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Teoria do Design

Des Harmonia

Olá pessoal! Hoje vamos conversar sobre a harmonia em imagens e a total, ou parcial, quebra desse princípio.

Sempre que desejamos compor uma imagem, é importante um esboço de alocação. Para quem dispõe de um tablete*, o processo digital se torna mais simples. Quando não, o bom e velho papel, acompanhado de um lápis, resolve o problema.

Muitas vezes, as alocações criadas com simples traços podem possuir resultado animador. Se a habilidade manual for um ponto forte para você, a prática poderá dar bons resultados a estudos de imagem, trazendo ritmo para a criação e assim poderá ser chamada de desenho gestual.

* um tablete ou mesa digitalizadora é um dispositivo periférico que permite desenhar imagens diretamente no computador.

O desenho gestual

O desenho pode representar o que o artista vê, pode trazer uma realidade abstrata, pode ter muito a ver com o movimento automático da mão do criador. O tema geral pode ser o próprio papel ou superfície utilizada.

O gesto ou desenho gestual está ligado à natureza dos movimentos da mão do autor e à forma como a visão a influencia. Não podemos nos esquecer da composição de imagem que nada mais é que a reunião de elementos isolados que, quando juntos, resultam em um todo destacado das partes.

O desenho gestual não deixa de ser uma vertente dos esboços ou rascunhos.

Mesmo que a criação seja digital, é importante manter os movimentos dos desenhos ressaltados, exibindo assim soltura, movimento e harmonia.

O estudo do ritmo e intensidade aplicado em uma imagem é deveras importante para causar sentimentos de euforia no espectador.

Harmonia aplicada à imagem

Harmonia é tudo o que se entende por beleza, proporção e ordem.

A harmonia pode ser bem aplicada na elaboração de imagens. Ela realça o sentimento de equilíbrio e pode trazer a sensação de conforto ao espectador e até mesmo certa fadiga por não encontrar o inesperado. É percebida, geralmente, quando temos uma paisagem e elementos naturais que não trazem intervenção surreal do criador. Estas são tão naturais ao ponto de não trazer desconforto e não provocar dúvidas ao espectador.

Tendo isso como princípio, a atenção do espectador poderá ser facilmente tomada.

A exemplo:

A harmonia realça o sentimento que o autor expressou ao compor a imagem.

Se a forma de um teletubbie estivesse presente em uma das nuvens a imagem com certeza seria inquietante, principalmente se fosse o roxo.

O estudo dirigido à análise de imagem é considerado um método para interpretar e "desconstruir" as imagens, focando seu conteúdo e forma, considerando o contexto utilizado pelo autor, que procura descobrir qual o nível de conhecimento do espectador que participa de sua obra para compreender e identificar o sentido da imagem.

A exploração do espaço a ser visto pode provocar ritmos, simétricos ou assimétricos, equilíbrios ou desequilíbrios, sensações de prazer ou desprazer, de estático ou em movimento, aproximações ou distanciamentos, identidades e diferenças, harmonia ou desarmonia.

Desarmonia?

Quando perdemos a harmonia na imagem é comum a sensação de desproporção ou ordenamento imperfeito das partes.

Quando a maioria dos elementos utilizados possui harmonia entre si e trazemos algo não natural àquela realidade, podemos provocar questões e fazer com que a imagem seja melhor analisada. Um bom exemplo de desequilíbrio aplicado a uma imagem, intencionalmente, é a pintura de Hieronymus Bosch:

Em meio a tanta pureza e quietude já se pode perceber a morte presente no paraíso. Talvez um presságio do que está por vir... Gera expectativa.

O detalhe pode ser um impulso, um dos maiores temores do homem - a morte. Faz-se presente na natureza, na vida humana, animal e vegetal, nas funções orgânicas do homem, em suas manifestações corporais, na expressão interior exteriorizada pelo gesto, no movimento qualquer que seja ele.

Pode ser uma combinação infinita, levando em consideração a imaginação do espectador, ou seja, fugindo do óbvio a inquietação é provocada.

O mesmo artista, com seu gênero grotesco, pintou na mesa do rei os pecados capitais para alertá-lo. Observando o pecado da vaidade vemos que a moça mal percebe que um demônio segura para ela seu objeto de adorno, o espelho.

A imagem seria harmônica e não perderia nada do comum se a criatura fosse removida. O mais interessante é a sensação que a imagem passa pois mostra ao rei que, em ações cotidianas, podemos estar sujeitos a sair da linha.

Quando fugimos do harmônico e entramos na desarmonia, na questão de comunicação, voltamos ao ponto harmônico por simplesmente aguçar o espectador e resgatar sentimentos diferenciados fazendo com que este possa entrar em um mundo mágico que o recepcione. É como vemos em filmes ou jogos, o conteúdo pode ser estranho, mas logo você se dá por vencido pelo mundo fantasioso e fantástico que se proporciona.

Muitas vezes excelentes idéias são dispensadas quando confrontadas com outras, não tão brilhantes. Utilize isso a seu favor.

Grande abraço a todos!

www.wellington.art.br


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3 Comentários

Raphael Augusto Ferroni Cardoso
Raphael Augusto Ferroni Cardoso

Parabens, como sempre a suas materias são as melhores. Abraço e sucesso.

Wilson Poletti
Wilson Poletti

Fala ae Wellington, com grande prazer venho acompanhando todos os seus artigos, que são de grande qualidade! Parabéns e continue sempre assim.

Wellington Carrion
Wellington Carrion

Obrigado a todos que acompanham os artigos e me desculpem por não serem mais constantes. Em breve teremos uma surpresa para todos. Abraços! :)

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