso adquirir uma tabela de anuncios em portais co banners ?

  4. Gostie muito da matéria e está falando perfeitamente sobre o assunto, mas como tenho um portal e vendo minhas publicidades com muito esforço, estou rezando com todas as forças para que nenhum de meus possíveis clientes pessoas jurídicas tomem conhecimento desta matéria, porque senão o mercado que já anda em baixa vai cair mais ainda , desanimando-os.

  5. Olá Luigui, gostaria de deixar minha opinião. Você deveria tomar um pouco de cuidado ao falar do super banner. Por exemplo, na página que estou escrevendo isso, tem um super banner. Ou seja, o própria Imasters aposta no super banner e você está escrevendo um artigo contra ele dentro do Imasters. Achei um pouco errado. E outra, o banner pode dar muito certo se tiver relação com conteúdo. Eu tenho um portal de turismo e uso o Super Bannner e dá muito certo.. porque meus anunciantes são hotéis, restaurantes, agencias. Ai fica mais parecido com o link patrocinado, só que muito maior e mais atrante. Abraços!

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