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Gerência de TI

Capacity Planning: conceito, importância e visão geral

Olá, leitor!

Este é o primeiro de uma serie de artigos com o objetivo de abordar Capacity Planning e desempenho computacional. Começarei abordando de forma geral os seguintes temas:

  • Conceito e importância do Capacity Planning em uma organização.
  • Quais os pontos de atenção e os desafios dentro de uma organização que devem ser levados em consideração quando existe o desejo de contar com uma área/processo de Capacity Planning.
  • Issues técnicas, dicas, etc.

O processo de gerenciamento da capacidade é de suma importância do planejamento de TI de qualquer empresa, particularmente empresas com um parque de infraestrutura grande, onde temos além do desafio de implementar um processo multidisciplinar em um ambiente de TI de alta complexidade. 

O desafio de gerenciar um ambiente de alta complexidade passa pelo dimensionamento de infraestrutura de TI, seja para evitar surpresas, manter TI alinhada às expectativas de demandas do negócio (crescimento natural do negócio ou demandas pontuais que exijam mais dos sistemas da organização), bem como se manter competitivo em um cenário de custos otimizados. 

Assim, implantar um processo de gerenciamento de capacidade se torna essencial para TI. Este artigo aborda as principais etapas da implantação de um processo de gerenciamento de capacidade e quais sub-processos são indispensáveis para sua maior efetividade. 

Entretanto nos focamos na gerência de capacidade para o ambiente de infraestrutura (capacidade de recursos de servidores e aplicativos), sendo essa considerada de vital importância para TI, de onde são derivadas medidas de capacidade de negócio e serviço.

A primeira etapa para a definição da gerência de capacidade é limitar o escopo de atuação da área. Neste caso, optamos por trabalhar juntamente desempenho e capacidade computacional de forma a obter uma visão mais completa do parque de servidores da organização.

O processo de gerenciamento da capacidade e desempenho computacional tem por objetivo:

  • Obter uma visão geral sobre a capacidade existente na infraestrutura e ba capacidade sistêmica;
  • Ter possibilidade de planejar a capacidade antecipadamente;
  • Estimar o impacto de novas aplicações ou modificações de funcionalidade no ambiente;
  • Obter economia de custos;
  • Alcançar melhores serviços em harmonia com os requisitos de negócio.

Para alcançar esses objetivos, temos que cobrir algumas dimensões da empresa que afetam diretamente os sistemas e a infra. Podemos destacar:

  • Projetos;
  • Crescimento natural do negócio e planejamento de capacidade;
  • Desempenho computacional e melhorias.

A seguir, descreveremos como cada dimensão afeta o processo de gerenciamento de capacidade, direta ou indiretamente, abordaremos fluxos e possíveis indicadores que podem ser gerados para medir o resultado do processo, bem como desafios que podem ser encontrados nesse ínterim.

Projetos

Eventualmente, novos projetos afetam a capacidade planejada para organização, sejam novos clientes que utilizaram o serviço, aumento de vendas, etc. Esse numero não foi planejado em tempo de orçamento, mas apresenta um percentual alto de aumento de negócio e consequentemente na carga sistêmica da empresa.

Mesmo projetos que não representem alterações significativas devem ser submetidos à análise de capacidade, já que alterações sistêmicas também causam impactos. Nesse ponto temos um desafio: criar uma harmonização dos processos para que não existam gaps nesse processo.

Orquestrar quais processos devem vir antes da análise de capacidade no projeto é de extrema importância, o recomendado é que ela seja um dos primeiros pontos a ser verificado após o requisito, pois definirá o total de investimento e consequentemente a viabilidade do projeto. Entretanto, na ausência de algumas informações, não é possível realizá-la com a acurácia devida. Propomos, de forma geral, o seguinte fluxo:

Além da menor incidência de incidentes relacionados após a implantação de projetos, esse processo garante que os projetos não serão replanejados por motivo de capacidade.

O indicador mais adequado aqui pode ser o percentual de projetos que passaram por replanejamento por motivo de ausência do estudo de capacidade, afere a penetração do processo nas áreas de projeto e negócio e o acompanhamento da curva de replanejamento de projetos, que tende a diminuir. 

Crescimento natural do negócio e planejamento de capacidade

O planejamento de capacidade e o acompanhamento do crescimento natural do negócio são os cores do processo de capacidade. Dimensionar corretamente a infraestrutura com base no conhecimento do volume de informações processado é extremamente importante para evitar surpresas e para otimizar custos, além das reduções de incidentes e desvios de performance.

Para esse processo, existem desafios a serem cumpridos. Podemos citar:

  1. Conhecer quais volumes de negócio se relacionam a quais elementos de infraestrutura.
  2. Conhecer quais linhas de serviço os volumes de negócio atendem.
  3. Conhecer as principais características que impactam os servidores.
  4. Agrupar os servidores por linhas de negócio/serviço.

