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Gerência de Projetos + Carreira

O dia em que eu desisti de ser gerente

Em meados de 2005 para 2006, eu entrei num desses cursos preparatórios de formação para PMI e foi também quando tive a oportunidade de acompanhar um projeto que estava se preparando para a certificação CMMi.

Na visão tradicional de carreira em cascata, depois de muitos anos trabalhando na área de desenvolvimento de software, acaba sendo o primeiro caminho natural para se buscar uma evolução para deixar de desenvolver e partir para uma posição de gerente. 

Escolhendo caminhos

Eu já trabalhava como arquiteto de software nessa época e já liderava alguns projetos, então resolvi seguir adiante para entender mais essas questões gerenciais de que tanto se falava na época.

No decorrer do curso para certificação PMI e acompanhando o trabalho de outras pessoas que já atuavam na posição de gerente, eu tomei a decisão mais importante que era justamente a que eu não queria ser gerente.

Acho o Project uma ferramenta fantástica, mas ficar sentado planejando um cronograma infinito (como esses que você observa colado na parede) definitivamente não era o futuro que estava sonhando para mim.

Foi um momento difícil porque em paralelo eu acompanhava toda a burocracia para se chegar a um projeto baseado em CMMi e felizmente fazia isso de fora, na melhor posição que era justamente como um observador e com liberdade de conversar com todos os interlocutores envolvidos em cada passo.

Traçando objetivos

Eu já vinha de mais de cinco anos trabalhando em projetos extremamente envolventes e ágeis, nos quais todos faziam literalmente tudo como um verdadeiro time multidisciplinar de planejar, executar e negociar com o cliente cada entrega. De repente, me vi no risco de enfiar cada um dos pés numa bola de ferro igual à dos filmes nas prisões americanas, gerando um pré-estresse muito grande em minha cabeça, uma vez que eu não via resultado real para tanta burocracia.

Conversava com as pessoas, e elas simplesmente diziam que faziam porque tinham fazer. Elas mesmas criavam um processo em que não acreditavam e tudo aquilo me deixava muito sufocado. Passei então a questionar o real papel do grupo SEPG (Software Engineering Process Group) no projeto e a função do gerente tradicional que não resolvia nada.

Na prática, o gerente ajustava o cronograma de forma que ficasse bonito para o sponsor. Dentro da gordura de processos existentes, ele preenchia mais uns 10 documentos para justificar, copiando e colando cada atraso de entrega, sendo que o importante era seguir o processo mantendo o cronograma atualizado sem se preocupar realmente com o empregável.

Eu sou muito prático em minhas ações e até meio simplista, mas trabalhar criando vento realmente nunca foi o meu objetivo. Literalmente é algo que ainda vejo hoje em dia e acabei em função desses gargalos que vocês já conhecem, optando por rasgar todo e qualquer plano e focar na entrega de valor para o cliente conquistando a sua satisfação e de todo o time envolvido.

Definindo funções na prática

Toda vez que escutava a palavra “recurso”, era como enfiar um prego no meu ouvido. Já a palavra replanejar era tão semanal com tão boas justificativas que o pessoal já estava acostumado. Acho que já tinha um formulário com as principais justificativas de replanejamento. Os colaboradores que executavam se confortavam em ficar parados aguardando os comandos gerenciais para entrar em ação. É um ciclo vicioso terrível que precisa ser interrompido da face da terra.

É importante deixar claro que o problema não é o profissional de projetos, e sim determinadas atitudes gerenciais que ainda remontam aos tempos medievais interrompendo qualquer relação de confiança distante dos principais conceitos de liderança e relacionamento com as pessoas no projeto.

O profissional de projetos moderno precisa se reciclar complemente para que possa criar uma cultura envolvente no projeto, que mesmo com crises possa contar com o apoio das pessoas. Acaba sendo um conjunto de fatores que somados transformam o grupo de trabalho em um verdadeiro time para enfrentar qualquer dificuldade com colaboração e principalmente atitude, direcionando sempre para a solução e não para o problema.

Conclusão

Avaliando atualmente a decisão que tomei seis anos atrás, não me arrependo em nada de ter me tornado cada vez mais especializado em desenvolvimento de software, unindo as pessoas sem me preocupar em mandar, e sim em resolver e em conquistar a felicidade nos projetos.

