/Design

Me vê um site especial de carne com Twitter, por favor!

Ricardo Rocha Pereira
em Arquitetura de Informação

Agora tudo é pedido com a maior naturalidade, como se você estivesse em uma
feira – frente à frente ao programador – e aqueles vários sites fritando
no óleo quente.

Brincadeiras à parte, por mais que
desenvolver sites seja “commodities”, dá muito trabalho fazer algo com
qualidade e que agrade em demasia quem vai navegar, quem desenvolve e
quem compra o serviço. Um bom projeto Web tem, no mínimo, quatro fases
maiores.

Confira essas etapas em detalhes:

Planejamento

Muitos
ainda acham que durante esta fase ninguém trabalha, no entanto, planejar é
entender o público-alvo, definir objetivos, estratégias e a tecnologia a
ser utilizada. Conforme diz sabiamente Steve Krug no livro “Não me faça
pensar”, em vez de ficar discutindo o que o usuário prefere na
interface (ou o que cada um prefere), é melhor fazer testes como
usuários potenciais.

Geralmente, nesse momento, deve-se contemplar um bom
briefing e muito estudo, pois daqui sairá toda a forma de navegação do
projeto que é chamada de wire-frame – podemos citar este modelo como exemplo. O
wire-frame/planejamento norteará todas as próximas fases, ou seja, é o
melhor momento de errar, corrigir, revisar e corrigir novamente.

Criação

Os feios que me
perdoem, mas ter um site bonito é fundamental! Mas, bonito pra quem? Isso
não é gosto pessoal? Com base no que foi feito anteriormente, aqui os
designers de plantão podem “viajar”, criar um conceito mirabolante,
pintar, desenhar imergir no mundo da “arte for web”. É bom lembrar que,
para criar, todos os padrões de usabilidade devem ser colocados em
prática, pois sabemos que não adianta ter o site mais lindo do mundo
sem uma comunicação efetiva e estimulante para o usuário.

Programação

Mãos à
obra! Agora é o momento de pegar tudo aquilo que foi feito até agora e
codificar. Sim, você entendeu certo: transformar a mais bela arte em código não é uma
tarefa nada fácil e exige uma trabalhão!

Nesta etapa é importante uma ótima
sinergia entre programadores e criadores, já que é um momento em que tudo
tem que se transformar em páginas navegáveis, com menus funcionais,
animações bem feitas e tudo abrindo corretamente em todas as últimas
versões dos navegadores existentes. Pasmem, um bom programador (ou
uma boa equipe de acordo com o tamanho do projeto), deve testar todo o
site em browsers diferentes e se certificar de que tudo correu bem.

Homologação e publicação final

No
ambiente de aprovações, o projeto é passado por uma bateria de testes,
correções e até mesmo um pente fino no conteúdo para chegar ao tão esperado
momento de colocar o site no ar.

Parece fácil? Bom, pra quem trabalha
com isso e conhece de verdade, entende como deve ser valorizado um
projeto com qualidade. Programadores, designers, redatores, arquitetos
de informação, “searchs”, “motions” etc. sabem que, pra fazer bonito, é
necessário muito estudo e experiência.

Lembre-se: na próxima vez em que for à
“feira”, considere que existe um prazo razoável para o site ficar pronto
com qualidade, pois todo mundo conhece a história do “barato e rápido
que saiu caro”. Afinal, bons profissionais devem ser muito bem
remunerados, e isso não muda em nenhuma área.

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Ricardo Rocha Pereira

É consultor de marketing digital, área em que atua há quase uma década. Professor da Associação Brasileira de Marketing Direto e sócio-fundador da Amplementa - Agência Digital, apaixonado por tudo que envolve comportamento, pessoas e tecnologia; Practitioner em Programação Neurolinguística, empreendedor e curioso desde criança.

36 comentários Comente também

  1. Nossa, parece que o imasters realmente consegue reunir os melhores dos melhores colunistas do Brasil.

    ótima materia Ricardo, muito boa mesmo, acho que estas preciosas informações transforma simples pessoas que fazem sites em verdadeiros web designers, programadosres, emfim profissionais de web.

    Agora, me permita fazer um pedido, tenho procurado sempre materias que sejam um pouquinho mais específicas, mais só um pouquinho mesmo, nada de muito técnico. Uma materia que narra mais detalhadamente o processo de criação de um site, quais os passos, softwares, ferramentas e etc.

