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Teoria do Design

Portfólio, Criação

Olá amigos!

Desta vez iremos tratar de um assunto delicado, enfrentar nosso maior inimigo... o papel em branco. Vamos tratar de criação, tentando obter algumas possibilidades criativas para um portfólio pessoal.

É importante ressaltar que um portfólio pode ter diversos temas e vários tipos de objetivos a serem atingidos. O que vamos ver são algumas formas simples de criar um reflexo pessoal, com foco em dar o pontapé inicial para o andamento de um trabalho.

Bom, um dos pontos mais angustiantes na criação de um portfólio pessoal é justamente colocar algo de nós dentro dele. Sempre que criamos algo que retrate nossa personalidade devemos ter a preocupação de não causar uma má impressão, visto que deixamos nesse trabalho parte do que somos e passamos a viver no mesmo.

Início:

Para começar com a criação devemos ter em mãos diversas ferramentas e a melhor delas é conhecer melhor o que somos, nossos medos, gostos, objetivos, etc.

Vou pensar em algumas preferências simples sendo intuitivo:

- gosto da noite;
- gosto de meu quarto;
- a cor laranja me agrada;
- gosto de filmes e esportes;
- gosto de animais;
- sou ligado a arte;
- gosto de pinturas.

Visto que agora estou escrevendo este artigo (23h 52min), olho pela janela do quarto e observo a lua, sei que ela em muitas noites esteve ali, mas hoje ela parece mais bonita. Acho que ela parece mais bela porque desta vez estou realmente prestando atenção nela.

Possibilidades criativas

Quando que prefiro criar?
Quando o silêncio toma conta de tudo e me possibilita mergulhar no abismo de meus pensamentos.

Nesse caso a noite é propícia para a criação e posso utilizar ela para compor grande parte de meu projeto.

Comentei sobre a janela, para que alguém consiga me conhecer em meu auge de criação, neste momento, a pessoa deveria entrar pela janela.

Sim, posso utilizar destes argumentos para a criação de meu portfólio.

- Em minha página inicial irei colocar uma janela, pois essa é a única maneira de mostrar o ápice de meus trabalhos. A pessoa deverá entrar por essa janela e ver meu reduto de criação e estará confortável para observar tudo o que preferir.

- Esse reduto poderá ter o visual de meu quarto, os trabalhos podem estar guardados em uma gaveta ou pasta. Enquanto o expectador navega pelo site ele ainda poderá contemplar a lua que abençoa essa idéia.

Conclusão

Esta foi uma forma de mostrar que podemos viajar um pouco com as formas simples que estão a nossa volta e com algumas preferências trazer um pouco de inspiração.

Por coincidência a cor preferida é a cor complementar do azul (cor predominante para o tema noturno), sendo que a cor da janela poderia ser laranja e quando aberta revelaria a noite causando um grande contraste.

Outros objetos poderiam compor esse cenário, tais quais mostrando tipos de objetos que o agradam. Um quadro com uma casa poderia ser o botão de HOME e uma foto de dois boxeadores poderia ser o link de CONTATO.

* Tudo o que foi citado é ficção, com exceção da hora em que escrevo este artigo.

Mais elementos

Essa coisa de colocar pensamentos no papel também pode ajudar na hora da escolha da cor para o site.

Pode-se criar uma relação de sentimentos que cada cor representa para você:

Laranja - euforia e confiança;
Verde - esperança e saúde;
Vermelho - calor e energia;
Amarelo - alegria e luz;
Branco - vazio e limpeza;

Após ter feito isso com o maior número de cores que lhe venha a cabeça, utilize elas em alguns objetos que faça parte de seu trabalho, definindo assim seu sentimento para com o mesmo.

Deve-se ter em mente o elemento de mais destaque no portfólio, se você prefere que o seu nome tenha mais destaque, faça com que isso seja realmente evidente utilizando uma cor que o destaque. Geralmente os objetos animados chamam muita atenção, mesmo sendo algo sutil.

