
A comunicação vive um momento muito peculiar. Antes, a mídia tradicional possibilitava uma continuidade em seu processo natural de evolução. Os fins eram sempre os mesmos, o mesmo receptor e o mesmo emissor em cena, o controle da informação 100% sob as mãos das empresas. A internet, como novo tipo de mídia, estabeleceu um processo de ruptura com este antigo modelo.
No centro desta mudança radical está o profissional de comunicação corporativa que, herdando muitas vezes os resquícios da comunicação tradicional, encara um verdadeiro tornado quando assume o desafio de responder por tudo o que uma empresa consegue ecoar nos ambientes de comunicação, inclusive o digital. Não são poucos os que fracassam na tentativa de estabelecer uma estratégia de conteúdo eficaz.
Vivenciando este embate diário e colhendo experiências em meu dia-a-dia, retive 7 conceitos que me ajudam a equilibrar o "peso" da estratégia corporativa à prática de uma comunicação de resultados no meio digital. Gostaria de compartilhar com todos vocês:
1. Conheça a fundo as rupturas da comunicação
Entender o processo de ruptura que vivemos, quais as mudanças que estamos passíveis é o ponto essencial para se desenvolver uma comunicação de resultados. É muito mais do que migrar da máquina de escrever para o computador.
2. Não somos mais gerentes de conteúdo
Se antes a preocupação das empresas estava centrada na criação e gestão do conteúdo, hoje todas precisam gerenciar também as pessoas que produzem este conteúdo. A responsabilidade do profissional de comunicação deve ser estimular a produção deste material por parte do consumidor, a credibilidade de sua informação depende 100% disto. Lembre-se, é impossível, hoje, controlarmos a informação; ela está nas mãos de quem os CEOs nunca imaginaram antes que poderiam estar.
3. O comunicador deve resgatar o diálogo
Apesar de habitarmos em um planeta a cada dia mais conectado, vivemos em uma terra que pouco se comunica. Estimular também a interação entre os colaboradores é parte essencial de seu projeto.
4. Você é a mudança
Do que adianta incentivar o modelo digital, a inserção em mídias sociais, por exemplo, e não fazer parte disto? O profissional de comunicação precisa, sobretudo, ser um prático nesta inovação, precisa provar esta mudança antes de qualquer outra pessoa.
5. Incentive a criação de projetos pilotos
O "novo" é, sempre, motivo de preocupação para o modelo capitalista atual. Idéias ganham força quando fazem pessoas se engajar de maneira natural e viram cases de sucesso antes mesmo de serem aprovadas oficialmente. Estimule as pessoas a participarem de suas idéias, a contribuírem e serem com você, parte importante do projeto. Lembra de cases de uso antecipado de produtos e beta testes de softwares on-line?
6. Redes de colaboradores valem mais do que seu texto
A principal qualidade do novo comunicador é saber criar uma rede de colaboração capaz de fomentar um material interessante a tal ponto de ser veiculado externamente.
7. Tenha consciência do seu real papel
Muito se discute sobre o efeito negativo na comunicação da inserção da sociedade como atuante neste processo informativo. O fato de a internet "fazer nascer", em cada um, o DNA de um jornalista, é, para muitos, um ponto negativo: a banalização da profissão do comunicador. Na verdade, aí está a evolução dessa cadeira profissional. O comunicador precisa ter a consciência de que sua função evoluiu de um simples e repetitivo trabalhador braçal, para um importante administrador de redes de comunicação. Dar relevância a essas redes de massa é o novo desafio.
Espero que tenham gostado, até a próxima!













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