Olá pessoal! Neste artigo daremos início a uma seqüência de matérias relacionadas a leitura de imagem. Este estudo é direcionado à compreensão e interpretação das imagens.
Vamos entender melhor como conseguir transmitir o que queremos em nossas imagens, além de criarmos certo tato em sua interpretação.
Quando falamos em leitura, o que primeiro costuma vir à mente é a compreensão das palavras e o processo de alfabetização.

No entanto, já nos alertava Paulo Freire que a leitura é bem mais que decodificar palavras: é ler o mundo.
E neste mundo moderno, repleto de mensagens pictóricas, a leitura também envolve ler imagens. Aprender a ler imagens vem principalmente da necessidade de compreensão.
É comum dizer que as imagens possuem uma linguagem visual, sendo que sempre podemos questionar o quanto a imagem se apresenta em transparência para nós, isto é, a imagem se apresenta muitas vezes de uma forma mais clara e objetiva do que palavras e é importante saber classificar o quanto essa imagem é clara aos nossos olhos e principalmente ao espectador.
Entendendo melhor a composição e temática das imagens, podemos chegar ao nível de entender o processo de construção de sentidos expressados em imagens, no qual jogam a intencionalidade do autor e interpretação inicial do leitor.
Assim como visto no artigo Mnemônico, as imagens possuem a vantagem de serem melhor memorizadas e é devidamente comprovado que seu uso tem dado grande avanço no processo de aprendizagem infantil.
Desde já, vale como lição que para evitar problemas de composição de imagem é importante fazer uso de símbolos que façam parte do cotidiano do espectador. As pessoas entendem melhor o que conhecem e possuem grande dificuldade na assimilação de objetos abstratos ou até mesmo surreais, isso deve ser sempre considerado.
Tudo nos leva a crer que a grande maioria necessita de um tempo para a observação e significação das imagens. Imagens com maior densidade de informações remetem a uma necessidade de pausa para pensar e analisar as possibilidades descritivas por não fazerem parte de seu universo próximo.
Em estudo, podemos analisar que pessoas não tão familiarizadas com o manuseio da informática utilizam-se de diversos modos semióticos para identificar ou acompanhar a leitura.

Apontar e acompanhar com o dedo das mãos é uma forma de ler e destacar o detalhamento da imagem.
É muito comum e nos dá grandes chances de utilizarmos isso em nosso favor, criando movimentos em linhas para ser acompanhado pelos olhos ou pelo apontamento do indicador.
Podemos perceber que muitas vezes colocamos um texto para identificar melhor a imagem, muitos ignoram a leitura e consideram que a mesma de nada vale para o entendimento total da temática ao qual a imagem se envolve. É melhor aconselhável utilizar os textos próximos e não como parte da composição da imagem.
O interesse em analisar e interpretar imagens é global e vem desde a pré-história e ainda continua evoluindo.
A intenção, nesse caso, é criar o máximo de formas conhecidas sempre se baseando em objetos simples, de fácil compreensão e que se adapte melhor ao ambiente de aplicação ou determinada cultura.
"Na eterna busca por aprimoramento técnico de seus funcionários, o clima da apresentação é puro design. Gerentes competirão entre si para ver qual conhece mais a fundo um programa de slide show e consegue colocar a maior quantidade de efeitos visuais inúteis em única tela. Desenhos que vêm de graça com o software, fundos coloridos em dégradé, textos que piscam, pulam e voam, efeitos tridimensionais e acústicos, vale tudo para impressionar." Luli Radfahrer (A arte da guerra para
quem mexeu no queijo do pai rico) |
Exemplo de composição
Existe uma regra muito utilizada que: todos os desenhos, quando mostrados em seqüências, são apresentados na horizontal. Sabe-se lá porque, analisamos sempre as imagens da esquerda para a direita e ainda observamos, no geral, de baixo para cima. Isso sempre foi e ainda é diversas vezes exibido em sites... logo do lado esquerdo do topo do site e por assim vai.
Tomando isso como partido, podemos iniciar um trabalho onde a pessoa passeie com os olhos por linhas e termine no conteúdo final desejado.


Mesmo fazendo o contrário, a fotografia continua harmônica sem maiores problemas de composição. Sendo assim, o mesmo continua sendo correto.


Concluímos que a leitura de imagem nos permite localizar estruturas e todas as suas funções e torná-las dinâmicas, isto é, mudando-as de lugar sempre que for necessário.
Este é o princípio tomado para concluirmos que sempre estamos tratando de leitura de imagem e nesse aspecto de interpretação, concluo que devemos sempre observar as imagens que nos rodeiam. Veremos isso com mais calma...
Grande abraço a todos!













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