Com a popularização dos projetos ágeis e a cultura chegando às organizações, estamos conseguindo quebrar essa visão que para crescer na empresa você precisa necessariamente estar com um porrete nas mãos. O líder não precisa de armas, e sim de simpatia para harmonizar com maestria as dificuldades que aparecem no dia-a-dia e unir o time em torno da solução.

Não se preocupe em rasgar o seu plano de carreira sempre que for necessário, pois não adianta você montar uma visão plastificada distante do seu verdadeiro sonho de realização. Mudar de visão e se adaptar faz parte do ser humano.

Invista na melhoria continua das suas habilidades, sempre buscando a linha de trabalho que lhe deixa mais feliz. Quando tiver a oportunidade de lidar com pessoas, entenda o sentimento de cada uma e procure incentivar as habilidades delas, escutando e abrindo espaço para colaboração e, assim, os resultados vão se multiplicar.

Ramon Durães

Ramon Durães

é especialista em desenvolvimento de software e possui diversas certificações, como MVP Visual Studio ALM, Professional Scrum Developer (PSD), Professional Scrum Master (PSM), Certified ScrumMaster (CSM). Trabalha como consultor especializado em Application Lifecycle Management (ALM) atuando em projetos de desenvolvimento software por todo o Brasil. É autor dos livros “Desenvolvendo para web usando o Visual Studio 2008” e “Gerenciando projetos de software usando Visual Studio Team System” pela editora Brasport. Palestrante nos principais eventos no Brasil, como TechEd (2005-2010) e Campus Party Brasil (2009-2011), e também de eventos regionais relacionados a grupos de usuários e universidades. Pesquisador de marketing digital, redes sociais, gestão 2.0 e agilidade. No twitter é @ramonduraes.


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46 Comentários

Rodrigo
Rodrigo

Ramon Durães é autor da frase “Não tem que ser difícil”.

Essa frase é dita por centenas de pessoas a muitos anos... desde escolas até relacionamentos amorosos..

Bom pelo texto achei muito interessante, e seu modo de ver deixa óbvio q para você a decisão foi correta... mas algumas pessoas vêem as coisas por outro ângulo ....Gostar da Profissão não é mandar/cumprir ...não é salário é apenas gostar .... alguns gostam de uma outro de outra ..... acho que o artigo não vai convencer ninguém, mas nos ajuda a pensar melhor sobre o que queremos..
Parabéns.

Ramon Durães
Ramon Durães

Grande Rodrigo,
A proposta realmente não é convencer de forma alguma. Apenas oferecer uma outra visão.

Rafael
Rafael

Esta de parabéns, eu concordo com praticamente tudo.

Jonathan
Jonathan

Interessante o texto, só não acho que seja
o caminho comum, isso é muito particular.

O papel de um gerente de projetos em uma
organização de grande porte é exatamente este
deixar o Sponsor feliz, e é exatamente isto
que garante a continuidade do projeto.

Ramon Durães
Ramon Durães

Parece uma matemática complicada diferente de 1+1<>2 mas tem muita gente que perde o foco do valor de negócio tentando deixar o sponsor feliz no modo faz de conta e esquece dos reais objetivos e não demora muito tempo essa falsa felicidade vem a tona gerando enormes conflitos.

Marcelo Nogueira
Marcelo Nogueira

Adoorei o: "é autor da frase..."; muito bom.

Fabiano Oliveira da Cruz
Fabiano Oliveira da Cruz

Ótimo texto, porém expressa uma opinião particular. É lógico que existem gerentes que só se preocupam em deixar o sponsor feliz, da mesma forma que existem programadores do tipo peão, que só fazem o que é mandado. A iniciativa e a pró-atividade parte de cada um e isso é o que faz o diferença.

Ramon Durães
Ramon Durães

Isso!! Cabe a cada hum de nós fazer o melhor e se comprometer com o resultado.

