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Bauhaus e a Web 2.0

Em outubro, a Alemanha se engaja numa celebração cultural digna de um registro cinematográfico. Berlim celebrará os 90 anos da Bauhaus, a escola de design mais influente de todos os tempos. Uma exposição cobrirá os 14 anos (1919-1933) deste movimento de vanguarda que influenciou designers em todo o mundo, passando pela arquitetura e a cenografia.

A escola foi fundada por Walter Gropius em 25 de abril de 1919, com a intenção de combinar a Arquiteutra, o Artesanato e Artes em geral. Uma instituição que trazia, na veia de seus fundadores, o DNA revolucionário visto no design funcional projetado, radicalmente fora dos padrões culturais da época.

As experiências da Bauhaus são um marco na história do design moderno, tornando-se a base para o ensino do design em geral. Sua influência funcionalista chegou ao Brasil principalmente através de seu ex-aluno Max Bill, primeiro diretor da Escola de Ulm, uma das principais referências dos pioneiros no design brasileiro.

Você deve estar perguntando: “e o que isto tem a ver com Web 2.0?” Tenha a certeza de que TUDO.

Web 1.0, 2.0, 3.0 ou seja lá qual for o nome dado, nenhuma delas é capaz de alterar o lado atemporal do design. Em 33, víamos Gropius e cia.  projetarem utensílios que hoje são encarados como modernos por todos nós. Víamos uma “trupe” de entusiastas que carregavam consigo um espírito revolucionário, sempre procurando adaptar a tecnologia existente a um funcionalismo que arrebatasse o consumidor. Esta filosofia de trabalho e pensamento é o que deveríamos chamar de Design.

Sem querer ser tachado de vanguardista, digo que pouco vemos isto hoje nos profissionais. A internet trouxe inúmeros benefícios à humanidade, mas potencializou a “castração” do interesse dos mais jovens em se aprofundar nos conhecimentos-base do design. Hoje em dia, operar Photoshop, Flash ou ser um Motion Designer de primeira é o alvo de muitos que, por culpa nossa também, pouco vêem ou lêem sobre Bauhaus, Alexandre Wollner, Paul Klee e tantos outros. Uma garotada inteligentíssima, cheia de força, mas sem conhecimento.

E a vida seria tão mais simples na web se tivéssemos gente preocupada com isso. Quanto vale um profissional que pensa assim, hein?

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1 Comentário

Filipe Melo

Vinicius Madureira, Sou formado em Design Gráfico e Concordo com você.

O que adianta tanto conhecimento em software, se o mesmo não possui embasamento e conceito para algo?

É a nova era mesmo.. até mesmos esses caras que desenvolvem ai, que so meche com codigo, se da ao luxo de dizer ” designer e desenvolvedor “, é brincadeira?

Se cada um tive-se em seu cantinho, com foco em seu trabalho, concerteza as coisas não seriam desta forma..

Vou pegar um formulário pronto na net e dizer que sou desenvolvedor web :)

Infelizmente é um assunto que não tem jeito, temos que saber trabalhar lado a lado com eles e o diferencial está no conhecimento, no embasamento e na conceituação de que realmente é o Design.

Design de: pesquisar, ir pro campo, coletar informações, achar o problema, desenvolver uma solução para aquele problema, testar possíveis soluções, fazer o tão e importante briefing, braimstorm e por fim, sentar a bunda na frente de um computador e colocar tudo isso na prática na frente de um software.

* faltou você falar de Gilberto Strunck, Lucy Niemeyer e tantos outros nomes no Brasil que levam o Design ao seu devido lugar.

E também não podemos esquecer da escola de ulm Alemanha, de onde nosso Alexandre Wollner , estudou por lá ;)

Grande abraço e sucessos :)

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