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Vou de táxi? Que nada, vou de limusine

Um final de semana de agosto trouxe mais um "herói" da internet à tona. Com cara de nerd, óculos e cabelos desarrumados, Christian Owens, um garoto inglês no auge de seus dezesseis anos foi notícia em todo o mundo por já ter uma conta corrente com saldo de um milhão de dólares. Herança? Prêmio da loteria? Nada disso. Empreendedorismo puro.

A história

Com sete anos, Christian Owens ganhou um computador e, com dez, começou a aprender sozinho web design, quando ganhou seu primeiro Mac. Fã declarado de Steve Jobs, dono da Apple, com 14 anos teve uma idéia iluminada: convenceu vários programadores de aplicativos para Mac a "cederem" suas criações para que fossem empacotadas junto com outras e vendidas por preços arrasadores, algo entre 15% e 20% do preço de tabela.

A ideia, chamada de Mac Bundle Box (algo como caixa empacotada de Mac), virou febre entre os usuários de Mac, pois era possível comprar um bom conjunto de softwares por um ótimo preço e, ao mesmo tempo, contribuir com a caridade, já que 10% do valor arrecadado era destinado a associações de caridade ao redor do mundo. O resultado disso: em dois anos, são 700 mil libras na conta.

Acha muito? Pois Chris, um ano depois, teve outra idéia iluminada. Montou outra empresa mas com foco diferente: anúncios. Ele coloca anunciantes em 11 mil websites diferentes em um único pacote e com um custo único, sendo que um desses websites é nada menos que o MySpace, da Microsoft. O resultado dessa nova empresa: já são mais 500 mil libras na conta.

Confesso, fiquei com inveja branca do Chris. Mesmo depois de 20 anos trabalhando, não fiz um décimo do que ele já fez. Mas antes de pensar que é mesmo iluminado, o que realmente não acredito, ou que é algum filhinho de papai, resolvi pesquisar um pouco mais o assunto, aproveitando inclusive de alguns artigos que já escrevi sobre o tema de empreendedorismo e buscando entender por que coisas assim não acontecem no hemisfério sul, mais precisamente no Brasil.

Empreender

São poucos os que têm sucesso quando jovens. De todos os que conheço na área de TI, somente dois poderiam estar na escala de "bem sucedidos"; Tiago Baeta, do iMasters, e Kauê Linden, da Hostnet. Ambos começaram com uma idéia muito boa e trabalharam duro para chegar onde estão. Os demais, em sua grande e esmagadora maioria, sonham em ser consultor de uma das grandes empresas globais de cessão de mão-de-obra semi-escrava ou trabalhar em grandes multinacionais de TI como Google, Microsoft e IBM.

Nada contra, cada um tem seu sonho, sua vontade e seus porquês na vida. Mas mesmo esses que mantêm o desejo de ser empregados possuem a grande pergunta em mente quando se deparam com uma notícia como a de Chris: "o que eles têm que eu não tenho?" A resposta pode ser um pouco explicada com os seguintes argumentos.

Quero que pobre se exploda!

Quem não se lembra do bordão criado por Chico Anysio para seu personagem Justo Veríssimo? Ele é verdadeiro e reflete a história que carregamos ao longo dos últimos sessenta anos em nosso país. O empreendedor, a micro e a pequena empresa sempre foram deixados de lado por todos os governantes, mesmo por aqueles que fizeram alguma coisa por esse segmento. As benesses governamentais sempre foram (e continuam sendo) para grandes empresas nacionais e multinacionais com subvenções, empréstimos e condições que nenhum nanico é capaz de obter.

Aconteceu com as empreiteiras para a construção de Brasília e depois com as obras faraônicas espalhadas pelo país, com as montadoras do ABC paulista, com os usineiros e grilheiros de terras do nordeste do Brasil, com as emissoras de televisão e de rádio cariocas para a massificação de políticas públicas furadas e bordões de "90 milhões em ação" e "Brasil, ame-o ou deixe-o" e com a industrialização de pólos fincados na serra do mar. Aqueles que não tinham berço de ouro e não eram amigos dos governos tinham somente como solução entrar no pau de arara e ir para São Paulo ou Brasília, onde a maior parte do grande milagre econômico, diziam, estava acontecendo.

