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As Mídias Sociais vão absorver a TI?

Lendo o título de relance pode até parecer um exagero, mas acompanhando a evolução da TI, a pergunta começa a fazer sentido.

Se voltarmos um pouco ao tempo em que os computadores começavam a ser interligados em rede, qual era o grande desafio?

Era conseguir armazenar informações (arquivos), de forma confiável, num lugar centralizado (pouco criativamente chamado de “Servidor de Arquivos”).

Foi a época de ouro das Redes Novell e dos “administradores de rede”, que ganharam notoriedade e dinheiro por saberem instalar e configurar esses caríssimos sistemas.

Depois vieram servidores que, além de armazenar arquivos, também rodavam aplicações como bancos de dados, sistemas de gestão, CRMs, etc.
Muitos administradores tiveram que aprender novas línguas: as da Microsoft e do UNIX.

Eis que surge a Internet, e então o compartilhamento de arquivos passa a se dar através de Servidores Web e dos protocolos estabelecidos pela Internet.

As aplicações também saíram dos servidores dedicados e foram para os Web Servers. Apesar do termo “Computação na Nuvem” estar muito na moda hoje, desde o seu início a Web JÁ ERA Computação na Nuvem!

Nessa história toda, alguns desafios foram constantes. Desafios que as plataformas de Mídias Sociais estão ajudando a resolver:

  • Cadastro de usuários e Autenticação
  • Armazenamento confiável da Informação
  • Controle de Acesso à Informação (individualmente ou por grupos)
  • Instalação de aplicações num ambiente fácil de acessar e de manter


Repare que, no ecossistema das Mídias Sociais, você pode fazer tudo isso utilizando componentes populares do dia-a-dia:

  • Cadastro de usuários e autenticação: Está ficando cada vez mais para o lado do Facebook, apesar de o Twitter também oferecer esse “serviço” de autenticação para outras aplicações.
  • Armazenamento e controle de acesso: Quer coisa mais prática do que o Google Docs? Você pode compartilhar seus arquivos com o mundo, definindo exatamente quem pode e quem não pode ver ou editar seus documentos. Será ainda mais interessante quando pudermos definir essas permissões de forma integrada com o Facebook e com o Twitter. Além disso, muitos outros serviços permitem que você compartilhe suas fotos, vídeos, músicas, com total controle de quem tem acesso.
  • Aplicações: Esta dificilmente alguém tira do Facebook. O Facebook pode se tornar o novo browser. As pessoas acordam e abrem o Facebook. Antes até do e-mail. Em breve, você terá suas aplicações rodando dentro do Facebook, sem se importar se está acessando a rede pelo seu computador, netbook, iPad, iPhone ou console de games. As pessoas não vão querer sair da tela do Facebook para acessar o Home Banking, mandar mensagens ou fazer compras.

É… parece que o cenário está mudando novamente, e profissionais e empresas terão que se adequar mais uma vez.

Será muito difícil para as áreas de TI, acostumadas com o poder centralizado e o controle de tudo, deixar aos usuários a decisão de como utilizar e compartilhar suas informações.

Os usuários já estão entendendo as novas ferramentas, e irão utilizá-las mesmo que a TI tente impedi-los!

Tudo depende de pessoas

As empresas precisam escolher um dos caminhos:

  1. Investir pesado em técnicas de comando e controle, impedindo o uso de mídias sociais, o uso de pen-drives para levar informação para casa (onde o funcionário tem acesso às mídias sociais), e até a memorização de informações para digitar no Twitter e no Facebook ou…
  2. Investir em pessoas, conscientizando-as sobre os benefícios e os riscos do uso das mídias sociais. Afinal, se a empresa não confiar em seus funcionários, como ela vai sobreviver?
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6 Comentários

Legal o pensamento Luciano, também já me peguei pensando em algo parecido. Mas o que acontece quando você dá liberdade para o funcionário e ele extrapola no uso das redes sociais? O caminho natural não seria ir cortando os acessos aos poucos?

    Luciano Palma

    Olá Marcelo,
    Se a empresa dá liberdade ao funcionário e ele extrapola, o problema não está na TI. Está no RH.
    Antes de adotar as tecnologias, a empresa precisa fazer a sua “lição de casa” e ter funcionários motivados e comprometidos.
    E esse é o lado mais interessantes das Redes e Mídias Sociais: a TRANSPARÊNCIA.
    Empresas que investiram em seus funcionários estarão preparadas e usufruirão dos benefícios. As outras…

    Marcelo Sales Valério

    Marcelo,

    trabalho na TI em um dos maiores bancos do Brasil e do mundo, nem preciso dizer que o acesso as redes sociais e bem restrito. Menos para a minha área (Sites Institucionais) e para o pessoa do Marketing, pois tanto um como o outro estão envolvidos em N projetos que fazem uso das diversas redes sociais e é claro que precisamos do acesso, tanto para acompanhamento, quanto para utilização de seus serviços e API´s.

    No caso da TI Sites Institucionais, somos em um total de 38 pessoas, todas com acesso liberado e todas conscientes do uso que podem fazer das redes. Claro que piadinhas diárias rolam, com a foto do fulano na festa de fim de ano, etc… mas tudo dentro de um ambiente amigável e com todos se respeitando mutuamente.

    Além disso, a cultura da empresa deixa claro que as consequências por má utilização do serviço são do próprio usuário, ou seja, ninguém se arrisca de besteira. Como controlar? Ora… tendo uma área exclusivamente para esse fim.

    Pego a sua última frase “O caminho natural não seria ir cortando os acessos aos poucos?” e complemento que o caminho natural seria ir cortando AS PESSOAS AOS POUCOS, até mesmo para servirem de exemplo aos outros. Afinal, o problema NÃO está nas tecnologias em si, mas sim o uso que as pessoas fazem dela e isso é reponsabilidade de cada um, todos sabem até onde podem chegar e o que podem fazer se as regras do jogo estiverem claras… :)

    Abs!

Taffarel de Lima Oliveira

Luciano, essa questão chega até o nivel de segurança da informação. E outra, se as empresas hj em dia nao investirem na segunda opção realmente ela não vai sobreviver. A primeira opção na minha opinião defasada. Bacana o tema.

    Luciano Palma

    Oi Taffarel,
    O centro de tudo continuará sendo: PESSOAS.
    Vide o fenômeno WikiLeaks… até onde a segurança da informação pode atuar?
    O elo fraco da cadeia (de segurança) é sempre o mesmo: PESSOAS.
    Novamente, um bom trabalho de gestão de pessoas, com funcionários motivados, conscientes e comprometidos é o melhor sistema de “segurança da informação” ;)

Taffarel de Lima Oliveira

Agora tenta falar isso com o chefe cabeça dura. kkk

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