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Teoria do Design

Composição de Imagem

Olá amigos! Este artigo mostra um pouco do trabalho de composição para um quadro. A aplicação do mesmo se fundamenta em imagens que preenchem o espaço baseando-se em enquadramento e estética.

Composição é o arranjo dos elementos do quadro: o assunto principal, o primeiro plano, os motivos secundários. É a qualidade estética da imagem que inclui textura, equilíbrio de cores, formas e outras variáveis que, combinadas, formam uma imagem comunicativa e agradável de se ver.

A composição da imagem é responsabilidade do criador, que deve conhecer muito bem o produto em que trabalha onde bom gosto e feeling serão grandes aliados.

O senso estético pode ser um talento nato ou ser desenvolvido com o estudo e a observação de trabalhos de bons profissionais ou artistas.

A composição da imagem deve ter como objetivo alcançar um efeito emocional, passar um clima, quebrar a monotonia. Compor não é só criar bonitas imagens, compor é mostrar imagens apropriadas.

Devemos enquadrar sempre levando o espectador a olhar o que se deseja, a fixar a atenção em algum ponto da cena e absorver todo o contexto mesmo sem ter tanto interesse.

O centro de interesse pode estar no primeiro plano, no meio ou atrás.

É preciso levar em conta a forma, o tamanho, a importância na cena, de pessoas ou objetos e as cores, é claro, pois elas sempre farão parte da composição.

É importante observar o quadro por inteiro e não só o personagem ou o objeto principal. Com isso podemos evitar interferências de outros objetos que venham a aparecer no fundo da imagem. Em exemplo disso podemos citar braços de pessoas que se confundem em uma imagem, o espectador pode se confundir e não saber a quem pertence realmente cada braço.

Podemos dividir os elementos visuais que compõem uma cena em massa (pessoas, objetos, etc.), profundidade (perspectiva, profundidade real ou aparente da cena), linhas (direção dos movimentos, linhas da cena) e tonalidade (os tons das cores, os brilhos e contrastes presentes na cena).

Temos a opção de trabalhar com algumas regras já existentes que podem ser utilizadas na pintura, na fotografia e no cinema para assim auxiliar na composição do quadro, tornando as imagens mais harmoniosas, belas e bem equilibradas.

A regra dos terços, que os antigos gregos chamavam de proporção áurea, é uma das regras que podem ser aplicadas em nosso trabalho.

Se uma imagem não está bem composta, o espectador desvia sua atenção para um ponto não interessante da cena.

Os elementos de uma cena devem estar ordenados de maneira que tenham sentido para o espectador.

Como exemplo, os olhos de um personagem devem ficar na linha superior e para manter um equilíbrio a mesma deve ser posicionada ao centro horizontal dessa área.

O horizonte (veja o artigo "Entendendo a Perspectiva") não deve ficar no centro do quadro e sim na linha superior ou na linha inferior quando queremos dar mais ênfase ao objeto de primeiro plano.

No caso da figura ao lado, a não aplicação desta regra contribuiu para que o plano inferior se perca com o fundo do quadro.

Se a intenção da imagem acima fosse dar ênfase ao que o personagem tem em suas mãos, poderíamos considerar que a imagem está completamente perdida. O fato da imagem manter a regra com os olhos não impede que a mesma se torne um total fracasso na questão de passar uma mensagem.

As linhas reais de uma cena, aquelas formadas pelos objetos, pelas pessoas e pela direção do movimento podem proporcionar um clima e levar a atenção do espectador ao centro de interesse.

A imagem ao lado é uma composição da Levi"s Jeans.

Esse conceito de união dos corpos é muito interessante, já que o Jeans se manteve presente como se realmente fizesse parte dos corpos.

As bordas dos objetos são formadas por linhas. Estas linhas dirigem a nossa atenção para determinados lugares. Trabalhando estas linhas conseguimos chamar a atenção para determinado ponto da cena, elas trazem movimento e os olhos passeiam por elas conforme indicado por cores ou contrastes.

Leonardo da Vinci, há mais de quinhentos anos, aconselhava seus alunos a exercitarem a vista para calcular “a olho” todas as verdadeiras dimensões dos objetos e fizessem uma comparação a fim de estabelecer entre elas relações aritméticas simples.

Vamos, então, entrar no tema, para que possamos enquadrar qualquer objeto ou composição a partir de poucos traços rápidos e precisos. Analisar a imagem é de extrema importância e esse processo de maneira alguma deve ser ignorado. A comparação dos elementos sempre irá ajudar na composição da imagem.

Enfim, daremos ouvidos ao grande mestre Leonardo.

Uma vez escolhido o modelo, é fundamental observá-lo atenta e minuciosamente. Ele deve estar diante dos nossos olhos de maneira plena. O criador deve dispor do modelo, perceber as texturas de sua superfície, seus aspectos mais gerais e suas particularidades, agregando elementos que possam compor o tema do trabalho.

Este é um tema que merece maior aprofundamento... Logo teremos mais.

Abraços a todos!


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5 Comentários

julioreis
julioreis

Suas matérias são sempre uma aula de história, além de trazer mais inspiração na hora de criar layouts.
Valew.

Graça Arnaud
Graça Arnaud

Costumo navegar muito pelo Imasters e acompanho varios trabalhos mais vc esta de parabens... Coisa de louco a perspectiva que vc usa para fazer os seus trabalhos.
Bjos..

Bruno  Martins Santos
Bruno Martins Santos

nossa, tenho lido seus artigos e apesar de ser das artes cênicas ( sou atriz e assistente de direção), estou aprendendo demais...adoro suas explicações, claras , precisas e muito instigantes para alguém que como eu, não entende quase nada desses temas.
Obrigado!
a propósito, quando era criança aprendi a fazer na aula de desenho um círculo das cores ( em cartolina), e nunca mais esqueci dele, pois eu podia ter a combinação das cores do mais claro ao mais escuro, etc...
Vc sabe aonde eu consigo instruções para fazer um círculo assim...rs
abraços

Ricardo Pizzotti
Ricardo Pizzotti

Lendo a matéria "Composição de Imagem" (Segunda-feira, 05 de setembro de 2005 http://www.imasters.com.br/artigo.php?cn=3543&cc=205#
) fiquei surpreso pois trata-se de uma cópia de um texto que está publicado no livro Enciclopédia da Mídia Eletrônica, de minha autoría, publicado pela Editora Senac em 2003 e devidamente registrado na Câmara Brasileira do Livro.

Estou entrando em contato com a editora para as providências cabíveis.



Ricardo Pizzotti

Wellington Carrion
Wellington Carrion

Olá Ricardo! Parte deste artigo foi uma mescla do que tenho de material coletado da própria internet ao qual não possue os créditos do autor. Você pode me mandar um e-mail para que eu possa inseri-lo sem problemas. Obrigado!

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