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Refletindo sobre Semântica

Em meu último artigo sobre a resistência que desenvolvedores tem em adotar as Web Standards, muitas pessoas se manifestaram no sentido de que trabalhar com editores WYSIWYG como Fireworks ou Dreamweaver, na criação de páginas diagramadas com tabelas, seria mais produtivo, além de evitar incompatibilidade com navegadores.

As alegações são de que o uso das Web Standards aumenta o tempo de desenvolvimento, a quantidade de testes e a correção de erros. Isso realmente pode acontecer, se o desenvolvedor não possuir experiência suficiente com XHTML e CSS, e consequentemente, criar Layouts inadequados para a estruturação.

As maiores dificuldades que as pessoas têm para compreender a importância do desenvolvimento com as Web Standards é (1) imaginar que é apenas uma questão de substituir Tabelas por DIVs, e (2) não compreender a questão da Semântica.

O que é Semântica?

A Semântica, enquanto estudo da palavra, tem preocupação com o significado dos objetos (me refiro aqui a objeto como tudo que é perceptível aos sentidos).

A ideia de uma Web Semântica surgiu em 2001 a partir de um artigo publicado por Tim Berners-Lee, James Hendler e Ora Lassila, e tem como objetivo estender a Web atual, através da atribuição de significado ao conteúdo dos documentos, de forma que eles possam ser compreensíveis não só por seres humanos, mas também por máquinas. Isso possibilitaria que informações úteis em diferentes sistemas fossem integradas para facilitar a vida das pessoas.

Vamos imaginar que eu possuo uma agenda online, onde consta que tenho uma viagem marcada para Nova Yorque, assim como a data e o horário em que devo embarcar. Essas informações seriam muito claras para mim ou para qualquer outro ser humano, que poderia providenciar tudo que fosse necessário para a viagem.

Agora vamos imaginar que essa agenda possui informações com significado não só para humanos, mas também para máquinas, de forma que esses dados pudessem ser integrados com outros sistemas pelo mundo, que também tivessem informações com significado para as máquinas.

Com isso, meu sistema, ao identificar o compromisso na agenda, poderia automaticamente buscar e reservar para mim uma passagem aérea para o dia e horário em que fosse necessário, assim como reservar um quarto no hotel mais próximo ao meu local de destino, e quem sabe até me recomendar passeios, livrarias e restaurantes, de acordo com meus gostos pessoais descritos no perfil de uma rede social qualquer.

Parece até coisa de filmes de ficção científica!

Para que algo assim fosse possível, para que os sistemas tivessem esse nível de automatização e funcionassem como na história acima, teríamos que pensar na evolução dos documentos, antes de pensar na evolução das tecnologias.

Teríamos que criar documentos em que as informações tivessem significado não só para humanos, mas também para máquinas.

Isso seria a Web Semântica.

Tirar o lixo e organizar a casa

Alguém sabe a quantidade de informação que existe hoje na Web, ou quanta informação é possível de ser armazenada digitalmente?

Um CD comum armazena cerca de 650 Megabytes de informação, e isso equivale a 340.000 páginas com 2000 caracteres cada. Se essas páginas fossem impressas em papel de 20 gramas em frente e verso, a pilha de papel necessária para equivaler à capacidade informativa de um CD pesaria 770 quilos. (Informação retirada do livro “Do papel até a Web”, de Tony McKinley)

Acho que agora deu pra ter uma ideia!

A Web tem mais informações do que todas as bibliotecas do mundo juntas. Infelizmente a maioria dessas informações não tem significado nem sentido algum.

Uma Linguagem de Marcação como o HTML é feita de etiquetas (tags) que servem para dar significado às partes de um documento. Sendo assim, com as etiquetas <h1></h1> informamos que determinado trecho de texto é um título, com as etiquetas <p></p> indicamos que determinado trecho de texto é um parágrafo, ou então com as etiquetas <blockquote></blockquote> informamos que determinado bloco de texto é uma citação.

Sabendo disso, poderíamos acreditar que trabalhando com HTML teríamos naturalmente documentos com definições claras sobre o que é cada informação.

Porém, desde o início a Web foi sendo explorada como uma extensão da mídia impressa, com uma preocupação unicamente visual, sem levar em consideração a estrutura dos documentos e seu significado. Como os recursos do HTML eram limitados para diagramação, além de possuir algumas marcações próprias para formatação, os documentos começaram a ser adaptados de forma equivocada, e recursos como tabelas (que existem para definir dados tabulares) começaram a ser usados para diagramar páginas de sites como se fossem páginas de revistas. O uso correto das marcações era ignorado: etiquetas de parágrafo eram usadas para comportar títulos ou listas, por exemplo.

Essa forma de criar os documentos faz com que a informação fique clara para o seres humanos, porém sem sentido algum para máquinas ou sistemas que possam vir a (tentar) interpretar os documentos.

Trabalhar com Web Standards significa criar documentos onde serão usadas apenas as marcações necessárias para identificar as informações, sem que sejam inseridas marcações com finalidades visuais.

O uso de tabelas para diagramar as páginas gera um código sem significado, muitas vezes incompreensível, e várias vezes maior que o necessário, enchendo os servidores pelo mundo de Terabytes inúteis, além de fazer com que boa parte das informações úteis não seja compreendida pelas máquinas.

Devemos usar apenas marcações que forneçam significado à cada parte do documento, e toda apresentação visual deve estar em um documento separado (CSS).

Acessibilidade: máquinas informando seres humanos

Quem cria páginas para Web utilizando editores WYSIWYG e tabelas pode alegar que disponibiliza informações claras ao menos aos seres humanos.

Mas será que realmente todos os seres humanos têm acesso as informações publicadas na Web?

Algumas pessoas necessitam do suporte de tecnologias assistivas para compreender as informações da Web, seja por deficiências visuais ou motoras, necessitando do auxílio de Leitores de Tela, Teclados Alternativos, Ampliadores de Tela, Ponteiras de cabeça e Linhas Braille. Existem pessoas que dependem de máquinas para acessar as informações disponíveis na Web.

Para que um programa Leitor de Tela com síntese de voz, usado por uma pessoas cega, possa compreender as informações de um documento e convertê-las em áudio, é necessário que todos os dados possuam marcações com significados corretos, para que o programa compreenda quais são os títulos, as listas, os parágrafos e os dados tabulares, assim como ter alternativas textuais para descrever imagens e animações.

Também é importante que os documentos tenham uma sequência lógica, da mesma forma que os capítulos de um livro. Quando usa-se tabelas para diagramar um Layout, a única preocupação é com a organização visual, deixando o código com uma sequência incompreensível para máquinas, como se misturássemos os capítulos do livro.