São Paulo virou o que virou e Brasília o que lá existe. A megalópole tornou-se o maior centro industrial e comercial do país e a capital federal, a grande oportunidade no governo. De um lado, a opção das jornadas de trabalho em bancos e metalúrgicas e de outro, a carreira pública, e os dois em conjunto promoveram o êxodo de outras regiões brasileiras na busca de uma forma de vida menos pior para aqueles mais esquecidos nos rincões do norte-nordeste.

O principal resultado do anti-apoio governamental foi que os poucos que tinham interesse em empreender perderam seus sonhos no caminho e resolveram seguir outros menos ingratos ou dolorosos. Nas empresas, emprego fácil movido pela falácia do Brasil gigante. No governo, o aparelhamento criava cada vez mais demandas, fosse por crescimento de nosso país, fosse por interesse de oligarquias e clãs históricos. Então o melhor a fazer era prestar um concurso, conseguir uma boquinha numa sala governamental ou numa "murti" qualquer e fari vagnari a pizzu.

Então nossos pais, via de regra, foram funcionários públicos ou funcionários de uma grande empresa que possuíam carteira assinada, estabilidade, horário para entrar e sair, férias, 13º salário e todo o tipo de benefício por mais paternalista, imoral ou indecente que pudesse ser. Micro e pequenas empresas eram somente familiares, raras em nosso território e pouco empregavam além da própria família.

Conclusão: nossos governos nacionais foram, senão o maior, um dos grandes incentivadores para a criação de uma cultura anti-empreendedora em nosso país, a qual sentimos até hoje seus reflexos em nossas vidas. Mas não somente eles possuem culpa no cartório. Existe mais alguém que, por excesso de zelo ou por medo, também colaborou e colabora com esse cenário.

Filho, vá ser alguém

Desculpe-me, não conheço seus pais e não desejo ofendê-los de nenhuma forma. Mas eles também estão enfiados até o pescoço nessa lama. Explico.

A vida de nossos pais não foi a mamata que a nossa é nos dias de hoje. Se você acredita que a vida é dura, tenha certeza de que o esforço feito por eles para conseguir educá-lo foi uma tarefa digna de Hércules. Passaram por dezenas de planos econômicos bizarros, uma ditadura sangrenta, loucos querendo explodir o mundo, guerras e tudo mais o que tinha de ruim. Se hoje escolas são sofríveis, imagine o que era naquele tempo.

E certamente por amarem seus filhos e muitas vezes sofrerem calados as pressões em suas vidas, ouvimos milhões de vezes frases como "filho, vá estudar para ser alguém", "filho, larga esta idéia, vá ser um médico, um engenheiro, um advogado". Obviamente que o pensamento era para que seus rebentos não passassem as mesmas privações que eles estavam passando e que certamente os pais deles passaram.

Mas existe o lado ruim de todo esse cuidado. A grande maioria dos jovens de hoje se tornaram simplesmente mão-de-obra manipulável que não vislumbram em seus horizontes de vida nada além de ter um carro pago a prestação, uma casa de periferia financiada em 25 anos e um "empreguinho" com "estabilidade". Digo isso por conhecimento de causa ouvindo centenas de estudantes em todo o Brasil nos eventos em que palestro. Muitos saem da faculdade sem saber o que vão fazer com o canudo, e a grande maioria nem sabe por que fez aquele curso. Esquecem estes que o canudo por si não resolve absolutamente nada.

Acreditando que não somente o governo, mas nossos pais também carregam sua parcela de culpa, escrevi ao Chris perguntando o que seus pais disseram quando ele, aos 14 anos, informou que ia abrir uma empresa. Como imaginava, a reação deles foi bem diferente dos pais brasileiros. Em suas palavras, eles não somente o apoiaram como acreditaram que aquilo poderia ser um futuro brilhante para ele. E acertaram tanto que hoje, pai e mãe, são funcionários do filho.

O mesmo aconteceu com os dois empreendedores tupiniquins. Kauê começou em casa, no quarto da empregada, sua empresa que hoje é um dos maiores hostings do país. Tiago, em vez de seguir os passos do irmão e ir trabalhar numa multinacional, resolveu apostar numa idéia que hoje é o maior portal para desenvolvedores do país, o iMasters. Ambos já me confidenciaram o apoio que tiveram de seus pais quando surgiram com suas idéias e até hoje vejo a mãe de Tiago nos eventos promovidos pelo iMasters dando apoio e ajudando o filho. Ou seja, o suporte existe realmente para aquilo que poderia ser chamado de "maluquices de crianças".

E o que leva pessoas normais a fazerem coisas grandiosas?

