A venda de dispositivos móveis só aumenta e, por consequência, a demanda por aplicativos para esses aparelhos, o que movimenta o mercado de tecnologia de diversas maneiras. Entre elas, mobile commerce, mobile payment, mobile banking, mobile ticketing e o mobile advertising. Também é preciso destacar que tantas novas necessidades resultaram no aumento de vagas para desenvolvedores nos últimos anos.
Entre as diversas necessidades que apareceram junto com os smartphones e tablets está a publicidade voltada para esses aparelhos. Esse é um dos setores que mais tem crescido. A receita mundial deve chegar a US$ 11,4 bilhões ainda neste ano. Se esse número se confirmar, representará um crescimento de 18% se comparado com US$ 9,6 bilhões registrados em 2012.
Quando falamos de mobile advertsing, podemos pensar em diversas maneiras de atingir as pessoas. Uma maneira simples de fazer publicidade pelo celular, que não precisa ser um smartphone, é o envio de mensagens de texto. Mas essa estratégia já está caindo em desuso há algum tempo. A maior parte das pessoas não gosta de receber esse tipo de mensagem e há até uma lei para que os usuários possam optar por receber ou não as mensagens publicitárias das operadoras de telefonia.
Por isso, os desenvolvedores têm sido tão importantes. É claro que a criação de campanhas publicitárias envolve outros profissionais, como os de marketing e os publicitários, mas cada vez mais os aplicativos têm sido importantes no relacionamento das empresas com seus consumidores, agora, também denominados e-consumidores e em breve m-consumers.
As pessoas têm demonstrado que campanhas publicitárias que exigem interação são mais bem aceitas. Um estudo chamado “Mobile Modes”, realizado pelo Yahoo! Brasil e o Instituto Ipso, aponta que 65% dos participantes preferem sites que possam ser acessados de qualquer dispositivo e se colocam receptivos a anúncios, desde que tragam uma experiência interativa e de entretenimento.
Enquanto uma pessoa está assistindo a um vídeo ou quando entra em um site, se aparecer uma tela com uma mensagem publicitária, ela com certeza vai vê-la, mas o mais comum é que a feche e a esqueça. Mas se uma loja fizer uma promoção, como “baixe o vídeo e ganhe desconto”, a possibilidade de esse tipo de anuncio atrair o consumidor é muito maior. Sem contar que será uma experiência agradável, o que também faz com que a marca seja bem vista.
A mobilidade tem movimentado o mercado de tecnologia, e isso só tende a crescer. Dados divulgados pelo grupo TechNet mostram que desde 2008 a criação de aplicativos, que inclui Apple, Facebook, Android e outras plataformas, foi responsável, direta e indiretamente, pela criação de 466 mil empregos. Em 2007, esse número era igual a zero. É certo que esse crescimento acompanha a popularização dos smartphones e tablets. Em 2012, foram vendidos 3,1 milhões de tablets no Brasil, o que representa um crescimento de 222% em relação ao ano anterior.
Para atender à demanda por aplicações, os desenvolvedores de apps são cada vez mais requisitados para criar – ou inventam por conta própria – os mais diversos tipos de soluções, como aplicações corporativas ou um app que auxilie na hora de tomar os remédios, por exemplo. E entre a função desses profissionais também está a criação de plataformas de mobile advertsing, m-payment, m-baking e tudo mais que for desenvolvido para aparelhos mobile. Por ser um mercado novo, percebemos a falta de profissionais no setor, mas isso é assunto para outro artigo.
A mobilidade está aí e não pode passar despercebida pelas empresas. Cada vez mais pessoas possuem os seus dispositivos móveis, e as empresas devem acompanhar esse movimento para crescer e aproveitar esse novo nicho para obter sucesso.