Para que todas pessoas possam ter acesso as informações, devemos criar documentos com uma sequência coerente, com alternativas textuais para imagens e animações, atalhos de teclado para links e campos de formulários, indicações de conteúdos em outros idiomas, e tudo que possibilite às tecnologias assistivas de compreender o documento.

Trabalhando pela evolução dos Sistemas de Informação

Boa parte das justificativas dos profissionais que não trabalham com os Padrões está no fato de que navegadores antigos como o IE6 (que possui a maior fatia dos usuários) não possuem suporte adequado aos Padrões. Porém existem formas de driblar isso, que podemos encontrar com uma simples busca na Web: para PNGs transparentes, assim como para a falta de interpretação de algumas propriedades de CSS, como pseudo-elementos, podemos utilizar scripts como o IE7.js. Para diferenças de renderização entre navegadores temos técnicas de CSS Reset.

Qualquer Layout complexo é possível de ser feito com CSS, basta ter conhecimento e as armas certas engatilhadas. O fato de os navegadores antigos não fornecerem suporte adequado não pode ser pretexto para pararmos de estudar, nem pregarmos o retrocesso do Desenvolvimento para a Web. Dessa forma não estaremos contribuindo para que evolução alguma aconteça (você acha que o IE8 passou no teste ACID 2 porque a Microsoft decidiu ser legal, ou pela pressão do mercado e dos desenvolvedores?).

Outra fácil justificativa é jogar a culpa nos clientes, que não flexibilizam prazos e nem recompensam financeiramente o uso das Web Standards. Mas será que todos os clientes têm receio de investir em projetos acessíveis por terem preocupações unicamente visuais, ou porque não são esclarecidos das reais vantagens?

Estudar, argumentar e convencer os clientes está ao alcance de todos. As vantagens que podemos obter com o uso das Web Standards estão documentadas em diversos sites: arquivos menores e sites mais leves, menor consumo de banda, maior indexação pelos mecanismos de busca, maiores facilidades de manutenção e redesign, além de maior Acessibilidade.

Claro que para isso realmente acontecer, devemos compreender que trabalhar com Web Standards não é apenas uma questão de substituir tabelas por DIVs (Tableless).

Maior produtividade virá com a experiência, e com a compreensão de que os documentos não podem ser verdadeiras “sopas de tags”. Se criarmos páginas com uma grande quantidade de marcações sem significado, mesmo que não usemos tabelas e editores WYSIWYG, não vamos obter essas vantagens.

É necessário criarmos documentos com significados não só para humanos, mas também para máquinas. Os sites são armazenados em máquinas, Leitores de Tela e outras Tecnologias Assistivas são máquinas, e também os mecanismos de busca são máquinas!

As possibilidades de existência de uma Web Semântica, com integração de dados entre diversos sistemas informacionais, que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas, só serão possíveis com documentos semânticos, e claro que isso não se resume a desenvolver um HTML com devido significado. Porém, outros assuntos relacionados como RDF ou Microformatos, são temas para outro artigo.

Para que haja evolução das máquinas e dos sistemas é preciso que haja primeiro uma evolução dos profissionais que fazem a Web.

Fonte: UX.BLOG

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39 Comentários

Bruno Simões

Acho que aqui vai ter muito comentario igual ao do artigo anterior… nonetheless, também acredito nos webstandards e os emprego sempre.

Não só pelo fato das maquinas, como tambem por facilitar absurdamente a manutenção de código, melhorar o reuso, ser AUTOMATICAMENTE uma ferramenta de SEO, e pela crença de que, ALGUM DIA, a tag DOCTYPE com XHTML Strict significará que aquela página será igualmente renderizada em todos os browsers!

Fernando Augusto

Muito legal este seu outro artigo, procurei no site pelo seus arquivos que sao sempre legais rs.

De fato a “semantica” facilitaria num todo, isso é verdade. Porem diferente dos comentarios do antigo artigo que participei este serei mais curto rs

Como dito tudo isso é muito bom, porem ainda dependendo de caso para caso e de cliente p/cliente num primeiro momento criar esse processo é demorado e as vezes como disse, o cliente por ter orçamento mensal limitado nao considera importante pagar o projeto o quanto ele vale.

Mas enfim..
Uma ideia: Poderiamos solicitar à Adobe detentora de Photoshop e Fireworks que desenvolvam os CS5 ou CS6 da vida com opçoes de criaçao de site nao em tabela, mas já em css, todo bonitinho. Isto sim seria uma solução para o fim do uso de tabela, porque enquanto o css ser um dificultador de tarefas, muitas pessoas o deixarao de lado, mas a partir do momento, que pessoas, como eu, que é design e nao webmasters tivermos essa facilidade que usei no exemplo, as tabelas deixaram de ser usadas em definitivo.

Vamos aí Adobe, mude seus softwares rs.. ^^

Edu Agni

Fernando, temos que compreender que o Software é apenas uma ferramenta, e nunca poderá fazer por nós um trabalho satisfatório. O único software que tem essa capacidade é o seu cerebro. Basta estudar.
O Fireworks exporta Layout em CSS, basta alterar as opções de exportação. Porem, ele fará isso não muito diferente das tabelas: Exportanto imagens desnecessárias, e convertendo em Layers (DIV’s com os atributos de CSS “position: absolute” e “z-index”)

Enfim, vamos estudar :)

Abraços…

Alcides Ferreira de Melo Filho

Acredito que em poucos anos, softwares como esses farão esse trabalho de exportar códigos XHTML e CSS com uma perfeição de 60% ou 70% de acordo com os padrões WEB. O que já iria axliar os programadores de interface e ajudando a web a ser um ambiente mais apropriado para evoluções em acessibilidade e comodidade.

Edu Agni

Alcides, se isso chegar a acontecer, está muito longe. Temos necessidades reais agora, e esse negócio de ficar evitando a fadiga vai deixar muito profissional pra traz. Existem variáveis de possibilidades, principalmente em questões de acessibilidade, que não tem como algum software prever e gerar. Se isso acontecer um dia, talvéz nem estejamos vivos :)
Colocando os pés no chão, eu acho mais apropriado o estudo!

Abraços…

Diego de Andrade Pereira

Bom artigo Eduardo! Não conheço seus artigos mas deu pra ver que você é um dos bons profissionais da web, que se preocupam com a evolução como ela deve acontecer.

Também sou adepto das Webstandards e todo seu ecosistema (Semântica, Acessibilidade, Tableless – que não é apenas trocar “table” por “div” como muitos pensam, mas que está muito mais voltado para semântica e se encaixa perfeitamente no assunto do seu artigo -, SEO e etc).