    Abração e sucesso.

    1. Olá Gustavo! Tudo bem?
      Fico feliz que tenha gostado.

      Pode ter certeza que irei incluir suas sugestões nos próximos artigos.

      Muito obrigado pelo seu comentário.
      Abraços e sucesso ;)

      Ricardo Rocha (@ricardurocha)

    1. Olá Fernanda!
      Concordo plenamente contigo.

      Por exemplo, eu não entendo NADA de carro, no entanto, exijo do meu mecânico apenas o que ele se propõe à fazer no tempo em que determina, pois confio no trabalho dele.

      O que acontece em alguns casos, é que a agência promete um prazo que não consegue cumprir e isso acaba “denegrindo” a imagem de quem trabalha na área – Ai temos um outro problema que vale outro artigo, rs.

      O que é combinado não sai caro e tudo é uma questão de alinhar expectativas de ambas partes.

      Usuários mais exigentes + profissionais qualificados e sinceros = projetos com qualidade!

      Obrigado pelo comentário!
      Abraços

      Ricardo Rocha (@ricardurocha)

  2. Parabens meu querido vc esta cada vez melhor Ricardo, conheço seu trabalho desde quando vc era mais novo e evoluiu demais , otimo web Design e sua simplicidade é o que faz de vc esse sucesso todo parabéns.
    E li seu artigo e estou impressionado karaca meu se ta fera msm.
    abração e continue nesse sucesso todo falouuu………

    1. Olá Arlington,
      Muito obrigado pelo seu comentário.
      Qualquer sugestão para novos artigos é só falar!

      Abraços

      Ricardo Rocha (@ricardurocha)

  3. Oi Ricardo,
    Gostei muito do artigo, e gostaria da tua opinião sobre algo semelhante:
    Hoje em dia a maioria dos sites são dinâmicos (no sentido de animações), muitos têm interação com o usuário gerando conteúdo e diversos outros “clichês” da Web 2.0.
    Eu queria saber a tua opinião, e com sorte de outros leitores, sobre a seguinte pergunta: estas coisas são indispensáveis hoje em dia?
    Por exemplo: digamos que eu tenha uma empresa e quero fazer um site. Ao meu ver, não preciso necessariamente de animações, comunicação com Twitter/Facebook e etc. Acho que as vezes um site simples (e mesmo assim bonito/elegante) serve, não precisa usar as mais modernas tecnologias.
    O que tu acha disso? Hoje em dia simples sites estáticos não são mais bons o suficiente?

    abraço!

    1. Olá Oscar,
      Acredito que as funcionalidades de um site e suas animações e interações com o usuário partem de um princípio, qual o seu público alvo? Qual o perfil deste grupo? ou então, quem vai acessar seu site? Qual a faixa etária? O nível de instrução? etc.

      Respondidas estas perguntas esboçasse o projeto de acordo com as características levantadas.

      Abraços

      Obs.: Bom artigo Ricardo.

    2. Olá Oscar, tudo bem?
      Complementando o que o Murilo (abaixo) sabiamente respondeu, acredito que os profissionais que atuam na área devem ter um foco maior no “quem” (quem é o público-alvo) e depois pensar no “que” (o que fazer).

      Para elucidar um pouco mais esse tipo de abordagem, existe um livro muito bacana chamado “Fenômenos Sociais nos Negócios” da Charlene Li. O livro, além de cases, mostra o processo ideal que devemos seguir para conseguir bons resultados em qualquer projeto através do método POST (Pessoas, Objetivos, Estratégias e Tecnologia), ou seja, pensar nessas etapas seguindo uma ordem lógica para cada público.

      O que sabemos é que cada vez mais, essa interação através das redes sociais são essenciais para engajar e atrair os usuários!
      Obrigado pela interação e pelo ótimo comentário!

      Abraços – Ricardo Rocha (@ricardurocha)

    1. Parabéns pelo artigo. Foi bastante objetivo e claro. Um artigo muito bom para quem é leigo na área.
      Habner Nascimento, comparar o que ele escreveu ao que está escrito no RUP acho que você viajou um pouco. RUP tem muito mais fases do que ele aqui escreveu, se fossemos adotar o padrão RUP para desenvolver site estariamos fazendo site para o Netscape 1.0 ou Mosaic. rsrsrs

  4. Olá Helai,
    Ótimo feedback, thanks – Meu objetivo é escrever pra quem é mais leigo mesmo, menos técnico e mais claro! Que bom que foi essa sua percepção.