Dasdas Dasd
Dasdas Dasd

Caso pessoal : Também quis ser gerente mas não deu certo. Minha cabeça ainda estava voltada para o desenvolvimento. Fui péssimo gerente. Voltei a desenvolver, passados quase 10 anos depois meus neurônios já se rearrumaram e já consigo pensar de forma gerencial. Hoje já realizo atividades gerenciais que antes as considerava burocráticas e não conseguia realizar direito. Hoje faço bem essas tarefas a medida que também me distancio do desenvolvimento. Conclusão : Eu não estava preparado para ser gerente quando quis ser. Será o seu caso parecido com o meu ?

Um abraço e parabéns pelo texto

Ramon Durães
Ramon Durães

Eu escolhei não ser quadrado. Passei minha vida liderando projetos e faço isso até hoje em uma escala maior. A diferença que não em preocupo com cargo e sim com o resultado. Pense nisso!

Bruno Paccini
Bruno Paccini

Po cara
Parabéns pelo texto, ontem precisei meio q Escolher entre a parte técnica e a funcional...
to caminhando! e nao sei se fiz certo qto a minha escolha.
Mais posso ainda retornar à parte técnica.

Parabens novamente

Ramon Durães
Ramon Durães

Dev sempre será dev!!! sangue fala alto :).

Milton Miranda
Milton Miranda

Ramon, é sempre um prazer ler os seus artigos, interessante o seu ponto de vista sobre carreiras em cascata e só posso concordar com você.
Abraço amigo.

Jose Marcos
Jose Marcos

Parabens pelo texto. Show de bola. Como desenvolvedor me identifiquei bastante.

Rafael Pimenta
Rafael Pimenta

Sinceramente e particularmente, respondendo de uma forma sucinta: gerentes hoje se resumem a serem capatazes. Nada mais! Quem faz acontecer são os analistas e lideres de equipe.

Ramon Durães
Ramon Durães

#rindoalto o momento é de mudar :)

Filipe Carvalho
Filipe Carvalho

Ramom, mais uma vez parabems pelo texto, e mesmo sendo um ponto de vista pessoal, concerteza muitos se identificaram com o cenário. Concordo tanto com voce, bem como com o Rafael Pimenta e o Milton Miranda, gerentes são capatazes e infelizmente, muitos ainda focam em ter uma "carreira em cascata". Voce falo sobre uma "escolha",e não sobre um "mandamento" ha se seguir uma carreira em TI. Gostei bastante do texto, principalmente por se uma experiencia de tantos anos sendo mostrada como uma opção a seguir. Mais uma vez parabems e abraços!

Luiz Anderson
Luiz Anderson

Muito bom o ponto de vista expressado.

Agora o fato que os gerentes não dá atenção a equipe, desenvolvedores são tratados de forma desumana afim de suprir as falhas do projeto(analisando conhecimento da equipe, estrutura e complexidade do projeto) e manter os ALTOS felizes.

Manter ambos os lados felizes é o trabalho do gerente que raramente, para não dizer nunca, é realizado.

Ramon Durães
Ramon Durães

É um problema constante no projeto a confusão de liderança com autoridade. Nada impede de você ser gerente 'formal' da empresa. O que defendo é que lide de pessoa para pessoa e forme um grupo unido em prol de um objetivo.

alexandre josé fernando
alexandre josé fernando

parabéns. Concordo plenamente.

Cleber Azevedo
Cleber Azevedo

Também tenho uma equipe maravilhosa nas mãos, produzem, são focados, negociam, se auto-ajudam, cumprem prazos.

Porém devo admitir que eu uso pouquissímos recursos do CMMI ou MPSBR, até mesmo "agile" ou "scrum", sei lá, tem coisas que só me atrasam ao invés de resolver junto a minha equipe.

Eu já trabalhei em muitas empresas aqui na cidade onde resido e posso definitivamente dizer que realmente nunca presenciei essas metodologias se aplicarem de fato.

É trabalhoso, pro gerente, pra equipe e pra empresa, são poucos recursos que aproveitamos de certeza e eles são os mais antigos metódos de gerenciamento.

Att,

Manolo
Manolo

Quanto ao CMMI/MPS.BR, creio que sua aplicação não prejudique o processo, ágil ou clássico, já que o principal são os resultados obtidos (o QUE e não o COMO). Acho que o problema ocorre quando as empresas implantam "na pressa" e ao pé da letra para ganhar uma licitação, ou um contrato internacional, ou o que for.