Bem sabemos que hoje em dia, nessa época de Web 2.0, uma das coisas que está em alta é a Semântica, assim como Acessibilidade e Padrões. Ter conhecimento desses assuntos e colocá-los em prática (no meu ver) só tem vantagens. Começando do fato de que o projeto terá um custo de manutenção muito menor, passando pelo código que será na maioria das vezes absurdamente reduzido (um dos primeiros sites que adaptei para o Tableless, cerca de 2 anos atrás, ficou 60% menor em termos de código XHTML) e por fim acaba elevando o profissional a um nível superior de conhecimento e reconhecimento.

Acho que o futuro da web está em tudo o que estamos vivendo hoje em dia, e aqueles que levarem a sério e se capacitarem e se dedicarem, quem sabe daqui 10 ou 20 anos não sejam novos “Tim Berners-Lee” da vida!!

Baseando-se nisso concordo profundamente com o fato de que nada poderá substituir os estudos. Não há ferramente que possa cobrir os erros de um designer/desenvolvedor, ou os problemas enfrentados diariamente em um projeto. Eu mesmo nunca fiz curso de web ou programação. Comecei lendo os próprios tutoriais do Dreamweaver e Fireworks, apostilas de HTML, JS, PHP e etc, fui buscando conhecimento e evoluindo e hoje trabalho em uma grande empresa de TI no Brasil como desenvolvedor web na área de Aplicações corporativas. Pra mim as maiores dificuldades dos profissionais de web de hoje se chamam comodismo e preguiça. Há uma resistência muito grande para aprender os padrões, principalmente por parte dos mais velhos na área – já presenciei isso – e na maioria das vezes é por não querer mesmo aprender algo novo e ter que adaptar tudo outra vez. Lógico que aí também entra uma dose grande de esforço para refazer o trabalho, mas quem disse que a vida seria fácil???? Como diria uma propaganda da Nike: “rala que rola”. Vamos estudar e nos aperfeiçoar!!

E pra não perder o trem, como desenvolvedor Webstandard preocupado com os padrões que sou, tive a iniciativa de fundar um novo framework JS (brasileiro) baseado exclusivamente em padrões chamado WST (Web Standard Tools). Seu funcionamento é bem parecido com o jQuery (embora suas características sejam bem distintas) e tem como objetivo facilitar a vida do desenvolvedor através de métodos DOM padrão e código XHTML semântico e válido. Quem quiser se juntar ao time de desenvolvimento e ajudar a alavancar as webstandards aqui no Brasil, sinta-se à vontade! O intuito do framework é criar uma comunidade de desenvolvimento webstandard nacional tão boa quanto as que temos lá fora. Assim contribuiremos para o avanço da web e a unificação das tecnologias em um só padrão. Por enquanto o site está em reformulação para o lançamento da versão 1.1, mas quem se interessar pode enviar um email para diego@wstframework.org que eu enviarei o código do projeto.

Bom é isso aí. Abraços e sucesso!!

    Edu Agni

    Depois passe mais informações do seu projeto Diego!
    Você resumiu bem a questão toda: rala que rola! rs

    Abraços…

Fernando Augusto

Tudo isso é bacana, mas na pratica, sera q aquela empresa pequenina q fica na rua de cima da sua casa e tem 4 ou 5 funcionarios apenas, pagaria um trabalho desse nivel?S

Tudo o q postam aqui, do modo de ver como profissional é valido, mas eu acho q nao se aplica. Estamos esquecendo aqui da logistica pessoal. A maioria de empresas a se oferecer trabalhos de web/desgin sao pequenas, e nao pagam esses valores infelizmente pois nao tem capital, na mesma proporçao q nao exigem diversos itens como asp, php etc, so querem ter um site na internet, apenas isso. Digo isso ao menos com base nos meus clientes, pois sei q empresa grande tem grana pra investir em tudo isso e nesse caso sim, se aplica tudo referente css e o q mais existir.

Acho q a questao de usar css e derivados é uma questao de logistica, é igual a ter 2 carros pra vender. Um de 1.0 basico vale 20 mil e o top 2.0 vale 40 mil, te ofereço os dois, qual voce compra? – O que seu bolso puder pagar, =)
Acho que quem se preocupa em seguir um unico metodo de trabalho, q encarece o preço do projeto, perde muito cliente. As vezes é bom mesclar, na vida ser inteligente apenas nao adianta, na competitividade que é hj, temos q ser espertos, e os espertos que ganham mais pois produzem mais, as vezes, produtos mais simples, porem com alta rotatividade. E so pra fechar: Quem falar q quem trabalha assim, fica pra trás, é um engano. O mercado é gigantesco e ninguem possui tantos clientes pra dizer q é ” dono do mercado”. Entao sempre ira ter o cliente q ira querer o maximo de inovaçao, e cobrara uma fortuna pra fazer o trabalho, como tera o cliente que quer o basico porem eficiente q atenda as necessidades dele.

meu ponto de vista é este: vendo o que O cliente precisar comprar e puder pagar, e nao o que EU acho q deve ser vendido para ele. =)

    Edu Agni

    Fernando, o que você considera “não ficar para traz”? Ter sempre os mesmos clientes pequenos pagando a mesma merreca por um trabalho inferior, é estar estancado. E se existem pessoas se movimentando no sentido de uma evolução profissional, buscando conhecer mais e fazer trabalhos sempre melhores, com certeza quem está estancado está para traz.

    Seus clientes não tem que pagar mais para ter um site sem tabelas, e com CSS. Isso porque essa é a forma correta de se fazer, e mesmo sendo um site de 5 páginas, vale a pena. A não ser que você esteja querendo dizer que pelo fato do cara ter um baixo poder aquisitivo, não mereça um produto de qualidade… ou que derrepente uma pessoa cega não possa se interessar pelo conteúdo de um site pequeno. Dessa forma cairiamos num elitismo tecnologico, enquanto o objetivo dos padrões é ser algo popular, que chegue a todas as pessoas.

    Você não concorda que mesmo se seu cliente pagasse pouco por um trabalho, se você fisesse algo com qualidade e colocasse em seu portfolio, teria oportunidade de pegar clientes maiores e trabalhos maiores? É assim que as pessoas crescem profissionalmente.

    Seu comentario mostra quatro coisas: (1) você ainda não entendeu o que são os padrões e a questão da semântica, (2) você não tem a menor preocupação com Acessibilidade, (3) não está preocupado com a evolução da Web e (4) nem com a sua propria evolução.

    Como disse o Diego mais acima: “Rala que rola!”
    Só o movimento é eterno!

    Abraços…

Fernando Augusto

Eu entendi os padroes o significado, e justamente citei o exemplo dos carros.