É fato que muitos elementos, em sua maioria, já possuem uma cor que define o objeto mesmo que sua forma não seja nítida. Exemplo:

Moldura do quadro - marrom;
Noiva - branco;
Mesa - marrom;
Papel - branco;

Perece bobo, mas é o óbvio. Muitas vezes essas informações são deixadas de lado e por isso nossa comunicação pode falhar. Muito se resolve com a escrita, mas todas as pessoas são extremamente visuais. A cor pode brincar com o inconsciente da pessoa, a escrita não.

Para os objetos de referência simbólica é aconselhável utilizar um dicionário de símbolos para não cometer muitos erros, principalmente se ele for mostrado em outras culturas. Essa comunicação será de grande utilidade, pois irá tornar o portfólio mais intuitivo, lembrando que ele pode ser mal compreendido quando sua composição não parecer tão clara.

Outra sugestão é contar em quadrinhos um fato interessante que tenha acontecido com você, uma caricatura pode deixar o ambiente mais solto. Pense em coisas que mostre sua personalidade e depois escolha as que deverão aparecer.

É muito provável que com o tempo a vontade de criar outro portfólio seja aflorada, até por questão de perfeição, nunca estamos satisfeitos em 100% com nosso trabalho, ainda mais quando se trata de um portfólio pessoal.

Tudo isso pode parecer complicado, mas na verdade são somente idéias de criação. Essas idéias não poderão sair do papel caso o criador não disponha das ferramentas necessárias para executar do que planeja.

Para uma maior compreensão deste artigo, leia: Portfólio, inimigo ou aliado?

Tudo o que precisamos para criar está ao nosso redor, tantos elementos e possibilidades. Nossa personalidade conta muito e quando se falta idéia, olhe a sua volta.

Abraços!


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3 Comentários

douglas rossetim
douglas rossetim

simplesmente pirei valeu well.....

Mário
Mário

Oi Well...
Vou só levantar uma pequena questão.

Compreendo o que dizes e concordo com tudo, desde que no acto de criação.
No acto de juntar os nossos trabalhinhos para mostrar a alguém, já levanto as minhas dúvidas. Para aí, nós não somos chamados.

Não devemos nós distanciarmo-nos o mais possível de nós próprios, procurando apenas uma plataforma de apoio que seja comum aos demais, obedecendo aos trâmites sociais melhor aceites para este tipo de ocasião, fechando a porta àquilo que nós somos, salientando apenas o nosso trabalho?

Não devemos nós, nesse acto de apresentar o nosso portfólio, manter uma certa distância entre aquilo que nós somos e aquilo que nós fazemos?

Por outras palavras:
É importante ou fundamental darmo-nos a conhecer como pessoas quando vamos apresentar o nosso trabalho?

"isto são tudo questões que se vão levantando e que são aqui postas com o único intuito de poderem ser discutidas. E o mais provavel é eu estar errado, por isso, digam-me onde... :)"

Wellington Carrion
Wellington Carrion

Olá Mário! Eu acho que tudo o que falou é evidente perante este artigo e gostei muito de suas colocações. Um portfólio não precisa ser apenas um lugar para mostrar seus trabalhos, a menos que seu foco seja realmente esse, após ter visto os trabalhos de alguém somos tentados a conhecer mais essa pessoa, podemos acessar apenas os links de interesse. Muitos contratantes analisam o perfil da pessoa. Algumas informações não cansativas e objetivas podem definir seu perfil, visto que o mesmo pode ser avaliado por psicólogos, eles criam um perfil até por saber do estilo musical que a pessoa gosta. Resumindo, não existe uma regra padrão para tudo isso, as duas alternativas estão corretas, separar os trabalhos do pessoal ou não, mas lembre-se de que quem será contratado é o criador, talvez o trabalho não decepcione, mas a pessoa sim. Isso também pode mostrar se a pessoa tem desenvoltura para lidar com clientes, mesmo experiência em outra área pode definir isso. Depende do ponto de vista, Qualquer coisa me mande um e-mail. Abraços!!!

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