Pesquisadores na conferência SuperComputing 2011 atingiram um novo recorde mundial de velocidade na internet, transferindo dados a uma taxa combinada de 186 Gbps. Isso é rápido o bastente para transferir 2 milhões gigabytes por dia ou 100 mil discos Blu-ray.
A equipe responsável pelo recorde foi liderada pela Caltech (California Institute of Technology), mas também incluiu físicos, cientistas da computação e engenheiros de outras universidades americanas e canadenses, além do CERN – o instituto europeu que cuida do Grande Colisor de Hádrons.
Além disso, a equipe teve participação brasileira. Como explicou a Caltech, eles contaram com os esforços de parceiros nos EUA, Coreia e Brasil – a UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e a USP (Universidade de São Paulo) – que “juntaram forças para transferências massivas de dados colaborativas e eficazes durante a conferência SuperComputing 2011″. Isso fez parte do experimento DYNES, maior que o projeto para chegar ao recorde de velocidade.
O novo recorde foi atingido usando uma rede de 100 Gbps configurada por um instituto canadense entre dois pontos a cerca de 120 km de distância. A taxa combinada de 186 Gbps consiste em 98 Gbps enviados em uma direção e 88 Gbps na outra, ao mesmo tempo, quebrando o recorde anterior de 119 Gbps, alcançado em 2009 pela mesma equipe.
Entretanto, o recorde tem um fim prático: ele foi patrocinado em parte pelo CERN, que está procurando formas mais eficientes de distribuir os petabytes de dados gerados pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC). Os dados ficam disponíveis para serem analisados por pesquisadores ao redor do mundo, e eles esperam que o volume de dados aumente em mil vezes nos próximos anos, quando o LHC estiver funcionando em força total.
Com informações de Gizmodo












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