Entao so pq a semantica e o css nao se aplicará a um site, isso nao quer dizer q o site é ruim, ué, entao, antes de surgir o tal css na vida nossa, todos os sites eram horriveis? É isso que voce está dizendo nas suas palavras, e minha visao é diferente da sua =)

É a mesma coisa q comprar um carro, como o q citei, se vc comprar 0 1.0 sem vidro eletrico (o vidro seria o css) entao vc está vendendo algo horroroso se comparasse com um 1.0 com vidro eletrico? A Logica é a mesma. O que eu acho é que voces pensam muito como programadores, só q pensam de menos como consumidores, e logistica, e isso quer dizer vender, um site bom é um site que é pago o que vale, dinheiro na mao é importante, com ou sem css, isso quem escolherá é o cliente, se vai querer pagar ou nao pelo css (vidro eletrico do carro 1.0) rsss

E so pra fechar, praticamente todos meus trabalhos sao feitos em tabelas, e nem por isso sao horriveis, e nao funcionais, pelo contrario, meu portfolio atende exatamente o meu target: consumidor de micro e pequeno porte. Por hora meu trabalho é este, e nao desenvolver mega portais e q demandam muito tempo, se formos logicos, pelo menos eu penso assim, prefiro montar 5 sites pequenos em 20 dias, do que 1 medio porte, o lucro será tao bom quanto, meu portfolio aumentará com novos clientes, para ser bom profissional nao é obrigado a dominar tudo da sua area, mais sim, dominar aquilo que voce quer vender para o cliente, e pensando assim, o que eu quero vender neste momento, atende as necessidades minhas e dos clientes que eu busco.

Na vida temos que ir passo a passo hehe, querer abraçar tudo de uma vez a gente afunda, melhor ser bom em uma coisa só, do que ser + – em 3 ou 4.. hehehe, esse tema é polemico rssss t+ pessoal ^^

Fernando Augusto

So pra complementar a minha ideia do vidro eletrico pessoal.
Quando vamos comprar o tal carro com o vidro eletrico (css) vc chega no vendedor e questiona ele como q montam o sistema, se nao afeta a lataria do carro, e etc? Acho q quase ninguem deve ter perguntado isso, pq? Porque nao importa como q se monta, mais sim q funcione perfeitamente.

A ideia é a mesma aos sites, nao importa como é montado, mais sim q funcione.

Neste caso de css, questoes de acessibilidade e etc, muito sites montados da moda antiga se digitar uma marca de produto no google, o site ira ser encontrado no google, e foi feito do jeito “normal”. Talvez um css seja mais bem estruturado, mas isso nao quer dizer q o modo citado seja péssimo, afinal antes do css existir, so tinhamos o modo “normal” de se trabalhar, e tudo funciona, hj só é um pouco mais desenvolvido (css).

bom, é minha opiniao =)

Edu Agni

Fernando, Fernando, Fernando…

Em primeiro lugar, eu não penso como programador, pq sou um Diretor de Arte. CSS não é programação, é uma linguagem de formatação.

Em segundo lugar, na epoca em que o HTML foi criado, o objetivo era ter um formato de documento que fosse padrão, para publicação de textos cientificos e acadêmicos… Não haviam recursos para diagramação. Isso faz “sim” com que todos os sites feito com tabelas estejam “errados”. Você está se equivocando numa coisa: O fato do layout aparentar ser bonito não quer dizer que o site foi bem feito… O layout pode estar bonito lá no Fireworks antes mesmo de ser exportado para tabelas. O fato de existir um bom projeto gráfico não absolve uma estrutura mal feita. Design não é apenas Estética e perfumaria… Design é Projeto… é qualquer projeto usando tabelas é incoerente.

Você pode achar seus sites bonitinhos, e estar satisfeito com seus clientes pequenos ao qual você é capaz de produzir um site por semana, e colaborar para que os servidores do mundo fiquem cada vez mais cheios de informações sem significado. Porém com toda a certeza, seus sites não podem ser acessados através de um leitor de tela, seus sites devem ter no mínimo três vezes mais código do que o necessário, e devem demorar pelo menos 5 vezes mais para serem carregados… Tudo isso comparando a um site feito como se deve. O objetivo desse artigo é justamente falar que trabalhar com Web Standards não é uma questão de trocar tabelas por CSS, e sim uma questão de significado… mas você continua fazendo comparações meramente Visuais.

O exemplo que você deu sebre o carro é um exemplo péssimo. Sites “com” e “sem” padrões não são como carros “com ” ou “sem ” vidro elétrico… eu diria que fazer sites com tabelas é como tentar fazer um carro andar com perfume no lugar da gasolina!
Na decada de 90 todos os sites eram assim, e não era errado. Essa sua afirmação está correta. Porem não era errado porque não havia conciência. Algo se torna errado apenas quanto tomamos conciência do quão prejudicial é. “A igreja Catolica considerava justo escravisar os negros, porque consideravam que eles não tinham alma”… olha só o quão absurdo isso soa pra nós hoje!!! É para isso que serve o estudo da história, para nos mostrar todas as merdas que faziamos, para que possamos aperfeiçoar-nos.

Você disse que não penso como consumidor, apenas como programador (coisa que nem sou). Porém trabalhar com Web Standards é pensar diretamente nas pessoas, em todas elas. Pensar em propiciar acesso a todas as pessoas independente de tecnologia, sistema operacional, navegador ou largura de banda.
Não coloque qualquer expectativa de lucro acima do direito que todo cidadão tem, garantido pela constituição, de acesso a informação, e da evolução natural dos Sistemas de Informação.

Por favor, não seja anacrônico. Seria mais honesto dizer que não quer estudar nem aprender nada novo, e nem crescer profissionalmente, do que fazer esses comentários.

Desculpe qualquer jeito rude. Qualquer dia sentamos pra tomar um café e conversar sobre isso.

Abraços…

Fernando Augusto

Temos opinioes diferentes, porem nao acho q voce está errado, voce está certo nas suas afirmaçoes, isso é verdade, mas tb acredito q meu ponto de vista que estou colocando tb está correto.

