Um bom ano para batermos recordes no e-commerce

PorFelipe Morais em

O e-commerce, assim como a Internet, não para de crescer no Brasil. Apesar de somente 30% da população ter acesso à web, a Internet tem um enorme potencial de crescimento, o e-commerce segue o o mesmo potencial com probabilidade de um crescimento maior ainda – dentro dos 30% que acessam a rede, 25% destes compram online.

Fazendo um levantamento em números absolutos durante 2009, das 70 milhões de pessoas que acessaram a web, apenas 17 milhões compraram. Já em 2010, das 78 milhões de pessoas que acessaram a web, cerca de 23 milhões fizeram ao menos uma compra online. Crescem os números, a proporção se mantém a mesma e o potencial de crescimento também.

Mesmo assim, o Brasil ainda detém 61% do que é vendido em toda a América do Sul. Esse fator comprova que se o Brasil, mesmo com todo o potencial ainda está atrasado com relação aos EUA e Europa, Argentina, Chile, Uruguai e outros países vizinhos estão ainda mais atrasados.

Existem alguns problemas para que o e-commerce não decole como deveria. A entrada da classe C na web é algo importante tanto para a web como para o e-commerce. É uma população nova e que ainda está aprendendo a mexer e a usar a rede. Apesar de ser a classe que mais consome online, a sua participação ainda é tímida. Quando essa classe começar a entrar de vez no comércio eletrônico, acredito que o e-commerce vai ser um dos canais mais fortes de venda no País. Confira um estudo sobre a Classe C na web e saiba mais dados sobre essa parcela da população.

Pesquisas recentes mostram que o e-commerce brasileiro fechou o ano de 2010 com 23 bilhões de reais, apresentando crescimento de 40% sobre 2009. Esse dado é muito bom, principalmente porque mantém o crescimento de 2009 sob 2008. Se o mercado continuar a crescer nesse ritmo será excelente para todas as partes.

Mesmo que uma enorme porcentagem fique nas mãos de grandes grupos, outras empresas estão vindo com força para acabar com essa hegemonia. Isso abrirá uma concorrência entre as lojas, o que pode e que realmente vai beneficiar o consumidor final.

A força das marcas no mundo offline pode impulsionar as vendas online. O consumidor pode ter a percepção de que se ele compra na loja física da Casas Bahia, ele pode comprar no online com a mesma segurança.

Mas não são apenas as lojas que impulsionam o comércio eletrônico, o turismo no Brasil também é um fator de sucesso. As métricas de vendas de institutos como o E-bit não contabilizam passagem aéreas, mas, se fizessem, é nítido que o número do lucro do e-commerce seria muito maior.

Por exemplo, 85% do que a GOL vende de passagens é através da web. Empresas de turismo de olho nesse comportamento já começam a vender pacotes de turismo pela web. Isso com certeza impulsiona as vendas, pois a Classe C tem vontade de concretizar o sonho de viajar de avião. 40% destes desejam fazer isso nos próximos 12 meses.

Comprar pela web ainda é uma barreira cultural, mas se as empresas começarem a educar seus clientes, mostrar as facilidades, melhorar o relacionamento e a entrega, acredito que as pessoas vão sentir mais segurança nas compras e podemos rapidamente pular de 23 para 50 ou até 60 milhões de pessoas comprando, afinal, em 3 anos pulamos de 37 para 78 milhões de internautas. Por que não sonhar?

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