A ausência de uma normatização eficaz é um dos maiores desafios do ecossistema de computação na nuvem. Segundo levantamento global, hoje, há mais de 160 padrões sendo considerados por distintos órgãos, entre eles, a Cloud Security Alliance, a EuroCloud e a European Telecommunications Standards Institute. Mas sem uma proposta efetiva de integração entre eles, o que coloca em risco a eficiência do serviço. Privacidade e armazenamento de dados pessoais seguem sendo os grandes desafios, principalmente, quando se pensa em nuvem pública.
A pesquisa, realizada pela consultoria Booz &Company, assume que é necessário, sim, a adoção de padrões de segurança para a nuvem, mas há lacunas para serem trabalhadas. E a principal delas é a falta de sintonia entre os entes e organizações ligadas ao mundo de cloud. O estudo mostra que provisionamento de serviços; transparência na oferta; portabilidade entre os fornecedores – para incentivar a concorrência – e o modelo de faturamento são pontos-chave no mundo de cloud e exigem normas e padrões de conformidade.
Mas é fato que não há ainda regras que sejam adotadas – de comum acordo – por todos os atores do ecossistema de cloud computing. “Há uma forte fragmentação dos padrões normativos. São mais de 160 em andamento. É na plataforma que a padronização se faz urgente e favoreceria a migração dos usuários. Daria mais confiança”, aponta o estudo.
Na visão da Booz &Company, os governos terão papel crucial nessa normatização. Caberá a eles, a missão de definir as regras, principalmente, para privacidade de dados e armazenamento das informações pessoais. Mas até que isso ocorra, boa parte das corporações, manterá o desejo de ir para a nuvem, mas sem a confiança devida no processo, conclui o levantamento.
Com informações de Convergência Digital