Vivemos num mundo capitalista onde o dinheiro é o mais importante, infelizmente. Por mim, faria todo site em flash, seria muito legal, mais eu nao faço pq nao é tao solicitado, e eu nao deixo de trabalhar css rs..
eu vou ao cliente e mostro as opçoes:

site em html c/ css preço R$ tal..
site em html sem css preço R$ tal..
e por ai vai

eu dou opçoes p/ele escolher o que ELE quer, com o preço que ele quer pagar. A vida é negocios, ele pode querer investir seila, 1000 reais num projeto de fireworks, mas nao quer investir 1800 em um de css pois nao tem verba, e só pq vou “trabalhar” nao da melhor maneira, q eu nao vou pegar o projeto, e vou deixar de ganhar 1000 pra outro designer o fazer?rss… pelo amor né rs…

Nos, que trabalhamos com isso sabemos o quao é complicado desenvolver projetos, e se nao formos nos mesmo q damos valor ao q produzimos, nao sera o cliente q irá sem ao menos te conhecer, ainda mais com tantas pessoas q se dizem profissionais e sequer sabe diagramar, acha q é só colocar as “coisas” e ta bom. Por isso que dou opções, coerentes com o bolso dele e com o meu trabalho e assim todos ficam “felizes” rs..

Agora quando css evoluir e se tornar simples e sem ser problemático, adoterei em todos projetos. Até lá nao estou enganando o cliente nem trabalhando errado, dou opções para ele, ele ciente, escolhe o q quiser, o q nao irei é deixar de pegar projetos pq o cliente quer pagar um valor abaixo de um trabalho em css, q seria um de tabela……

Css nao eh ruim, ele é otimo, porem apresenta dificuldades pra desenvolver, só isso, mas q é melhor q tabelas e tdo mais isso nao se discute, seu artigo deixa claro isso, isso é um fato. Se for resumir em uma linha o que penso é: Todo cliente pagaria um projeto de css, caprichado?… eu acho que nao, por isso, dou opçoes pra escolher conforme o investimento q ele quer fazer. Simples.
^^

    Edu Agni

    Bom realmente temos opiniões diferentes. Você acha que os clientes não querem pagar mais por um site feito com CSS, por isso faz com tabelas. E eu sei que os clientes não sabem nem a diferença entre um e outro, mas se soubessem das vantagens entre um e outro, com certeza adotaria o que tivesse mais vantagens, e ai está um problema de didática com o cliente. Sites com CSS “não precisam ter custos maiores”…quem acha isso é pq realmente não aprendeu a utiliza-lo. É mais correto e mais rápido de fazer, além do custo beneficio para cliente e desenvolvedor.

    “quando css evoluir e se tornar simples”… desculpe estragar seus devaneios, mas CSS é simp?es. Esperar que tudo fique mais fácil é sempre comodismo… querer evitar a fádiga sempre deixa a pessoa estancada.

    “No pain, no gain, my friend!”

    André Luiz Costa de Andrade

    Amigo Fernando, Tive observando suas respostas e sua resistência aos padrões. Um trabalho utilizando css não é tão complicado quanto pensa a ponto de ter 2 valores, já cobrei 1.000,00 por um projeto em css e eu e o cliente ficamos satisfeitos.

    Assim como você, aprendi a fazer layouts com tabelas, mas quando percebi que havia um padrão não hesitei em tentar aprende-lo, cai dentro e com mais ou menos 3 meses já conseguia fazer tudo aquilo que fazia com tabelas, mas agora usando DIVS, tive diversos problemas com renderização dos navegadores, mas a esperiência me ensinou que todas elas são contornáveis.

    Como disse o amigo Eduardo, as coisas são certas até o momento em que não sabemos da verdade. Layouts com tabelas era a forma correta, por que era a única forma, agora temos elementos proprios para a criação de layouts e isso pode até dificultar no inicio, mas com a esperiencia virá a sabedoria e você passará a não ter que cobrar mais caro por um trabalho que não deveria ter opção (com css ou sem).

    Layouts só com as tags corretas e tabelas para funções que são devido para elas.

    Um grande abraço…

Diego de Andrade Pereira

Bom, acho que ficar discutindo quem é o melhor time do mundo não leva ninguém a lugar algum, mas gostaria de expressar minha opinião neste debate… hehehe.

Fernando eu respeito profundamente seu ponto de vista (afinal estamos em um país livre não é mesmo??? hehe) mas acho que vocês está extremamente equivocado em dois pontos. São eles:

1) Remuneração – layouts CSS só são mais caros se você assim estipular. Como o Eduardo disse, aplicar os padrões é uma questão de inclusão das massas e não artigo de luxo para grandes empresas. Você não precisa cobrar mais só porque a tecnologia que você está empregando é “nova”. E aliás é como você mesmo disse a respeito do carro: “Porque nao importa como q se monta, mais sim q funcione perfeitamente”. Vamos lá! Você chega em um de seus clientes daquela empresinha montada no 2º andar da casa do cara, que quer colocar a empresa dele na web com no máááááximo 4 páginas. Tudo estático, tudo muito simples. O cara mal sabe o que é um “browser”. Você chega e fala pra ele: “tenho esse aqui montado em Tableless, com CSS, cross-browser que custa R$ xxx; e tem esse aqui também normalzinho que custa R$ x”. É óbvio que o cara vai ficar com o segundo, afinal de contas ele não tem a mínima idéia do que você está falando, só quer pagar menos. Então a conclusão disso é: não acho que CSS e padrões sejam artifício para ganhar mais dinheiro, você pode sim ganhar mais sendo um bom profissional reconhecido no mercado. Caso contrário sua renda será sempre de empresinhas com sitezinhos e tal (sem ofensas).

2) Atualização – “Agora quando css evoluir e se tornar simples e sem ser problemático, adoterei em todos projetos”. Sinceramente… você está se acomodando e não quer aprender algo novo. Concordo que sempre existirá cliente pra todo mundo (afinal de contas só o Google já tem trilhões de páginas no seu banco e mesmo assim ainda tem muito mais por aí pra surgir). Mas isso ainda não é desculpa para não arregaçar as mangas e procurar algo novo. Essa sua frase mostra que você ainda não tem muito conhecimento de padrões e por isso cobra mais por ter que trabalhar com algo que é mais complicado pra você. No começo é complicado mesmo. Se demora um pouco pra pegar as manhas, mas todo começo é assim. O cliente não merece pagar mais caro pela nossa deficiência como desenvolvedores.

Resumindo, discordo totalmente que layouts CSS tenham que ser mais caros e que se deve olhar apenas o lado lucrativo das coisas. Se for pra fazer tudo apenas pela velocidade e agilidade, teremos sempre um monte de desenvolvedores criando lixo inútil para a web todo dia. E aliás, existem vários e vários frameworks e estruturas pré-prontas que agilizam o nosso trabalho. Existe uma edição da revista iMasters com uma reportagem que diz que o que vai gerar lucro no futuro são as coisas grátis. Duvida?? Olha pro Google… preciso dizer mais nada né. Ou seja, o foco para se ganhar bem não é cobrar mais pelo que é bom, e sim fazer o que é barato da melhor forma possível. Disponibilizar bons conteúdos a baixo custo, isto sim gera uma boa renda. De posse disto você pode parar de olhar para o bolso do cliente e olhar para a acessibilidade do site dele e dos clientes que ele pode perder com um site fora dos padrões e da semãntica. Afinal um site com tabelas pode até ser indexado pelo Google, mas nunca será acessível para um leitor de tela e sempre apresentará dificuldades de acessibilidade para quem precisa dela. Preocupação com o cliente em primeiro lugar.