    Continue contribuindo ;)

    Abraços
    Ricardo Rocha (@ricardurocha)

  5. Até pra fazer bolo a gente precisa separar os ingredientes, seguir a receita e botar no forno antes de comer. E ai de você se o bolo não ficar corado e fofinho!

    Famoso copy-paste…

    e não precisa agradecer :D

  6. Pensando bem, descontando que o texto não é novidade pra ninguém o que está errado é o lugar onde foi publicado.

    Isto deveria ser lido por leigos, ou, mais precisamente, por clientes potenciais. Mas provavelmente a secretária do diretor da empresa que precisa de um site nunca vai encontrá-lo e talvez nunca saiba que um site não é igual a um pastel.

    Ai fica parecendo apresentação de músico pra músico, um metendo-o-pau no outro e nada resolvido.

    té mais.

    1. Olá,
      Concordo contigo – Precisamente foi esse o objetivo, nada muito técnico com um conteúdo que não é novo para nós que somos da área.

      No entanto, um texto didático para enviar para quem não é da área e fatalmente serão nossos potenciais clientes, como o exemplo da secretária do diretor ou até mesmo o próprio diretor.

      É a 1ª vez que escrevo para o Imasters e todo feedback é positivo!
      Valeu!

      Ricardo Rocha (@ricardurocha)

  7. Olá.
    Obrigado pela resposta! Penso na mesma direção, que cada público alvo tem que ser abordado de forma diferente. Um site mais elaborado demanda mais investimento, e o retorno nem sempre vale a pena. Mas como estou vendo cada vez mais sites muito elaborados, gostaria de saber a opinião de outras pessoas.

    Sobre o artigo “ser para leigos”, acho que é exatamente a parte interessante: mesmo sendo desenvolvedor, nós temos que nos comunicar com pessoas que não são da área. Abordando assuntos de modo mais simples, aprendemos mais “vocabulário” e novas abordagens para tratar do tema, o que vai ajudar quando precisarmos falar com as pessoas que não são técnicas. Melhorando a nossa comunicação.

    Desenvolvimento não é apenas assunto de baixo nível e programação, desenvolvimento é muito mais amplo que isto e coisas mais gerais e “simples” também fazem parte. Por isto gosto destes artigos mais alto-nível, até por isto escrevo artigos semelhantes no meu blog.

    Abraço,
    Oscar
    http://dicasdotnet.blogspot.com/

    1. Isso aí Oscar,
      Comunicação é a base de tudo e saber se comunicar de forma eficiente é necessário em qualquer área!

      Valeu!!!
      Abraços

      Ricardo Rocha (@ricardurocha)

  8. O que um título bem elaborado não faz hein? Realmente você teve uma belíssima sacada. Basicamente você registrou num artigo os comentários que milhares de profissionais de agências fazem no horário do almoço ou quando estão resolvendo buchas. Parabéns por não deixar a inspiração escapar no momento certo. Tenho certeza de que muita gente se identifica com a frase: “Ei, aqui não é pastelaria!”

    Parabéns!

    1. Fala Danilo,
      Muito obrigado – fico feliz que a metáfora do pastel tenha alcançado o objetivo, rs. ;)

      Abração
      Ricardo Rocha (@ricardurocha)

  9. Seu artigo é muito bom cara!
    Trabalho com web há um tempo e embora esteja pensando em mudar de área acredito que é esse tipo de trabalho que deve ser feito. Tenho experimentado situações das mais bizarras e estranhas: clientes que não querem a parte do planejamento, ou do briefing… e alguns bem diferentes que só querem “uma coisa bem simples, funcional e bonita mas sem sem gastar muito”…rsrs

    Bem, parabéns pelo artigo!

    PS: poderia escrever sobre a dificuldade de agradar o cliente (que paga), o cliente (que vai usar) e a si mesmo num projeto web.

  10. Parabéns Ricardo, muito bom o seu artigo,

    Trabalho com web a pouco tempo e informações como essas são indispensáveis pra modelar bons profissionais da área. ;-)

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