Oceano de e-commerces – você está na “onda” vermelha ou na azul?

PorRenata Reis em

Diante do crescimento da internet e da evolução do comércio
eletrônico, o Brasil vem presenciando diariamente o surgimento de novas
lojas virtuais e modelos de negócios online. Esse crescimento acelerado,
em partes, banaliza o mercado e coloca todos num barco só. Poucos serão
capazes de sobreviver nesse mercado altamente competitivo.

O comércio eletrônico que conseguir criar bons diferenciais
competitivos para seus negócios alcançará, em médio prazo, uma posição
saudável no mercado frente à concorrência. O fato é que descontos e
brindes não mais fidelizam os e-consumidores, e essa relação está
intimamente ligada ao comportamento do novo consumidor, não só pelo
social-commerce, mas por todo o processo realizado até a entrega do
produto ou serviço.

Se você fosse abrir uma loja virtual hoje, como responderia a estas questões:

  • Qual será o meu negócio?
  • Qual mercado quero atingir?
  • Existe demanda para o meu produto ou serviço?
  • Quem são os meus concorrentes?
  • Quem é o meu público alvo?

Mas antes de responder a essas questões, o mais importante seria refletir e responder à pergunta abaixo:

O que vou entregar para o meu cliente?

Trabalhar o diferencial

A identificação e a avaliação dos concorrentes (Swot) é fator
obrigatório, pois é com base nesse cenário que ficará claro o caminho a
percorrer. Quanto mais você tentar seguir seu concorrente, mais acirrada
será a briga, e a percepção da marca pode ser distorcida dos seus
objetivos iniciais. E como garantir a sobrevivência diante da alta
concorrência?

A concorrência faz parte do ambiente de marketing – o microambiente.
Na teoria, uma empresa deve oferecer mais valor para os seus clientes do
que seus concorrentes.

Já não basta criar uma super campanha de links patrocinados no Google
– que hoje está ao alcance de qualquer um – ou uma massiva presença
online em grandes portais – o que é para poucos, pois manter presença em
portais de massa exige alto investimento para garantir uma exposição
“rentável”. O ideal seria oferecer diferenciais que saiam do comum e
caminhar em busca do tão sonhado branding digital – mas branding sob a
percepção do consumidor e não dos profissionais de marketing.

O livro “A estratégia do Oceano Azul” traz na capa o
subtítulo “Como criar novos mercados e tornar a concorrência
irrelavante”. A inovação não é uma tarefa fácil; além da criatividade,
exige muita percepção e know how de mercado.

Segundo os autores Kim e Mauborgne, existem dois tipos de oceanos no mercado: os vermelhos e os azuis.

A estratégia utilizada pelas empresas é a mesma e a concentração dos
esforços está em espionar os concorrentes – ações e preços –
principalmente para o varejo, e acompanhar as tendências do mercado.
Diante desse ciclo “previsível”, origina-se o oceano vermelho – ou, a briga de foices.

“Os oceanos vermelhos representam o espaço de mercado
existente e conhecido. Já os oceanos azuis abrangem todos os setores não
existentes, é o espaço de mercado desconhecido…”

Eureka!

O desconhecido assusta, não é fácil encará-lo e explorá-lo. A arte
está em incentivar demandas, encontrar nichos e criar valores. Sempre
existirá um mar azul a ser explorado, basta não mergulhar de cabeça na
sangria dos concorrentes.

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Comentando como Anônimo

  1. Obrigado pelo post. O problema é a falta de planejamento. Alguns clientes acham que um negócio online vai dar certo porque tem que dar e pronto. Não levam em consideração que o “concorrente está a um clique”, como diz Conrado Adolpho no seu livro Google Marketing.
    Entende-se que todo negócio deve ter um planejamento bem feito e acrescentaria que isso deve passar pela escolha certa da plataforma de e-commerce que, na minha opinião, é outro fator decisivo para um negócio de sucesso na web.
    Existem várias plataformas no mercado, mas vale escolher aquela que mais se adequa ao negócio pretendido e ainda escolher uma empresa de desenvolvimento que possa garantir o pleno funcionamento da plataforma.

    Parabéns, até mais!

    @noaldofilho

  2. Duro é escutar o professor da faculdade falar que em 1 horinha vc tem um e-commerce funcionando na internet. Um e-commerce deve ser tão planejado como um negocio off-line. E a tem alguns apsctos que são mais delicados que os negócios off-line. Como por exemplo a questão logistica

    1. Paloma tem professor que não sai da universidade para viver a realidade do mercado. O ruim é que ele esta falando isso para umas 50 pessoas que tem interesse na área porque nesse caso a matéria é optativa.

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