Bom acho que já falei demais né, hehehehe… Não quero ofender nem brigar com você, nem mesmo mudar sua mente (ninguém tem o poder pra isso). Mas quero te ajudar a olhar um outro ângulo e começar a contribuir para a sociedade web nacional para que a we como um todo cresça com bons serviços.

P.S.: só pra provar que CSS não precisa ser caro: meu primeiro trabalho (nespolilouzada.adv.br) quando comecei na web, foi um site para uma agência de advocacia pequena que tem 5 páginas apenas. Tudo estático. Isso há uns 3 anos atrás. O site é HTML 4.01 Strict válido, tableless e cross-browser. Custou R$ 180,00…

Abraços e sucesso!!

Fernando Augusto

Eu respeito a opiniao de todos aqui.
No entanto, eu acredito, q num mercado tao concorrente temos que dispor de diversas ferramentas, e a criatividade é uma delas.
Css nao precisa ser cobrado a mais, em termos sim, é verdade, mas ninguem impede de eu ou qq outra pessoa desenvolver seu proprio estilo de tabela, criando opçoes para o cliente escolher, explicar a ele o q faz as diferenças de um para o outro e etc.
Daí querer ou nao cobrar a mais de um projeto CSS vai de cada um. Concordam?

Eu disse e repito aqui, trabalho com css, porem desenvolvi esse estilo de trabalho, assim como html é um preço, flash é outro, e por ai vai.

Acho q sempre estar atualizado das novas tecnologias é importante, daí aplica-se elas como as queremos, e quando de fato é exigido, eu vejo desta maneira, nao so pra css, mas para um todo.

E no meu caso, como já citei, já tenho definido meu target, meus clientes, são esses pequeninos ai, porem eles pagam rigorosamente certinho, e é isso que importa. Da mesma maneira que projeto principalmente material gráfico pra eles, e os mesmos estao satisfeitos. Neste momento, nao quero ter cliente grande, prefiro ter os pequenos, estou começando meu negocio ha pouco tempo, as coisas tem q ser feitas passo a passo, e nao são pq sao pequenos negocios que o meu trabalho ou o de qq profissional q trabalhe no mesmo foco seja ruim, quem pensa que só é bom profissional quem desenvolve trabalhos pra grandes empresas é um preconceituoso.
Isso é ridiculo.

Bom é isso, meu ponto de vista é este, meu estilo de trabalho é este, e eu desenvolvo em css, cobro mais é verdade, porem eu que quis assim, e o dia que quiser cobrar o mesmo que um html eu o farei. Se outras pessoas fazem isso ou nao vai de cada um, o q nao eh certo é as pessoas se “acharem donas” da verdade possuem um unico estilo de trabalho. Cada um trabalha como quer, ou nao? ^^ Entao nao se estressem pessoal rssss =)

Diego de Andrade Pereira

Cara, na real? Tudo bem, cada um à sua maneira de pensar e ser. Não quiz insinuar que você deve mudar seu “target” ou coisa do tipo. E profissional bom realmente não é aquele que desenvolve para grandes empresas, é aquele que desenvolve do jeito certo e contribui para o desenvolvimento da rede como um todo.

Bem, como eu já disse discutir quem é o melhor time do mundo não leva a nada. Vamos trabalhar para uma web melhor, e não mais violenta!! hehehe…

E eu particularmente to tranquilão… ;) No stress.

Abraços.

Diego de Andrade Pereira

Ah! E como eu disse: esse é um país livre!

Leonardo Cabral

Não obstante esse assunto ainda ser discutido em 2009, vale a pena perceber o extremismo desnecessário das opiniões. Um website não é um prédio de 20 andares que se vier abaixo matará pessoas. É um meio de transmitir informações; que caso deixe de funcionar, será substituído por outro, talvez feito por outro profissional mais gabaritado. E a vida continua. É válido o argumento que defende páginas bem formatadas para acesso em diversos dispositivos. Mas chega a ser desmedida a crítica a quem ainda faz websites fora dos padrões e seus supostos danos à Internet. Talvez no dia que a construção de websites seguir regras e homologações tão sérias como as que a Engenharia Civil utiliza (e suas responsabilizações), talvez vejamos um interesse maior em seguir as regras tão à risca. No mais, criticar terceiros pela falta de profissionalismo é ter muito tempo ocioso à disposição. Foque a solução, resolva os problemas, viva mais.

Bem Eduardo, seu artigo foi excelente, com uma linguagem fácil e divertida!
Mas ao ver o “bixo pegando” aqui nos comentários, tive que discordar:

Qual o problema de se cobrar diferente, de um site estruturado em tabelas x site xhtml + css?
Então quer dizer que, se eu fizer um site totalmente em Silverlight, eu terei que cobrar o mesmo preço que cobro em um site produzido em Flash porque no final, a aparência é a mesma?

De acordo com a ideologia do nosso Eduardo Santos, pessoas que montam sites em tabelas estão PROIBÍDAS de “estruturarem sites” até que eles aprendam a “estruturar” em tableless. Acho que não é por ai. MESMO.

Existe mercado para todo mundo. Se nós que seguimos os padrões, encontramos ainda hoje sites em tabelas, paciencia. Até hoje eu tenho que aguentar calado, pessoas com internet discada usando Internet Explorer 6. Até hoje eu aceito meu pai sentando do lado da tv, para trocar de canal, sendo que a televisão tem controle-remoto, e ele esquece de usar. Cabe a mim, aceitar.

Logicamente, quando o Fernando descobrir a mágica do XHTML + CSS, ele com certeza vai deixar de usar tabelas, vai entender o sentido mágico da coisa. Mas até lá, qual o maldito problema DELE fazer o trabalho DELE dessa forma?

“…enchendo os servidores pelo mundo de Terabytes inúteis, além de fazer com que boa parte das informações úteis não seja compreendida pelas máquinas…” – perdão, mas eu ri disso. Por quê? Por exemplo, os maiores portais do mundo que fornecem serviços e recebem bilhões de visitas anuais, não seguem padrões ou se seguem, tem em sua codificação uma POLUIÇÃO GIGANTESCA, mesmo tendo em sua equipe técnica pessoas capacitadas. Acho que a revolução e o exemplo deve partir de lá, e não do coitado do Fernando que faz um site em tabela para a lavanderia da rua dele.

