Após uma pequena pausa na publicação de artigos deste quadro, iremos iniciar um novo tópico. Tópico esse que não é muito usual no dia a dia de um usuário Linux, entretanto, quando você “espeta” um pendrive em um Linux que não possui interface gráfica, você logo se pergunta “e agora, como o sistema reconheceu o pendrive?”.
Antes de qualquer atividade de armazenamento é necessário particionar um disco rígido, ou seja, é necessário que sejam dimensionados os limites onde serão criados cada sistema de arquivos.
Nem sempre utilizar todo o disco rígido com uma partição única é a melhor solução, principalmente em ambientes Linux. A modalidade bastante disseminada na utilização de partições em ambientes Linux são as partições primárias, das quais uma pode ser extendida e, por sua vez, dividida em partições lógicas.
fdisk
Manipula ou exibe a tabela de particionamento. Utilizando a opção -l lista os dispositivos e as partições existentes. Para manipular as partições, o fdisk deve ser iniciado tendo como argumento o dispositivo em questão. Cada partição possui um número hexadecimal que a identifica como apropriada a um determinado sistema operacional. O fdisk cria novas partições identificadas como nativas de Linux, cujo código hexadecimal é 83 (0×83). O código de identificação de partições do tipo swap é 82 (0×82).
Criação de sistemas de arquivos
Durante muito tempo, o sistema de arquivos mais utilizando era o ext3. Hoje, o ext4 vem crescendo bastante e já é adotado em diversas distribuições.
mkfs
O comando mkfs formata a partição criada pelo fdisk com o sistema de arquivos. Por exemplo, criar uma partição ext3 em /dev/hda3, usa -se mkfs -e ext3 /dev/hda3. Para outros sistemas de arquivos: mkfs.ext2, mkfs.xfs, mkfs.ext4, mkfs.vfat.
Partição swap
A partição definida como swap precisa ser formatada com o comando mkswap, exemplo, mkswap /dev/hda2. Depois disso, a partição precisa ser ativada para ser usada como área de troca. O comando swapon -a (esse comando sempre cai em concurso que tem Linux no conteúdo programático) ativa todas as partições swap que constarem no /etc/fstab. Informações sobre as áreas de swap ativas podem ser encontradas no arquivo /proc/swaps.