Ramon Durães
Ramon Durães

A Maioria dessas certificações são tiradas com objetivo da empresa realmente concorrer em algum projeto. Se acompanhar de perto na prática a realidade é completamente diferente.

Ricardo Cabral
Ricardo Cabral

Concordo em partes com este pensamento. A função de gerenciar projetos não está diretamente ligada a parte técnica de um projeto de software. Toda compahia que se preze precisa controlar os recursos financeiros disponíveis, além de determinar prazos para entrega, planejar orçamento e recursos humanos além de determinar se um projeto é viável ou não para a companhia no sentido de negócio. Um líder técnico tem e deve ter esse pensamento que você descreveu, mas a figura do Gerente de Projetos não está focada nessa parte, por isso existem perfis diferentes entre as pessoas, alguns preferem a parte técnica e outros uma parte mais de gestão. Como uma empresa pode vender um software se não consegue medir o tamanho dele? Como ela pode controlar o que está sendo feito e o que precisa realmente entregar dentro de um escopo determinado? Como essa mesma empresa pode prever o quanto será gasto no desenvolvimento de um sistema se não tem esses tipos de controle? Como ela pode saber o que existe negocialmente no sistema dela sem olhar códigos? Acredito que tanto projetos utilizando técnologias ágeis, quanto a parte de gestão envolvendo prazo, escopo, custo entre outras coisas são necessárias em um projeto de software, o que acredito aqui é que existem perfis diferentes onde cada um segue um caminho no qual seja mais o seu.

Ramon Durães
Ramon Durães

Um dos maiores dilemas no mundo do software é estimativa. Acho que vale até escrever outro artigo sobre essa questão. É engraçado como os processos tradicionais de estimativa falham e continuam sendo empurrados garganta a baixo de todos. É um fato real. Apenas 30% dos projetos de software são considerados sucesso. Desenvolver software é um processo completamente empírico.

Alex Lima
Alex Lima

Ramon,

Mandou super bem no artigo. Penso exatamente da mesma forma e isso sempre foi o meu maior conflito. De um lado os amigos, parentes e etc dizendo o que vc tem que fazer, pois é "A ordem Natural das Coisas" e de outro vc querendo fazer o que gosta, e o que eu gosto é ver código-fonte subindo, sacou? Mas não como peão, mas sim como alguém que possa acrescentar ao projeto com inovações, experiências anteriores e etc. Mas é fogo meu amigo. E isso tudo me fez perder um pouco a vontade de crescer mais como desenvolvedor, mais pelo medo de que no futuro não possa ter uma sálario bom, pois programar qualquer um pode fazer, pelo menos é isso que me dizem. Mas enfim, gostei muito do seu artigo e gostaria de saber se vc tem alguma dica para um desenvolvedor desesperado..rs..rs..rs.

Abraços e Parabéns mais uma vez pelo artigo.

Ramon Durães
Ramon Durães

Isso ai meu amigo. A primeira coisa é ter certeza que é realmente isso que você gosta. Depois disso procurar fazer da melhor forma criando projetos sustentáveis a longo prazo com código organizando, limpo e que possa ser continuado por qualquer outra pessoa.
[],

Vitor
Vitor

Texto fraco, sem fundamento e com diversas falhas. O que você sugere é justamente o que se espera de um gerente ou de um líder, a sua visão é que realmente está ultrapassada. As boas práticas são totalmente contra tudo isso.
Gestão de Projetos, Melhores Práticas, Modelos, Padrões, Liderança, Melhoria contínua, etc, etc.. É a nova realidade do mercado, não ver isso é remar contra a maré.
Me desculpe a franqueza, mas eu estou acostumado a ouvir isso a minha vida toda, e geralmente são de profissionais do seu perfil, desenvolvedores natos que realmente não tem o perfil gerencial. Realmente precisamos entender isso.
O grandes gerentes, CIO, CEO, etc. São exatamente os que conseguem ver em um profissional o perfil de gerente e distinguir daqueles que não tem, que é exatamente o seu caso. Ser gerente é muito mais do que isso. Mas isso ou você vai aprender com o tempo e maturidade ou nem irá aprender, pois não é o seu perfil. Mas isso é natural.

abs

Cleber Azevedo
Cleber Azevedo

Sei lá tio, pense bem, você ser muito bom em Scrum + PMBOK ou CMMI, e mesmo assim tendo essa performance extremamente ágil e capaz no Gerencimento, não pensar em qualidade pra empresa, não conseguir deixar seu StakeHolder comprometido e motivado, há coisas que não depende só do ProjectManager e uma delas é a principal que um Empresário busca, se importar com a empresa na qual pertence e com todos os seus Stakes.