    Edu Agni

    Olá Bruno. Acho que os animos se exaltaram aqui desnecessariamente. Peço desculpas a todos.

    Na verdade, não condeno nem um pouco o Fernando pelo fato de ele ainda desenvolver sites com tabelas (eu também já fiz isso). A minha questão era com a resistência a estudar algo novo. Mas como ele mesmo disse: cada um sabe da sua necessidade.

    Concordo com você no fato de que os grandes portais devem ser os precursores na adoção do Padrões. Na verdade, assim já vem sendo. Não necessariamente ainda o ideal, mas os portais já tomaram essa iniciativa. A questão é que pela quantidade de conteúdo e pela demanda crescente de informação, esse trabalho nos portais corre o risco de ficar muito mais tempo numa condição “Transitional” do que “Strict”.

    Valeu pelo comentário… abraço…

Tobias Taurian Viana

O artigo é incrívelmente simples e didático o autor está de parabéns, foi muito bem no quis passar e até indiquei este artigo para alguns amigos lerem.

Quanto a discussão dos comentários pode ser reduzida simplesmente no que já foi dito pelo Eduardo, mas eu vou acrescentar uma coisinha.

Um webdesigner que não adota os padrões semânticos não os conhece ou simplesmente não procurou saber seus prós (por que contras que sejam relevantes ainda não conheço). Lógicamente até você conseguir o domínio do css e dos padrões você demora algum tempo realmente, e apanha um pouco dos códigos, mas se não apanhar não domina e se não dominar não vai ser produtivo.

resumindo vamo estudar né gente.

Raphael França Marques

P/ Fernando Augusto:
“meu ponto de vista é este: vendo o que O cliente precisar comprar e puder pagar, e nao o que EU acho q deve ser vendido para ele. =)”

Se você for publicitário ou algum dia pegar teoria de publicidade, você mudará seu ponto de vista. Sim, você tem que mostrar o que o cliente precisar comprar e puder pagar mas também é função sua mostrar para o cliente o que VC acha (baseado em teorias, metodos, etc) não oq “deve ser vendido para ele” mas o que deve ser o IDEAL para resolver o problema comunicacional do cliente. Cabe a você demonstrar “por A+B” que o produto/serviço ‘XYZ’ é mais adequado as necesidades dele e que isso gerará futuramente melhor indexação no google, que o publico-alvo poderá isso e aquilo…

Mas uma coisa eu concordo: Se seu publico-alvo NÃO É e nunca será alguém com deficiência visual e/ou com conexão lenta, aí sim pode usar Flash/Silverlight e etcs. Senão, evite Flash e faça tudo Web Standard.

Fernando Augusto

Alguns colegas aqui entenderam meu ponto de vista, outros nao, vou resumir:
EU e tantos outros profissionais, trabalho com CSS SIM, é o q falo desde a semana passada, a unica coisa de diferente que faço é vender um serviço de tabela num preço e um CSS com outro preço, simples assim. Que mal tem isso?rs

E tambem deixei claro nas msgs anteriores aqui que eu nao escondo nada dos clientes, eu mostro meus “pacotes” e explico TODOS, dou meus conselhos, de acordo com a necessidade dele e de sua empresa, e ele escolhe o que trazer custo X beneficio.

Eu nao creio que estou omitindo, ou enganando o cliente, pelo contrario, sou bem objetivo.
Volto a citar um outro exemplo;
A TV a cabo NET oferece inumeros pacotes, vejamos:
– 1. Canais abertos c/imagem boa
– 2. Canais abertos + canais infantis
– 3. Canais abertos + canais filmes
… e por ai vai e tem tambem o
– 4. Pacote Digital completo com tudo

A NET dá opçoes aos clientes, mostra desde o mais simples ao mais avançado, o cliente sabe que o melhor é o ultimo citado, mas isso nao quer dizer q ou ela compra esse ( o melhor) ou ela nao compra nenhum outro.

A situaçao do meu estilo de trabalho é a mesma ideologia que esta empresa citada faz, se ela pode, porque eu nao posso, ou qq outro profissional da area q for?

Não sei se é só eu quem pensa assim, mas pra mim, se meus clientes quiserem um site de fireworks ou de flash, quem decidirá eh ele, eu auxiliarei o mesmo na escolha. E para mim, com toda a sinceridade, tanto faz montar um projeto de html basico ou de flash, o importante é cada vez mais conquistar clientes e ganhar sempre mais e mais dinheiro. Todo empreendedor é assim, agora quem escolhe o projeto q quer fazer, q se dá a este luxo, é pq tem a vida economicamente resolvida, parabens. Eu nao tenho, tenho que vender o maximo de serviços diferentes para atingir todo tipo de cliente, do menos ao mais exigente.

=)

Diego de Andrade Pereira

Acho que a discussão acabou mudando de rumo…

Todos (inclusive eu mesmo) citaram a questão financeira do negócio. Tudo bem, cada um cobra como quer. Eu mesmo cobro projetos em Flash mais caros que os feitos puramente em XHTML. Cada um cada um. NO PROBLEM =D

Mas a questão principal que deveria ser discutida (e que acho que deve ter sido o intuito do artigo) é a adoção dos padrões para uma melhoria dos serviços oferecidos na web, e consequentemente para que mais pessoas possam ter acesso ao seu site/serviço, não importando o navegador ou plataforma que ele está usando.

Ex.: se eu construo um site todo em Flash, tenho que (aconselhavelmente) disponibilizar também uma versão XHTML para quem não tem o plugin da Adobe. O mesmo poderia ser levado em consideração para os cookies, JavaScript, e claro, Acessibilidade e Semântica (que é o tema do artigo).

Então não se trata de dinheiro, mas se o usuário vai conseguir acessar seu site em determinada situação ou não.

Não vou mudar o que eu já disse a respeito anteriormente, mas acho que esse deve ser o ponto da discussão. Caso contrário esse bate-papo não vai acrescentar em nada nas nossas vidas já tão cheias de preocupação! ;)

Rafael Cesar

Realmente, aqueles que ainda evitam os padrões web ficarão pra trás.
O mundo que se abre aos nossos olhos é ilimitado, tentar evitar isso seria ignorância.
É como um divisor de águas, uns ficam pra trás e vão continuar com suas “tabelas” e sites para o comércio do vizinho e os que se dedicam farão da internet um lugar realmente excitante.