Fazer diferente

Também tenho essa pergunta, algumas respostas já formadas mas queria ouvir um pouco mais e uma das perguntas que fiz a Chris foi o que o fez deixar de ser um adolescente "normal" que joga videogame, tem namoradinhas na escola e vai na matinê para se tornar empresário. A resposta caiu como uma bomba em cima de mim: "Because I want to change the world. It's that simple" (Porque eu quero mudar o mundo. Simplesmente).

Esse tipo de atitude, por mais utópica, ilusória e absurda que possa ser, é que faz as coisas andarem. Não chegaríamos a Lua se não fosse o sonho utópico de lá estar. Não voaríamos se não fosse o sonho absurdo de alguns voarem. Não construiríamos arranha-céus se insanos não imaginassem isso. E ele ainda quer mais. Só deixa as empresas quando estiverem com cem milhões de libras na conta, o que não duvido que vá ter.

Isso é o que falta para nós. O sonho de "fazer acontecer". Sonhamos pouco e somos pouco agressivos em nossos desejos. Parte disso devido às novelas e aos programas dominicais criados para nos entreter e nos alienar. Parte disso por acreditarmos que a força de um só não muda nada. Ora, Chris está aí para provar que não é idade, não é experiência e tampouco canudo que muda, mas sim a atitude de querer fazer e de querer mudar. Isso é o que certamente levou Kauê e Tiago a abraçarem seus sonhos e a realizá-los.

No frigir dos ovos, o recado é simples. É deixar para trás a mente consumidora e se tornar uma mente empreendedora. É ouvir seus pais com educação, mas fazer tudo ao contrário (a menos que você queria realmente ser um médico). É esquecer que o Governo joga contra você e passar sobre as adversidades. É deixar de sonhar com o carrinho mil e começar a sonhar com a limusine que, venhamos e convenhamos, seria o máximo chegar na porta da faculdade de "limo" não?


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26 Comentários

Cícero
Cícero

Paulino,

Concordo com basicamente tudo que vc falou aí e sei que o que vou perguntar agora está pouco relacionado com o principal objetivo do seu texto. Mas algo que me perguntei foi como, como ele conseguiu vender pacotes da Apple por um preço menor do que o oficial (pelo menos foi isso que eu entendi quando li em outras notícias). Isso é que ainda não entrou na minha cabeça, mas se hoje vc fosse tentar vender vários aplicativos pra PC você não conseguiria bater o preço cobrado pelas lojas principalmente pq vc teria que comprar delas esses pacotes.

Bom espero não ter falado nenhuma asneira, e agradeço antecipadamente pela sua atenção! P)

Paulino Michelazzo
Paulino Michelazzo

Caro Cícero,

Os programas que foram vendidos "abaixo da tabela" foram aqueles com quem Chris entrou em contato com os desenvolvedores e fez a proposta. Normalmente ou foram empresas pequenas (como nossas MPE's) ou desenvolvedores solos.

A conta é facilmente explicável pela "cauda longa" onde o foco é o volume e não a peça.

Espero que tenha compreendido.

Abraços

Caio Grama
Caio Grama

texto elucidativo e bem abrangente =D

sou um destes milhões de jovens que se formou [Direito] e não era o objetivo... e meus pais também são funcionários púlblicos...
esses dias pedi à minha mãe para comprar um livro de marketing [um dos primeiros livros que eu REALMENTE queria comprar], e a mesma ficou enrolando e nem comprou ¬¬
falta de apoio às idéias e iniciativas dos filhos é o que mais existe no Brasil, infelizmente...
resta aos "novos" jovens mudar essa faceta brasileira
na realidade seria legal chegar de limusine, estilo Chuck em Gossip Girl... mas o ideal mesmo poderia ser nossa compreensão e apoio às visões distintas, vindo de nossos pais, nem que fosse pra ir ao trabalho de bike ou skate [seria até mais saudável] mas com uma conta bancária decente :)

abraço

Paulino Michelazzo
Paulino Michelazzo

Pois é Caio, cada qual no seu quadrado não é mesmo?

Eu, por sorte ou por destino tive pais que sempre deixaram fazer o que queria. Quebrei a cara? Claro que sim, mas valeu a pena.

Quem sabe os seus não lendo este artigo não mudam de idéia?

Abraços

Carlos Eduardo de Jesus Fernandes
Carlos Eduardo de Jesus Fernandes

Grandes exemplos de empreendedorismo. Excelente texto, falou e disse.

