Ultimamente, o que mais se ouve falar é sobre o desaparecimento dos setores
de TI das empresas e o reforço e a consolidação no novo mercado que é a
Segurança da Informação, ou SI. Apesar de a Segurança da Informação já ser
uma realidade e estar cada vez mais ganhando mercado, os setores de TI
ainda sobrevivem, pelo menos nas médias e nas pequenas corporações, pois, se
analisarmos bem, o setor de TI de uma empresa é similar a pagar um
serviço de “jardinagem”, ou seja, quando o problema acontece, o
serviço é acionado, o técnico vem e resolve a situação.
A tendência é que, juntamente ao conceito de tecnologias verdes, tudo se
volte para ambientes virtualizados e/ou distribuídos nas nuvens
privadas, principalmente.
Em reuniões de corporações que não são da área de tecnologia, o que se
ouve muitas vezes, infelizmente, é que o setor de TI é visto como um mal
necessário, que é preciso terceirizá-lo ou, de alguma outra forma, é preciso cortar o gasto.
Com o mercado cada vez mais competitivo e globalizado, as corporações
não querem mais correr riscos e para isso podem recorrer a ferramentas
como DLP – Data Loss Prevention
ou Gestão de Eventos Corporativos, que são oferecidas por empresas que
já trabalham nessa área, em países como a China, por exemplo. Afinal, a
informação, ou a segurança dela, também faz parte de decisões
administrativas. Imaginem um colaborador enviando um arquivo para ele
mesmo no seu e-mail pessoal ou copiando para o seu pen-drive. Quem
deverá ser informado?
Claro que há prós e contras. Quanto a Cloud Computing,
as principais vantagens que vejo são o baixo custo em relação a manter
um setor de TI, além da confiabilidade e inovação, tendo em vista que a
intenção é baixar os custos e tornar acessível a todas as corporações e
assim tornar o acesso às novas ferramentas e aos recursos tecnológicos possível a
todos. Talvez a única coisa que vejo como um contra é a visão negativa
dos potenciais clientes sobre justamente a confiabilidade, ou seja,
preocupações como privacidade e de conformidade. Há casos em que
o cliente quer realmente saber se a informação está mesmo no seu país, por
exemplo.
Quanto a ter um departamento de TI dentro da corporação, um aspecto
negativo é justamente o custo, que é alto. Geralmente paga-se um salário alto para o
gerente, e salários razoáveis a outros tipos de funções.
No entanto, há empresas que cobram por armazenamento na nuvem começando a
US$ 50,00 por usuário. Acredito que a maior vantagem seja ter uma equipe competente, que conhece o negócio da empresa, dentro de casa.
Cabe aos gestores de TI se adequarem às novas transformações e
identificarem quais são as novas tendências, ou poderão ser “rebaixados”, em uma maneira de falar. Essa transição será demorada, não é algo para hoje, e mesmo assim
não acredito que o setor de TI será “assassinado”.
Para a maioria das empresas o céu ainda está nebuloso para um
entendimento de que deverá haver uma parte do orçamento da corporação
dedicado para essas novas soluções.
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