Fernando Augusto

Rafael,
nao acho que trabalhar para o comercio do “seu bairro” ou de proximidades seja ficar para trás. Agora se existem pessoas que só se focam em mega projetos gigantescos para multi-nacionais e afins, está perdendo muitos “clientes de bairros”.

Se informe com o Sebrae meu amigo, e veja o quanto as empresas pequenas do “comercio vizinho” geram de dinheiro para sociedade. Voce verá que nao podemos desprezar este tipo de cliente assim como nao podemos desprezar os grandes. É meu ponto de vista =)
t+

    Rafael Cesar

    Fernando, em momento algum desprezei essa fatia do mercado, até mesmo porque trabalho com comercio.
    Apenas quis ilustrar a diferença entre aqueles que estão abertos à novas tecnologias e os que preferem estacionar e estarem preparados apenas para pequenos projetos. Vlw!

Fernando Augusto

Ah tá, neste caso tudo bem, concordo com voce entao :)
Quem nao se atualizar irá ficar para trás mesmo.

Débora Raial

por que no seu próprio blog a página que fala sobre “Refletindo sobre Semântica” não passa pela validação da W3C?

    Edu Agni

    Olá Debora.
    Estou a pouco tempo usando em meu site um gerenciador de conte´´udo chamado Plone (existem artigos aqui no imasters sobre ele). Hoje é muito prático trabalharmos com essas ferramentas CMS, mas um grande problema é que o código não é válido totalmente. Aos poucos estou customizando a ferramenta para que eu consiga torna-la ideal. Porém, o Plone trabalha com um bom nível de acessibilidade, Folhas de estilo para diferentes mídias, etc. Em nível de acessibilidade, está melhor do que muito site que passa na validação. Lembrando que a validação serve apenas para vermos se existe algum erro de sintaxe, porém não garante que o site foi trabalhado com uma semântica e Acessibilidade ideal.

    Obrigado…

Marcelo Costa

Olá Eduardo!

Ja inventaram o computador, mas tem gente q prefere a maquina de escrever, fazer o q né, rssss

Há anos visito o iMasters para tirar duvidas, aprender algo novo, etc. Mas só me cadastrei apouco, pois percebi que estava só consumindo e sem contribuir em nada, pois bem sou freelancer e faço sites e sistemas no começo ?como todos? meus projetos eram todos estruturados pelas tables, sem semântica, css, ou seja, se comparado com meus atuais projetos, hum monte de lixo, mas quando conheci o tableless já percebi que era algo importantíssimo para web e comecei a estudar, logo veio o css, semântica, acessibilidade, em fim Web Standards, confesso que ainda não domino como pretendo a Web Standards,principalmente a semântica, mas estou cada dia estudando mais e mais, ainda não fiz minha facu mais um dia eu chego lá e mesmo assim meus projetos rodam nos principais navegadores (IE6, IE7, FF, Opera, Netscape, Safari e o Croma) da mesma forma e sem o uso de hacks ou Conditional Comments ou arquivos ?.js?, pois particularmente não gosto de usar os mesmos, prefiro fazer um site sem grades firulas e com estruturação mais simples, mas como não estamos no mundo do moranguinho né??? rss sempre aparece layouts com coisas inimagináveis ai, você já sabe né?? Ou não?? Da mais dor di cabeça para conseguir o esperado, perco umas horinhas a mais, mas sempre consigo o esperado, gostaria que muito mais profissionais dessa área começassem a aderir a Web Standerds só assim ela seria aceita 100% em todos os navegadores em um curto prazo, pois como li acima tem gente que é muito acomodada ?não condeno cada hum sabe o que é bom pra si próprio? e não querem nem estudar, muito menos começar a utilizar as Web Standards em seus projetos, alguns por pura teimosia, outros por ignorância, outros por preguiça mesmo, rss, outros só quando todos os navegadores aceitarem 100% do css, mas ai eu pergunto como eles vão investir em curto prazo nisso se ex: 99% dos sites não utilizam nem o css2, a internet teria crescido tanto no mundo si não houvesse interesse por ela???

    Edu Agni

    Obrigado Marcelo por se cadastrar e dar sua contribuição. Um artigo como o meu não deve doutrinar ninguém, mas sim deve gerar e fomentar discussões como essas, deve fazer com que as pessoas ao menos reflitam sobre o que é correto ou não.

    Valeu por contribuir nessa discussão…

dsdfdsf sdfsdfsd

Parabéns pelo artigo, muito bom !

Parabéns pelo artigo!

Quero deixar aqui um site nacional que verifica e valida a acessibilidade o “Da Silva” http://www.dasilva.org.br/

Espero sinceramente que todos os desenvolvedores coloquem a mão na consciência e ofereçam serviços de qualidade, podem ter certeza de que estarão contribuindo para um mundo melhor e mais digno, como nosso amigo comentou acima “Todos tem direito a informação”, afinal meu amigo com deficiência visual pode estar precisando do produto que foi disponibilizado no site feito em tabelas pelo “Fernando Augusto”, porém meu amigo vai pagar mais caro porque o site do vizinho (Cliente do Fernando Augusto) não oferece acessibilidade a ele, assim a alternativa é adquirir o produto em algum outro site de outro estado ou até mesmo país.

Que pena tão perto e tão distante, gente vamos usar a informação a nosso favor ”Web Semântica – HTML5 – Tableless ” são temas presentes hoje em nosso dia a dia e obrigação num futuro próximo.

Novamente parabéns Eduardo Santos pelo excelente artigo muito bem redigido, um dia também chego lá.

Gente!!! Rala, rala, rala que rola.

Douglas Oliveira

Realmente, parabéns pelo artigo! Já tem mais de dois anos, e ainda continua atual!

Fabio Junio

Ainda iniciante(1 ano) em programação web, tive a oportunidade de aprender a criar sites no dreanweaver, cheios de tabelas e completamente funcionais…..entretanto, após muito “rala que rola”, descobri o verdadeiro potencial de se desenvolver sistemas que atendam tanta à web semântica quanto aos padrões do w3c (o que embora, algumas vezes não consigamos devido ao foco em semântica e robôs) , e juro pra vocês, não pego no dreanweaver nem por reza brava….heehhehe….nem mesmo para um possível layout. O nível de codificação é outro totalmente diferente…..uma fácil leitura e compreensão para homens e maquinas…..Ter um padrão válido e funcional também é um ótimo começo….Isso ainda não levando em conta a portabilidade e a facilidade de manutenções e incremento de novas funcionalidades ao sistema.
Acredito também que o cliente merece o que há de melhor, mesmo que isso custe um pouco mais de trabalho (programadores inexperientes). Portfólio realmente fala muito alto no mercado de trabalho.
Gostaria de parabenizá-lo pelo artigo.

Qual a sua opinião?