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Ubuntu adota systemd na versão 15.04 beta

Ubuntu tomou essa decisão pelo fato de todas as distribuições Linux estarem caminhando para essa direção.

Ubuntu adota systemd na versão 15.04 beta
Imagem: Redação iMasters

A partir da sua próxima versão, o Ubuntu vai passar a utilizar o systemd para realizar funções de inicialização e encerramento do sistema. As distribuições OpenSUSE, Fedora e Debian, que serviu de base para a criação do Ubuntu, também adotam a ferramenta.

A Canonical informou que o novo sistema de inicialização estará presente já na versão beta do Ubuntu 15.04 (codinome Vivid Vervet) e também estará em sua versão estável. Isso significa que os sistemas disponíveis atualmente não serão atualizados, inclusive a última versão com suporte de longo prazo (a 14.04).

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A justificativa de Mark Shuttleworth, o criador do Ubuntu e CEO da Canonical, para a adoção do systemd é simples: todas as distribuições de LinuxLinux34 conteúdosKali Linux em um Servidor VPS: como, quando e por que usar?DevSecOps · dez 2024Construindo um Windows Service ou Linux Daemon com Worker Service & .NET Core – Parte 2Dev (Back & Front) · jul 2020Criando uma WebApi utilizando .NET, Linux e VSCodeDev (Back & Front) · ago 2019Ver tudo em DevSecOps caminham para essa direção. Como as demais distros estão adotando o systemd, permanecer com o Upstart, sistema de inicialização criado pela Canonical, significaria ficar para trás. Além disso, o fato de o Debian ter feito a mudança anteriormente também pesou na escolha. “Dado que o Ubuntu é um membro bastante central da família Debian, essa é uma decisão que nós apoiamos”, escreveu o executivo em seu blog.

A medida é um tanto quanto polêmica, já que o novo sistema de inicialização tem causado uma grande controvérsia na comunidade Linux. No Debian, por exemplo, a adoção do sistema gerou tamanha revolta que um grupo deixou o núcleo de desenvolvimento e criou um fork – uma nova distro chamada Devuan.

A ideia da substituição é simples: modernizar os sistemas Linux. A escolha pelo systemd é justificada pela promessa de mais recursos durante a inicialização. Isso porque serviços como ele e o Upstart, até então utilizado pelo Ubuntu, são responsáveis por carregar drivers, ativar a conexão com a Internet, iniciar serviços do sistema e levar você até a tela inicial da sua distribuição.

O systemd seria capaz de tornar todo esse processo mais ágil e oferecer recursos adicionais, como agilizar o reconhecimento de uma impressora plugada via USB e abrir o sistema de configuração de impressoras na sua tela. O sistema ainda pode ser pré-configurado para reagir de uma forma específica a uma conexão realizada em uma determinada porta do seu computador.

E é justamente essa gama de recursos extras que o systemd pode oferecer que levantou inúmeras críticas à sua adoção. Isso porque tais características iriam contra a filosofia Unix, com o sistema de inicialização fazendo bem mais do que apenas iniciar as coisas em si.

Apesar de louvar as possibilidades do systemd, o próprio Shuttleworht já chamou o sistema de “altamente invasivo e dificilmente justificável”. Mas o CEO da Canonical se viu sem saída após o novo sistema de inicialização ser adotado pelas distribuições concorrentes do Ubuntu.

Com informações de Canaltech

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