Juntar tudo isso num Project você pode abrir sua campanhia que você é um Gestor.
Também gostaria de ler aqui alguém que consiga colocar em prática pelo menos 50% do que é MPSBR, entre outros, pois até hoje não encontrei, e olha que eu tento seguir, porém não consigo.

Grato

Vitor Vargas
Vitor Vargas

Cleber, sua resposta está bem confusa, não sei se vc está concorda ou discorda.
Continuo mantendo a minha opinião o artigo é muito fraco e sem fundamento algum, só demonstra a angústia de um profissional que tentou ser gerente e não conseguiu e por isso se sentiu frustado.
Claber, trabalhar ou saber "juntar" como você sugere, é sim um dos papeis fundamentais do Gerente de Projetos, e não necessariamente ele precisa abrir sua própria empresa, muito pelo contrário e faz isso ele faz isso para a empresa ou projeto na qual ele é gestor, além disse se for algo que vai contra a ética e responsabilidade profissional ele pode ser denunciado, ainda mais se for um PMP pois ele responde a códigos.

Ramon Durães
Ramon Durães

Salve Vitor,
Ainda temos liberdade de expressão para expor um ponto de vista. De forma alguma é uma verdade absoluta apenas um relato de quem vive de projetos e não de teorias. Ao contrário doque você imagina tenho muitas pessoas trabalhando comigo. E sim ser líder é o principal diferencial. Procuro sempre incentivar nas pessoas que estão ao redor a autogestão e a capacidade de tomar decisões. Foi-se criado um mito ao longo dos anos na tecnologia que evolução é ser gerente. E isso está se quebrando com valorização cada vez mais das pessoas que entregam valor de negócio.

gra gra
gra gra

So tem um problema que o autor esqueceu de mecionar!
Comprometimento, disciplina e obediência so 10% da populção brasileira tem.

Marcus Linares
Marcus Linares

Estou dentro desses 10%. rsrsrs

Ramon Durães
Ramon Durães

Eu tenho!! 100% com meus projetos!!!!

Moacyr Teixeira
Moacyr Teixeira

O texto é interessante no sentido de demonstrar o que NÃO está correto quando se fala em gestão de projetos.

De fato existem muitos gerentes cujo a meta do projeto é não se queimar junto aos patrocinadores, deixando os objetivos do projeto em segundo plano. Se esquecem da equipe, não apoiam, não resolvem impasses, não cuidam dos interesses do projeto, apenas aparecem vez em quando prá perguntar se a fase A está pronta para atualizar o cronograma.

Mas esses não são a maioria. O mercado está cada vez mais exigente e os projetos aumentam em complexidade a cada dia, exigindo maior compromisso do gerente em manter a equipe focada e este gerente servindo de "desembaraçador" de qualquer impedimento (sim, eu conheço e sou 100% favorável ao modelo Scrum) que apareça no caminho.

Em suma, aquele que vai trabalhar bos moldes listados pelo texto do Ramon Durães, de fato, deve esquecer a carreira de gerente de projetos.


Eduardo
Eduardo

Achei bastante interessante o texto, contudo é uma visão pessoal.
A Gerência de Projeto, como todas as outras áreas, precisa de um mix de habilidades: conhecimento, habilidade e ATITUDE.
Fica claro que o cliente não quer somente redução de custos, mas sim um incremento de QUALIDADE nos seus projetos, que é o que gera o diferencial competitivo.
No momento que um gerente utiliza uma "lista" de desculpas para atrasos ou outros percalços deve-se repensar se o mesmo está cumprindo o seu papel devidamente.
Gostei da frase: realmente pode-se simplificar muito, mas trabalhar com pessoas não é bem assim

André Manoel Lima da Silva Souza Pereira
André Manoel Lima da Silva Souza Pereira

Trabalhei em uma fábrica de software... E realmente tem algumas coisas que eu vivi que vi no texto. Uma equipe capacitada, pronta para qualquer desafio, mas esperando comandos para se mover. É como se fosse um jogo de xadrez... aonde o Gerente é o jogador e todo o resto são as peças... ficava triste, mas me conformava... afinal era o processo...

