Segundo o estudo “Dissipando seis mitos sobre a Consumerização de TI”, realizado pela Wakefield Research, empresa de pesquisas independente, a pedido da Avanade, 88% dos executivos de todo o mundo relatam que os funcionários já usam suas próprias tecnologias pessoais para propósitos profissionais.
Diante desse cenário, o levantamento apontou que investimentos significativos em TI estão sendo feitos para gerenciar essa tendência. Na média, as empresas estão alocando 25% de seu orçamento geral de TI para gerenciar a consumerização, e 60% das organizações estão adaptando a infraestrutura de TI para receber tecnologias pessoais dos funcionários.
No Brasil, o estudo revelou que o uso de tecnologias de computação pessoal no local de trabalho para fins comerciais é maior do que em muitos países europeus, chegando a 97%, e também é maior quando comparado aos Estados Unidos, com 89%.
Em relação ao impacto das tecnologias pessoais na cultura da empresa, a maioria dos executivos participantes (58%) afirmou que o melhor resultado dessa ação era a habilidade de trabalhar a partir de qualquer local, seguido pelo fato de os funcionários estarem mais dispostos a trabalhar após o expediente (42%).
A pesquisa concluiu que os dispositivos mais populares usados na empresa são os smartphones com o sistema operacional Android, BlackBerry e notebooks da Apple. Além disso, ela mostrou que os funcionários não usam os dispositivos pessoais no trabalho apenas para checar mensagens ou acessar redes sociais. Eles estão utilizando cada vez mais aplicativos corporativos de missão crítica.
Do total de participantes, 45% citaram ferramentas de gerenciamento de relacionamento com clientes (CRM) como as mais acessadas, 44% se lembraram de aplicativos para registro de tempo de trabalho e despesas, e outros 38% mencionaram as soluções de planejamento de recursos empresariais (ERP).
O levantamento também apontou que as empresas têm adotado políticas do tipo “traga seu próprio dispositivo” (BYOD, na sigla em inglês) para “acomodar” jovens funcionários, além de atrair novos talentos. Apesar disso, os executivos afirmaram que a permissão de tecnologias pessoais no local de trabalho não é uma forte ferramenta para recrutar ou reter talentos. Dos participantes, 32% mudaram as políticas para tornar seus locais de trabalho mais atraentes para jovens profissionais, e 20% acreditam que permitir tecnologias de computação pessoal na empresa beneficiará os esforços para fins de recrutamento ou retenção.
A pesquisa foi realizada em 17 países e ouviu 605 líderes seniores e de TI.
Com informações de Computerworld











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