Vida longa aos empreendedores!
Abraços.

Paulino Michelazzo
Paulino Michelazzo

Obrigado Carlos,

Abraços

Israel Guido
Israel Guido

Parabens pela matéria me identifiquei muito com algumas partes... Sempre quiz ter uma ideia milhonaria

Jefferson
Jefferson

Gostei muito do texto, vou repensar minhas prioridades. ^^

Abraços!

Le
Le

MySpace, da Microsoft?
http://pt.wikipedia.org/wiki/MySpace

Ótima materia

Flavio Ferreira
Flavio Ferreira

Parabéns pelo Texto.

Espero que algum dia eu também consiga acertar a mão como este garoto.
Começei minha empresa recentemente e estou com 22 anos. Quem sabe um dia né !!!

Eu até que possuo o apoio dos meus pais. Mas no nosso pais as coisas são mais dificeis !!

Oscarfh ...
Oscarfh ...

Para ser sincero, eu não entendo o porque de tanto auê sobre "ser um empreendedor".
Ser empreendedor é uma "profissão" como qualquer outra, pode dar certo como dar errado. Tem gente que gosta disso, gosta do risco, da adrenalina, tem gente que não. Quanto maior o risco, maior o retorno, mas isso não é necessariamente o que todos querem, e não querer ser empreendedor não é algo ruim, simplista, é simplesmente uma escolha. Eu não quis ser advogado, não quis ser médico, não quero sem empreendedor.
Todos olham para os empreendedores bem sucedidos (que são uma minoria) e dizem "uau! ele tem tanto dinheiro!!!", mas não se dão conta que essas pessoas abriram mão de muitas coisas, muitas vezes trabalham 24x7, e etc.
Não invejo esse Chris, acho muito legal o que ele fez, se é o que ele gosta, meus parabéns. Mas como tu mesmo escreveu, ele deixou de ser um adolescente normal, com namoradinhas de escola para ser um empreendedor. Ele nunca vai ter a sua época de adolescente e terá uma vida muito diferente. No caso foi o que ele quis, mas eu não trocaria a minha adolescência pelos sei-la-quantas-libras ele tem, minha adolescência vale muito mais que isso.

O meu ponto é: ser empreendedor não é necessariamente a beleza que parece. Cada um tem os seus objetivos na vida, e não-ser-empreendedor não é algo ruim, as vezes as cifras nos fazem esquecer isso.

Abraço,
Oscar
http://dicasdotnet.blogspot.com/

Alex Falc?
Alex Falc?

Opa Paulino, esqueceu de mim.heheheh
Comecei aos 17 anos e hoje tenho um site voltado para video aulas e na época que lancei todos falavam que era loucura justamente por eu postar video aulas. Que os videos eram muito pesados por não ter banda larga suficiente no Brasil. Eram poucos que tinham !!
Ja estamos ai a 8 anos com o site http://www.comunidadeweb.com.br
E desde os 17 anos trabalho tenho uma gráfica rapida e hoje aos 34 anos tenho duas lojas em Jacarei-SP no qual pode ser visto as fotos no site.

Abraços a todos,

Paulino Michelazzo
Paulino Michelazzo

Opa!
Pois é, tá vendo, não divulga, não dá para saber das peripécias ;)

Ficou bom hein. Daqui há pouco está milhardário! :)

Abs

Matheus Garcia
Matheus Garcia

Acho a vida de um empreendedor melhor do que a dos outros trabalhadores pois permite almejar novos horizontes próprios a cada instante devido as constantes mudanças internas e externas. A diferença que vejo entre um empresário e os trabalhadores é única o empresário não é um empregado. Cada esforço relacionado ao negócio irá favorecer ao próprio empresário enquanto um esforço realizado por um empregado nem sempre favorece ele mesmo e sim ao empregador. Acredito que seja mais fácil ser um empregado mais o resultado de ser um empresário é muito mais gratificante.

Erich
Erich

Prezado Paulino. Realmente este é um excelente artigo, que retrata de forma clara a realidade do nosso país, ainda em passos lentos rumo ao empreendedorismo.

Concordo em partes com o comentarista Oscar sobre olharmos apenas para os bem sucedidos e lembrar que eles trabalham 24x7, não tendo tempo para família e nem para ele próprio.

Também tenho uma agência digital (www.italic.com.br) e não me inspiro em ninguém, pois fazendo isso vejo apenas o lado bom da vida do profissional, e isso distorce a realidade.

