DevSecOps

26 jul, 2013

Fundador da Canonical não garante que usuários do Ubuntu Edge terão privacidade

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Com o anúncio do desenvolvimento do Ubuntu Edge, o smartphone da Canonical, houve uma empolgação dos entusiastas do software livre e da inovação tecnológica, inclusive pelo fato de que, em tempos de espionagem, o dispositivo parece ser uma alternativa para quem não quer ser rastreado pelo governo dos EUA. Mas o fundador da empresa não garante isso.

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Ao ser questionado sobre a privacidade dos usuários do Edge, durante um IAmA no Reddit, Mark Shuttleworth, criador do Ubuntu, não pôde dar certeza de que os usuários estarão protegidos. “Certamente teremos mais facilidade ao oferecer transparência do código da nossa plataforma do que o Android, onde tudo é uma grande bagunça. O centro do sistema, que será atualizado regularmente, será rastreável ao código padrão do Ubuntu e os pacotes binários”, afirmou, mas logo fez uma ressalva.

“Haverá uma peça central em cada telefone, que gerencia o hardware, que consiste em kernel, drivers, firmware e interfaces de coisas como o rádio. É aí que que as coisas ‘insalubres’ podem acontecer por parte das fabricantes e operadoras. O que podemos oferecer é uma orientação construtiva”, esclareceu.

Google, Apple e Microsoft, empresas que produzem os três sistemas operacionais móveis mais populares do mundo, têm sido muito citadas em envolvimento no esquema de espionagem governamental dos EUA e já geram desconfiança. O desenvolvimento do Ubuntu Phone é visto como uma das principais alternativas para quem gostaria de se ver livre dessa espionagem.

Com informações de Olhar Digital