Depois de algum tempo eu cansei de tanta enrolação, de clientes insatisfeitos e tanto deixa que eu deixo!

Pedi demissão eu fui procurar outra oportunidade...
Encontrei uma empresa aonde o lema é TVS!
TE VIRA SOZINHO!
Foi aí que comecei a ver que realmente eu era capaz de fazer muito mais do que ser apenas mandado...
O Gerente, faz a entrevista com os clientes, Repassa as demandas para equipe... define os prazos...
A equipe se envolve! Todos se empenham para entregar ao cliente o melhor produto!
Existem testes! Correções! Homologação... Produção! TUDO que tinha na fábrica...
Só que com o processo TVS as coisas funcionam... Aqueles que precisam ser carregados não podem fazer parte desse time... e eu vejo o lucro da empresa na minha frente! Muito diferente dos atrasos de salários que ocorriam e ainda ocorrem na outra empresa...
Mudança... e comprometimento! Essas são as palavras que eu vejo hoje que não haviam antes com aquele processo engessado!
Muito bom o artigo!

Ramon Durães
Ramon Durães

Muito interessante o seu depoimento. Quem vive o desenvolvimento de software no mundo real vive hoje tudo que você relatou. Até a próxima!!

Heloisa Biagi
Heloisa Biagi

É por isso que eu sou fã de metodologias agile. Vejo tantos projetos grandes se tornarem verdadeiros elefantes brancos por causa da burocracia, que no final sempre acabo me perguntando: "se tivessem aplicado o Scrum para fazer isso, não teria sido mais rápido, ágil e menos doloroso"? E sempre chego à conclusão que sim. O PMI teve sua importância, mas principalmente para projetos web, cheio de demandas de última hora, acho que as metologias agile são infinitamente mais eficazes na hora de gerenciar um projeto.

Leonardo Metelys
Leonardo Metelys

Para ser gerente é preciso gostar desse tipo de desafio.
Os problemas com a entrega de um projeto envolvem inclusive os problemas que o próprio cliente irá causar - como saber se eles estão organizados para passar por cada fase do projeto? como saber se eles mesmos estão validando os dados que estão solicitando fase à fase ? A meu ver o gerente não deve somente trocar e-mails, mas precisa acima de tudo obter do cliente papéis assinados comprovando o final de cada fase e o início de uma nova fase. Em muitos momentos tratam-se somente de entregas e mudanças e no preço a pagar por cada uma delas. Mas o compromisso de se chegar ao final de cada fase deve ser mútuo: tanto do cliente quanto da equipe de projetos.

Ney
Ney

Amigo estou entrando agora em um cursinho preparatório para PMI,gostaria de saber se realmente vale a pena ?

tenho algumas qualidades que me encaixo, você tinha isso também ?

Algo tipo assim isso é para mim mesmo.

Grato

Bruno Eugênio
Bruno Eugênio

Parabéns pelo texto!
Hoje em dia as pessoas se apegam muito a essa sopa de termos e letrinhas: PMI, CMMI, Scrum... Eu vejo por aqui que em todas as áreas á muita coisa que só serve para ficar bonitinho no papel (como você falou, copiar e colar os riscos na planilha de acompanhamento toda semana, por exemplo) e também há aquelas práticas que sinceramente nunca vão funcionar na prática (ter um P.O. participando sempre é sonho para boa parte dos praticantes de Scrum... e é muito bonito ouvir isso nos treinamentos!). Venho pensando exatamente nessa linha do seu texto: O negócio é ser funcional e deixar todos os envolvidos felizes com os resultados. E, no final, todos queremos o sucesso que é a coisa mais motivadora para uma equipe, sponsor, empresa, clientes, gerentes... Somar e não engessar, eis o lema!

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