Software Livre

11 abr, 2016

Pesquisadores constroem processador open source

Publicidade

No futuro, será mais fácil e mais barato para os desenvolvedores em universidades construírem dispositivos microeletrônicos wearables e chips para a Internet das Coisas, graças ao processador open source PULPino, que tem sido desenvolvido no Instituto ETH de Zurique, na Suíça, e na Universidade de Bolonha, na Itália.

Alguns dias atrás, os cientistas do Instituto ETH e da Universidade de Bolonha, liderados professor Luca Benini, abriram o código completo do projeto de um de seus sistemas de microprocessadores – de uma forma que maximiza a liberdade de outros desenvolvedores para usar e alterar o sistema. “Agora, será possível construir hardware livre a partir do zero”, diz Benini.

O PULPino foi projetado para dispositivos alimentados por baterias com consumo de energia extremamente baixos. Ele poderia ser usado em chips para dispositivos pequenos, como relógios inteligentes, sensores para monitorar funções fisiológicas (que podem se comunicar com um monitor de frequência cardíaca, por exemplo) ou sensores para a Internet das Coisas.

[awprm urls=https://imasters.com.br/noticia/processador-de-supercomputador-da-intel-chegara-aos-desktops/,https://imasters.com.br/noticia/ibm-lanca-ferramenta-open-source-para-construcao-de-apps-da-iot/]

Benini dá um exemplo a partir de uma investigação em andamento em seu laboratório: “Usando o processador PULPino, estamos desenvolvendo um smartwatch equipado com eletrônica e uma microcâmera. Ele pode analisar informação visual e usá-la para determinar a localização do usuário A ideia é que esse smartwatch possa um dia controlar algo como eletrodomésticos”.

O PULPino também está sendo usado em outros projetos de pesquisa em que Benini está trabalhando com instituições de investigação suíças e europeias, incluindo a Universidade de Cambridge. O fato de o processador ser agora open source nesses projetos dá ao professor uma grande esperança: “Até agora, os projetos de investigação surgiram principalmente como resultado de contatos pessoais, e os parceiros tinham que negociar um acordo de licença separado para cada projeto. O PULPino é agora mais facilmente disponível. Esperamos que haja mais colaborações no futuro e que elas sejam mais fáceis”.

Os cientistas querem trabalhar com outros parceiros para desenvolver, em conjunto, extensões academicamente interessantes para o PULPino; estes também seriam open source, permitindo, assim, que o número de componentes funcionais do hardware cresça de forma constante.

Até 2017, os cientistas esperam lançar uma versão multicore do PULPino, além de um SDK e uma plataforma virtual.

O código do processador está disponível no GitHub.

Com informações de Phys.org