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Arquitetura de Informação + Design & UX + Mercado + Tendências

Especificações orientadas a clientes e equipe traz resultados eficientes

Quando a web foi criada não trouxe em anexo os profissionais que iriam
gerir, promover e contextualizar seu conteúdo no mundo real.

Por conta disso e contando com a
falta de profissionais web presentes no big bang da rede mundial, ainda
hoje vemos as mais variadas disciplinas brigando, se apaixonando, se
casando e até mesmo construindo um lar real para o incontável número de
informações que passam rapidamente pelas telas dos
computadores.

Com essa constante adaptação, nós podemos ver desfilando livremente pelo Team das agências e empresas de TI as mais variadas formações
profissionais.

Estas acabam contribuindo para os novos desafios promovidos pela web,
dentro da arquitetura de informação, e ajustando todo o compasso, até então mal utilizado, da forma a comunicação.

Nesse emaranhado de novidades e de “nascimentos”, muita coisa mudou e se
adaptou às novas exigências do mercado digital, cada vez mais presente
e ativo.

Ainda no contexto de evolução contínua, podemos ver as áreas que cuidam da experiência e do resultado durante a navegação, encontrando e somando expertise para trazer uma melhor e mais fiel
experiência para o internauta.

O resultado dessa multidisciplinaridade em equipe é a geração de bons trabalhos digitais que repercutem diretamente em retorno para a empresa, atingindo um quase equilíbrio entre cliente e usuários satisfeitos.

Embora o entendimento da necessidade de integração de disciplina
seja uma realidade em constante desenvolvimento, ainda existem alguns
ângulos do processo que ficam perdidos. Um deles é a interpretação dos
protótipos dos arquitetos de informação.

Já que os autores se originam de diversas áreas e também pelo fato de a
profissão ainda estar se consolidando em muitos ambientes de
desenvolvimento web (quer seja agência ou consultoria), são criadas
especificações com estilos muito particulares, que, ao serem apresentadas para a equipe,
geram um entendimento deficiente que poderá se converter em resultados
menos claros, equipe estressada e descontentamento geral.

Redigi algumas linhas sobre especificações
geradas pelo trabalho da arquitetura da informação. Não entendam como
regra básica, pois muita coisa ainda está se adaptando, mas com alguns
princípios poderemos fazer produtos que sejam claros e de boa
interpretação para os envolvidos no processo.

Para que serve uma especificação de AI?

Sitemaps, fluxo de transações, wireframes, métricas de performance, plano de implementação, matriz de escopo e o que mais sua imaginação puder lembrar servem para uma única e exclusiva função: orientar.

Mas orientar quem?

  1. Cliente: orientar para entenda a dimensão, as premissas, a organização de informações e os fluxos que o projeto dele comporta;
  2. Gerente de Projeto: orientar no escopo e nos prazos do projeto;
  3. Designers: orientar no que diz respeito à localização dos blocos de informações de cada tela; 
  4. Desenvolvedores: orientar como será o fluxo da navegação em cada seção.

Check list em que vale a pena dar uma conferida

Para que sua especificação seja interpretada de forma correta por todas
as pontas do projeto (cliente/equipe), é importante verificar se ele
está cobrindo a maioria das sugestões abaixo:

  • Cada projeto pode receber um tipo de protótipo. Projetos em que o design
    de interação fale mais alto, como hotsites e portais promocionais, devem
    ter um wire mais aberto (sem detalhamentos que engessem os criativos) e
    tudo deve ser extremamente conversado com a equipe, pois juntos vão criar uma melhor
    experiência para o produto/serviço que será ofertado.
  • Projetos mais complexos como e-commerces devem conter, pela quantidade
    de UX e controle de vocabulário, uma arquitetura mais detalhada e gerar protótipos navegáveis.
  • Extranets ou intranets, onde a encontrabilidade é um fator fundamental,
    devem ter seus wireframes construídos juntamente com os desenvolvedores
    do projeto (analistas e programadores) para que não seja criado um
    ambiente implementável apenas com linguagens alienígenas ou pertencentes
    a um futuro distante.
  • Nem sempre o protótipo conseguirá cobrir as espectativas e
    os entendimentos da equipe e/ou do cliente, portanto temos que usar todas as
    outras possibilidades de especificações como sitegramas, vocabulários
    controlados e a própria especificação funcional das telas.
  • O wireframe tem a intenção de ajudar o designer a estruturar o site ou
    o sistema, e não ensinar o design como fazer o seu layout. Se você é um
    arquiteto que antes era designer, cuidado com os super protótipos. Tenha
    modos e respeite a linha de ação da disciplina que você não mais
    professa.
  • Wireframe por default, e para melhor entendimento do conceito de
    “protótipo”, não tem cor e nem imagens. Porém não sejamos xiitas demais!
    Se o cliente tem dificuldade de abstrair o protótipo para a realidade
    dele, pense com carinho na possibilidade de inserir imagens que estejam
    contextualizadas com o negócio dele.
  • Se existem telas que são complicadas até para você, arquiteto de
    informações, imagina para o cliente ou para a equipe – que certamente não ficou
    lendo e decorando as 10 heurísticas do Nielsen. Seja um bom AI e
    explique bem cada passo desse fluxo de forma clara para todos que estão envolvidos com o projeto. A equipe contribui muito no processo de criação. Fale com as
    demais áreas e você verá que além do entendimento global haverá
    algumas boas idéias que você pode, antes de finalizar a especificação,
    integrar na sua arquitetura. Não seja muito introspectivo, converse!

Não esqueça que especificações de Arquitetura da Informação não são diários particulares de
suas experiências no projeto, e sim livros que se tornarão best-sellers
para todas as pessoas que trabalham na construção do website ou sistema
web. Oriente-se!

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