A hacker escocesa Lepht Anonym decidiu implantar microchips e imãs no próprio corpo com o objetivo de ampliar seus sentidos e conhecimentos.
Ela segue a filosofia do transumanismo, que promove a melhoria da qualidade de vida dos humanos por meio da biotecnologia. Para isso, ela passou os últimos oito anos implantando mais de 50 dispositivos em seu corpo a fim de aprimorar seus sentidos e conhecimentos.
Em entrevista à BBC, Anonym disse que sua primeira intervenção ocorreu em 2007, quando ela inseriu um chip digital e um leitor online na mão com ajuda de uma amiga que estava estudando medicina. “Minha primeira experiência cirúrgica aconteceu em 2007. Tudo o que fiz foi comprar um chip digital e um leitor na web e instrumentos médicos esterilizados”, afirmou.
[awprm urls=https://imasters.com.br/noticia/biohack-desenvolvedores-corpo/?trace=824205206&source=news-search]
Após isso, ele fez outras cirurgias, nas quais colocou outros chips e equipamentos no seu corpo, como ímãs na ponta de seus dedos que detectam a distância entre suas mãos e os objetos próximos. Em outra recente intervenção, ela colocou em sua mão um chip para habilitar pagamentos eletrônicos via NFC.
Ela afirma não se importar com os riscos e não ter receio dos efeitos colaterais e dolorosos dos procedimentos amadores a que se submete, alegando que, assim, consegue adquirir conhecimento para melhorar a qualidade da vida.
O biohacking foi um dos temas abordados no InterCon 2016, com Eduardo Padilha, criador da Biohack Academy no Brasil, que afirmou que a tendência pode levar a qualquer cidadão empoderamento do próprio corpo e iniciar uma nova era com possibilidades infinitas – e é justamente isso que Lepht Anonym vem fazendo.
Padilha mostrou exemplos práticos e recentes do bioHacking: californianos conseguiram injetar uma substância presente em peixes abissais para enxergarem no escuro, e brasileiros, por meio da Biohack Academy, construíram uma centrífuga com motor de refrigeração, que chega a custar R$ 32.900, por R$ 300.


