Caros leitores, vamos comentar sobre alguns tipos de chefia, que embora raros nos dias de hoje, ainda encontramos por aí. Além dos problemas que eles trazem para equipes e empresas, cito também alguns tipos clássicos e suas características tentando ver se vocês reconhecem alguns deles.
A era do “chefe” já era!
Conversando numa roda de amigos que trabalham em TI, entre um papo e outro, rimos muito sobre situações que já passamos em nosso dia-a-dia profissional, mas o que me chamou bastante atenção foi a quantidade de críticas e comentários jocosos sobre a atuação de determinados tipos de gerentes na condução de suas equipes. Inacreditável, mas vi que ainda hoje existem chefias que não perceberam que a regra do jogo é outra, que a área de TI evoluiu e que tratar os subordinados como seres inferiores para obter sucesso já era.
Ora, por que ainda convivemos com líderes medíocres, que ainda trabalham com a “cabeça” no século passado? Eles não percebem a diferença entre ser líder e ser “chefe”, ainda mantém aquela arrogância no trato com os liderados, não percebem que todos estão no mesmo barco. O sucesso depende do grupo, com maior ou menor participação de cada um, mas todos precisam estar alinhados e focados nos objetivos.
Alguns tipos clássicos
Dos mais variados estilos de chefia, podemos exemplificar alguns “clássicos”, bastante conhecidos na área:
- Aquele que não sabe conversar e grita por qualquer probleminha que surja. Parece que tem um botão de controle de volume com somente dois níveis, um e dez
- Aquele que indica frequentemente os fins de semana como momento adequado para agilizar o cronograma (mas para compensar estas horas vem com aquele famoso discurso do “espera aí, não pode abater as horas acumuladas assim tão rápido”)
- Aquele que é surdo sobre as opiniões da sua equipe, principalmente sobre antevisão de problemas e replanejamento de atividades (o cronograma foi feito para ser seguido, não é pra ficar fazendo mudanças!)
- Aquele que gosta de dar shows de grosseria em público acompanhado de gesticulações extremas, mais parecendo um interprete circense
- Aquele que tem o espírito protetor, só que para alguns afeiçoados. Promoção, aumento salarial, cursos e palestras são sempre para os mesmos. E o que é pior, acha que ninguém percebe.
- Aquele que não planeja nada e vai tocando a equipe conforme os “incêndios”, geralmente vêm com aquele papo de “temos um desafio pela frente, fulano conto com você para trabalhar após o expediente, ok?”
- Aquele que gosta de ameaçar a equipe sempre por frases, do tipo “manda quem pode, obedece quem tem juízo”
- Aquele que não tem nenhum tato com um subordinado. Quando é constatado um atraso no projeto ou nota baixa na avaliação, manda logo “se eu fosse você já procurava a sua rede de relacionamentos”
Temerosa deveria ser a empresa que não percebe o profissional que esta no comando de uma equipe, que mesmo que consiga algumas vezes atingir as metas e o cronograma planejado, deixa este rastro de insatisfações entre os membros de sua equipe. Ele é o responsável direto por um péssimo clima de trabalho, em nada contribui para melhorar a forma de se trabalhar, nem atuar na evolução da empresa. Ignora as novidades tecnológicas, abraçando metodologias ultrapassadas como única forma de se trabalhar, não quer saber de “melhores praticas” do mercado nem de “lições aprendidas”.
Conclusão
Nos dias de hoje estes tipos de gerentes são muito raros, pois a palavra chave é colaboração. Aquele tempo de “chefe” que intimidava a todos, que era conhecido como o terror do CPD (1) já passou, o foco é comprometimento com prazo e qualidade, mas tudo dentro do bom senso, com uma equipe unida em torno de objetivos claros e reais, com acompanhamento frequente, ouvindo a todos, estimulando a inovação e motivando a equipe.
Hoje o mercado é bastante exigente na hora de contratar ou promover um gerente, como por exemplo, pontuar por especializações e certificações, mas não podemos esquecer do lado humano, das relações sociais, da importância de estar junto da equipe convivendo diariamente com fracassos e vitorias.
Tremenda figura ainda existe por aí, mas creio que por pouco tempo, pois acho que é uma espécie em extinção. Mas como lendas do tipo boitatá e mula sem cabeça, todo cuidado é pouco com ele.
Você teve um chefe parecido ou alguma história desse tipo? Deixe registrado nos comentários ou mande um e-mail.
Até a próxima!












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