Já ouvimos falar de inúmeras formas de criptografias baseadas em cálculos matemáticos diversos, números primos, fatorações, corpos infinitos. Porém, cada vez mais me deparo com o desespero de cientistas e matemáticos computacionais em seu trabalho diário pois, por mais que a matemática seja perfeita, sempre teremos uma brecha ou um tempo para que tais criptografias sejam quebradas e tornem-se automaticamente obsoletas.
Como todos sabemos a criptografia nada mais é que codificar algo que está em entendimento público, que todos podem saber ou ter acesso sem nenhum conhecimento prévio. Mas, com o advento da informática em nosso meio de vida, tudo tornou-se totalmente matemático, simplesmente porque nossos computadores só reconhecem os binários 0 e 1. Como consequência, vários estudiosos criaram formas muito interessantes de cifrar informações utilizando funções matemáticas ao longo do tempo.
A cada dia que passa o poder computacional aumenta de forma descomunal, fazendo com que tenhamos que criar novas formas de criptografia ou aumento exponencial de chaves criptográficas para conter tal crescimento. E agora chega em uma situação que meu pensamento não consegue assimilar: se temos uma previsão realista de aumento exponencial do poder computacional para as próximas décadas, por que ficamos perdendo nosso tempo desenvolvendo soluções paliativas, que serão obsoletas em um curto espaço de tempo? Por que criar algoritmos espetaculares, com formas matemáticas nunca utilizadas, se daqui a 10 anos um processador simples de um desktop de nossos filhos e netos serão facilmente quebráveis? Por isso aproveito para falar um pouco mais de um conceito nunca antes abordado, o da Criptografia Comportamental.
A Criptografia Comportamental não dispensa, evidentemente, o uso de tecnologias, e nem do poder computacional, mas tem uma grande diferença em relação às criptografias baseadas em questões matemáticas: ela usa o poder computacional somente para validar o processo envolvido baseado em aspectos comportamentais do ser humano que está utilizando o mesmo. Resumindo a Criptografia comportamental baseia-se em um ciclo infinito de trabalho. Veja:
Conhecimento do individuo => Criação do perfil criptográfico pelo sistema computacional => Aperfeiçoamento do perfil criptográfico do ser humano => Conhecimento do Individuo infinitamente.
Um bom exemplo de utilização de um login com a criptografia comportamental seria uma aplicação na qual o usuário possuiria um acesso limitado ao sistema operacional, por um tempo determinado, e o mesmo iria utilizar suas ferramentas, acesso a páginas de internet, comunicação via mensageiros instantâneos. Através do histórico da seqüência de tais acessos criaríamos um perfil criptográfico deste individuo, e a cada dia que passa estaríamos aperfeiçoando este perfil, chegando a um patamar de conhecimento, através do sistema computacional, que teríamos certeza da identidade da pessoa que possui acesso a este sistema. E este conceito somente é possível com a Web 2.0, onde temos sistemas operacionais baseados na internet (nuvem) e, assim, este perfil não teria o problema de portabilidade em vários computadores, bastando somente um acesso à internet e o sistema operacional na nuvem faria toda a autenticação do usuário.
Para que o conceito não gere problemas de acessos indevidos, até o momento de o sistema determinar se aquele individuo atende ou não os requisitos do perfil, é necessário criar módulos de acessos, nos quais este individuo teria acessos restritos em um primeiro momento, ganhando outros níveis de acesso no decorrer de seu uso e autenticação.
Meu objetivo, com este artigo, é criar uma dúvida por parte da sociedade da informação, deixar uma brecha para a discussão do assunto, chegando ao aperfeiçoamento destes conceitos, a fim de criar uma criptografia que nenhum computador consiga quebrar jamais.












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