O item 4 não apresentará uma carga de trabalho significativa se você contar com um processo estabelecido de gerenciamento da configuraçã.

No próximo artigo, abordaremos outros processos que julgamos de importância fundamental para a gestão de capacidade.

Até lá.

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13 Comentários

Como elaborar um relatorio de capacidade?
Template de capacity planning?

essas são as maiores duvidas e meus maiores tormentos .. alguma dica?

    Rodolpho Freire

    Olá André

    Tenho dicas sim. O Assunto de montar um plano de capacidade é bem complexo, além de saber bem quais recursos precisam ser avaliados, deve ser levado em consideração onde o contexto do ambiente e do negócio que eles atendem.

    Vou começar a abordar o assunto no próximo artigo, mas caso tenha alguma dúvida especifica fique a vontade de me escrever ou trocar mensagens aqui ou no twitter (@3dotz) / blog (rodolphof.wordpress)

    Abs

    Rodolpho

Caro Rodolpho,
Este é um campo de TI que existem grandes áreas de duvidas.
Nós leitores do IMASTERS contamos com a sua dedicação e tempo para explanar ao máximo possível este tema que é uma “variável” atormentadores dos gestores de TI.
Aguardamos Os próximOs artigos.
Evandro

    Rodolpho Freire

    Evandro, nos acompanhe que o próximo artigo será sobre os demais processos interessantes à gerência de capacidade. Caso queira algum tema, pode sugerir.

    abraços.

    Rodolpho.

    Onofre Alcubillas

    Tou precisando de profissionais expertoenclave Capacity Planning para
    Trabalhar en SP! Multinacional.

Castanheira

Bom dia André,
Primeiramente parabéns pela sua dedicação.
Gostaria de entender quais as variáveis que devo considerar num planejamento de capacidade para um ambiente de desenvolvimento/homologação.

    Rodolpho Freire

    Castanheira, peço que leia a parte 2 do nosso artigo que deve elucidar algumas outras dúvidas sobre o conceito de capacity.

    Especificamente para “capacity planning” para ambientes de desenvolvimento e simulação, não é um conceito aplicável. O “capacity”, é especificamente correlacionar crescimento de negócio com crescimento de TI, e isso não ocorre nesses ambientes.

    Geralmente (ou de acordo com as politicas da empresa), esses ambientes representam um percentual dos servidores de produção e um percentual da massa de dados consistente o suficiente a ponto que possa ser analisada a performance e feito cálculos estatísticos de forma a projetar o consumo para produção.

    Nosso terceiro artigo começara tratar de métricas de capacidade. Fique de olho. e sinta-se a vontade para tirar eventuais duvidas.

    abraços.

    Rodolpho.

Vladimir

Boa tarde André

Eu estou usando o capacity planner dashboard e o data manager como que eu faço pra receber email de alerta disso?

Vladimir

Rodolpho Freire troquei o seu nome desculpa

    Rodolpho Freire

    Vladimir, tudo bem ?

    Pelas ferramentas você está tentando dimensionar uma maquina virtual, mas que tipo de alarmes se refere ?, tente ser mais especifico.

cristiano

Rodolfo, boa tarde !

Estou atuando em Capacity Planning em Redes/Telecom no Banco ItauBBA, e aqui eles usam maquinas virtuais e servidores virtuais tb, ou seja, nao tem CPU (apenas Thin Client). Estou meio perdido por onde comecar. Aqui sera implantada uma ferramenta da Computer Associates chamada Ehealth para monitorar a rede do Banco (links, memoria e cpu), voce tem alguma ideia de como devo comecar a implantar ou atuar no capacity planning aqui?
Muito obrigado

Cristiano

Rogério Maraccini

Olá, eu trabalho com CP desde 2007 e pude entre outras observações e experiências inclusive em empresas citadas acima, alinhar quais os modelos matemáticos empregados nos cálculos e o foco das n ferramentas aplicadas ao negocio das empresas. Pensem por exemplo a economia de um CP para o nível de utilização de link de comunicacao x esgotamentos x horários de picos, como uma equação que resulta num conhecimento do comportamento do ambiente, trazendo vantagens de economia financeira e recursos. Agradeço e Parabenizo o Rodolpho pela matéria

Bruno Andrade

Olá
Faço Sistemas de Informação Na Universidade Estadual do Sodoeste da Bahia
Estou desenvolvendo minha Monografia Na area de BPM, mas ainda não foquei em algo

Estou querendo Fazer:
Realizar Coreografia de Processos em BPMN 2.0 em 4 Micro-Empresas no ramo de Bicicletaria , para ajudar a melhorar os processos de negócio ( otimização de processo). administrar e planejar melhor os recursos (capacity planning). comparar engines de execução de 4 Ferramentas (Bonita Soft, Activiti, Jbpm de Jboss, etc). E compará-las para saber qual melhor se adequa.

Gostaria de Saber se o senhor tem uma ideia melhor, ou que possa me da uma direção melhor nesse aspecto.

Obrigado

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