Inspiro em meus objetivos, o que realmente quero. Pergunto-me sempre: onde quero estar daqui 5 anos? E com a resposta em mente vou buscar tornar realidade este objetivo.

Se quero ter muito dinheiro, ser milionário, etc., então tenho que estar disposto a assumir as responsabilidades que acompanham este objetivo (falta de tempo, stress, vida em família privada, etc.).

O que devemos sim é empreender, mas cada um em sua medida. O importante é você estar VERDADEIRAMENTE feliz com a escolha da profissão, e PARAR DE COMPARAR sua vida com a dos outros. Sua vida deve ser comparada com a sua vida anterior, e se você perceber câmbios positivos, parabéns, você está indo para frente.

Lembrando sempre que a vida é muito mais do que apenas trabalho. A imagem que faço da minha vida é de uma árvore com galhos, e que há galhos para:
- a vida em família;
- a vida profissional;
- a vida de casado;
- a vida como pai;
- a vida social.

Então, se um destes galhos está muito pesado, vai afetar demasiadamente os outros.
O correto é que todos os galhos estejam em equilíbrio.

Pensem nisso e garanto que a vida de vocês será muito mais feliz e cheia de novidades.


Um bom dia a todos,
Erich

Paulino Michelazzo
Paulino Michelazzo

Olá Eric,

Espelhar-se nos outros não é somente espelhar-se no que a pessoa é, mas também no que a pessoa fez ou faz. Nossa sociedade é evolutiva e baseada no conjunto de experiências anteriores de outros para contruirmos a nossa, ou seja, sem passado, não temos muito futuro.

Também concordo contigo que precisamos sempre nos ater naquilo que queremos, planejamos e desejamos para nossas vidas. Mas casos como estes são inspiradores e esta é a idéia do mesmo.

Finalmente quanto a ter, hoje prefiro minha tranquilidade do que uma gorda conta corrente. Sempre digo que de nada adianta ficar rico para depois gastar tudo com cardiologista :)

Obrigado pelo comentário!
Abraço

Lucas Belkys
Lucas Belkys

"Mesmo depois de 20 anos trabalhando, não fiz um décimo do que ele já fez"
Ele teve visão e criou as condições ideais, com a ajuda do ambiente(país) onde ele vive.
Noto que há pessoas com 5 faculdades com clara inércia, e pessoas sem alguma (eu) que se viram perdidos e então tiveram visão e iniciaram uma árdua batalha para criar as condições ideais, com nenhuma ajuda do ambiente(a porra do Brasil).

Concluo que o sucesso é como a vida na terra. Se o Sol fosse 1MM mais distante ou mais próximo, seria inviável. O sucesso é a combinação de diversos aspectos, onde 1MM pode definir uma oportunidade. Ao meu ver, ou pelo menos na minha realidade, o aspecto mais crítico é a capacidade de poli-valência combinada com disciplina. Eu hoje acumulo funções internas e externas: Empresário, Analista Programador, Gerente de Projeto, Vendedor (pois o cliente se sente mais seguro com o dono da empresa; eu como analista exercito minha percepção de necessidades e de pessoas; me submeto às probabilidade do surgimento de oportunidades; amplio meu networking). Supervisiono os demais processos (me permite ampliar minha visão do negócio e obter o máximo controle das operações). Enfim, acredito que eu não teria conseguido sem ser assim. Tenho processos patenteados graças a esta exposição às funções internas e externas. A exposição unida a inteligência imaginativa(criatividade) é uma forma de criar condições ideais. Por exemplo uma patente de processo que te dá diferencial competitivo.

Diego
Diego

País é o de menos. Essa é a principal desculpa dos fracassados ou pseu-fracassados. No Brasil a muitas oportunidades, faltam os demais encontraremos e criarem o sucesso.

Estudo está à disposição na internet. Sem desculpas de país,e blá,blá, créditos somente ao garoto. Batalhou e conseguiu.

E ponto final.

Lucas Belkys
Lucas Belkys

Post antigo e merecedor de resposta.
Amigo, voce nao sabe escrever, muito menos se expressar. Sua ideia esta baseada na arrogancia e na miopia; com certeza lhe faltam parametros para abordar um assunto tao vasto, o empreendedorismo.

Voce quer um ponto final ? Vamos la, o sucesso vem do bom uso das oportunidades e também da criação delas. Claro que para fazer bom uso ou criar oportunidades requer capacidades especificas mais a disciplina.

