A Microsoft revelou na última segunda-feira novas atribuições de privacidade para o Internet Explorer 8.
As novidades permitirão aos usuários controlar seus históricos, cookies e outras informações que o IE8 armazena. Outros recursos almejam ajudar os usuários a controlar seus históricos de navegação em websites.
Quando o novo recurso, chamado InPrivate Browsing, é ativado, novos cookies não são armazenados, o que torna ainda possível a leitura dos cookies já existentes. Novas informações no histórico não serão gravadas e novos arquivos de internet serão deletados assim que a janela de navegação privada for fechada. Dados, senhas, queries, links visitados e endereços digitados não serão armazenados.
“Se você usa um PC compartilhado, um laptop emprestado ou um computador público, você pode não querer que outras pessoas saibam por onde você esteve na web. O InPrivate Browsing do IE8 torna essa privacidade possível por não arquivar histórico, cookies, arquivos temporários e outros , afirma Andy Zeigler, gerente de programação da Microsoft, no blog da empresa.
O IE8 também oferece um recurso para apagar o histórico de navegação sem deletar os cookies que permitem sites ditos confiáveis de se lembrar dos visitantes. Sites bancários, por exemplo, geralmente colocam um cookie no PC para identificar um usuário e evitar que o processo de logar se torne entediante.
Outro novo recurso, o InPrivate Blocking, mantém um registro de itens de terceiros enquanto o usuário navega. Quando as atribuições de privacidade são acionadas, o IE automaticamente bloqueia os sites que tenham “visto” o usuário visitando mais de outros 10 sites. Já que web sites conseguem rastrear visitantes sem cookies, a única maneira de se certificar de que os dados não serão revelados é bloquear o conteúdo e prevenir a comunicação com sites. O recurso InPrivate Subscription permite ao usuário deixar que o software tome as decisões de bloquear por ele.
Os novos esforços da Microsoft oferecem um bom teste de usabilidade para os recursos de privacidade existentes no navegador, diz Ari Schwartz, um dos diretores do Centro para a Democracia e Tecnologia. No futuro, entretanto, o Centro gostaria de ver os recursos de privacidade ligados o tempo todo.