Ah, quase esqueço; Por que você acha que a maioria esmagadora das inovações tecnologicas são criadas nos países desenvolvidos, como o Japão e os EUA ? Está tudo na internet disponivel como diz você, e porque aqui nao sai nada se a internet nao tem fronteira ? Se você nao quiser responder eu faço por você: Tudo, exatamente tudo num país depende do seu sistema político. Bom, não vou entrar no mérito desta questão porque seria ser cruel com você. Apenas quero que meça as palavras e nao me irrite mais. (risos)

Atenciosamente,

Lucas Belkys

Diego
Diego

Quem disse que esses casos não acontecem por aqui? A diferença é que muitos preferem o anonimato.

Alex Falcao
Alex Falcao

Eu não tenho medo de arriscar não.
E somos parceiros do Imasters, tanto que nossa marca esta na pagina principal no banner de parceiros.
Começo foi difícil e continua até hoje. O Baeta sabe como sofremos no início com nossos cursos disponíveis na internet e com a pirataria. Hoje o Baeta focou em curso online e nos eventos e eu foquei na minha gráfica rapida com a loja virtual.
Conforme a matéria do Imasters falando de 2,5 milhoes de acessos isso traz retorno para o site para os cursos e para nós é a mesma coisa.
As visitas nos traz clientes para serviços gráficos que desenvolvemos para todo Brasil.
Somos mais focados na personalização de produtos. camisa com foto, caneca, lembrancas, papel arroz e etc.
Antes o que pagava o servidor dedicado da ComunidadeWEB era os cursos e hoje quem banca o site no ar são os clientes de Hospedagem.
As vendas da loja virtual sustenta minha loja fisica e minha família.

É isso ai !
Todos tem que acreditar em seus sonhos !!

Markinho
Markinho

Olá Galera,

Sou novo no iMaster, gosto muito de informática, minha vida é a informática, também possuo essa vontade de ser um empreendedor nesta área, agora com este artigo, ainda mais animado fiquei, parabéns ao escritor.

Luanderson
Luanderson

Este artigo realmente retrata a realidade que vivemos no Brasil......

parabens ....

Paulino Michelazzo
Paulino Michelazzo

Diego, Alex, Markinho e Luanderson,

Obrigado pelos comentários e pela visita.

Marcio Carvalho
Marcio Carvalho

Adorei a materia, simplesmente demais. Estou tentando seguir essa linha a alguns meses, com ideias, nada saiu do papel, mas quem sabe um dia.
Usando um frase dita em um desenho-filme muito famoso, frase essa de um vilao, porem bem aplicada ao tema, ele disse: "Todo mundo pode ser super". (Sindrome do filme os Incriveis).

Thiago Lavor
Thiago Lavor

Eu amo TI o meu maior sonho é ter uma empresa online estou disposto a larga o meu curso de tecnico de informatica para isso, pois acredito em mim mesmo.
Como diz o poema de Mandela no filme Invictus "Não importa se o portão é estreito não importa o tamanho do castigo,eu sou o dono do meu destino" Sim todos nos podemos mudar o nosso destino, então te digo vamos levante e faça acontecer.
Não importa se tem faculdade ou não se tem curso tecnico ou não, mais sim a vontade de vencer os desafios.
Se aquele amigo, ou seus pais tios tias primos e primas achar você um fracassado não esculte mais eles e começa a fazer a sua propria historia chegue aonde ninguem imaginou que você chegaria, já imaginou um dia todos falando que trabalha na empresa X grande um bom salário o orgulho da familia e amigos e quando te perguntarem o que você faz você responde bem alto EU SOU UM EMPRESARIO MAIS UM MILIONARIO NO MUNDO pense nisso no que as pessoas vão falar mais como ele consegui isso se ele nunca foi bom aluno nunca fez um curso, nuca fez faculdade isso é impossível, pois NADA É IMPOSSÍVEL.
Além disso a web é a melhor fonte de conhecimento sendo melhor do qualquer curso superior ou tecnicos, as linguagem de programação é universal todos os sistemas de grande empresas como Google, Facebook, Twitter, Groupon, (Youtube, Orkut apesar foram comprados pelo o Google)entre outros, estão disponiveis na web para todos e alem disso nehuma delas começou grande todas começaram com um computador e uma ideia.
Então se todos eles conseguiram, nós também coneguiremos.
abraços e bos sorte a todos

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